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A queda das muralhas de Jericó

Intimidade com Deus

“Jericó estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía nem entrava. Então o Senhor   disse a Josué: “Saiba que entreguei nas suas mãos Jericó, seu rei e seus homens de guerra. Marche uma vez ao redor da cidade, com todos os homens armados. Faça isso durante seis dias. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas. Quando as trombetas soarem um longo toque, todo o povo dará um forte grito; o muro da cidade cairá e o povo atacará, cada um do lugar onde estiver”. (Josué 6:1-5 NVI)

 

Nesta passagem aprendemos lições muito importantes sobre batalha espiritual.

Primeiramente, é preciso estar bem claro que temos um inimigo que tenta frustar os planos de Deus na terra, e que se opõe fortemente àqueles que estão…

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É a Tua vontade?

Li uma história acerca de um irmão que foi ao consultório de um médico cristão com o objetivo de lhe vender alguns livretos que ele mesmo tinha escrito. Ao chegar ao consultório ele teve que esperar algum tempo até que o médico pudesse atendê-lo. Ao ser atendido ele começa a apresentar com entusiasmo seu trabalho; o médico o ouve atentamente. Ao final ele faz uma simples pergunta ao irmão: “Por que você está escrevendo este material?” Ele responde: “Meu objetivo ao escrever este material é proporcionar maturidade espiritual aos que o lêem.”. “Resposta errada”, diz o médico. “Não estou interessado em seus livretos.” E explica por que: “Se você me falasse que foi Deus quem te mandou escrever estes livretos eu compraria todos eles.”
Não precisa falar mais nada não é mesmo? Este médico sabia que se Deus não for o originador de nossas motivações, de nada adianta nosso esforço. Este é um ponto fundamental na vida cristã, e que separa cristãos frutíferos daqueles que se movem pelo ativismo. Se pararmos para pensar, vemos que a maioria de nossos projetos e planos tem origem na carne; na edificação do “eu”. Por isso precisamos pedir ao Senhor que sonde profundamente nossos corações, para achar a vontade de Deus e a motivação correta. Isso certamente não é fácil, e requer basicamente disciplina em duas coisas: Oração e meditação nas Escrituras.
Jesus é nosso maior exemplo no aspecto de buscar atentamente a vontade do Pai. Ele dizia: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4:34). A vontade de Deus era Seu alimento diário; Ele se fartava deste alimento, Sua fonte de energia e poder. Busquemos também esta comida que nos nutre por completo.

Lorimar

A melhor mensagem é o Cristão

Porque relacionamento e testemunho são mais importantes (e eficazes) do que proselitismo

Por Paulo Junior

O verdadeiro evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado

Há um aspecto peculiar na “Grande Comissão” relatada no evangelho de João que nem sempre é lembrado quando estamos tratando do envio de discípulos. Enquanto, nos outros textos sagrados, o destaque da comissão eram aspectos mais práticos (como curar os enfermos, operar sinais e fazer discípulos), no texto de João o destaque está no perdão de pecados (Jo 20.23). O conteúdo do evangelismo, seja por meio de novos ou velhos métodos, continua sendo arrependimento e perdão.

Além dessa ênfase, na comissão joanina, também fica claro que o propósito de Jesus, ao enviar seus discípulos, não era apenas o de proclamar o que ele podia fazer em favor do perdido, mas o que podia fazer por intermédio da vida de seus discípulos. “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados”: o foco não está apenas na mensagem, mas na autoridade e na vida dos mensageiros. Particularmente, não acredito que existam formas “ultrapassadas” de evangelismo. Para mim, Deus pode usar qualquer forma de levar o evangelho, seja nova, seja velha. O que me preocupa são as motivações dos crentes na hora de usar dessas fórmulas. Aquilo que, muitas vezes, a igreja está oferecendo para aumentar o número de seus membros não corresponde à verdade do evangelho e tem gerado expectativas que, certamente, serão frustradas.

Em Mateus 23.15, existe uma advertência forte de Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, vós o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”. Esse é um alerta que sempre deve ser lembrado em relação à evangelização: o risco do proselitismo e do esforço em mudar a pessoa apenas exteriormente, sem transformar seu entendimento. Enquanto nos virem fazendo a coisa certa pelo interesse errado, o coração das pessoas será contagiado apenas pela cobiça, mas não transformado pelo amor.

Nada é mais evangelizador do que a forma como nos relacionamos uns com os outros em amor. Nossas relações evangelizam mais do que muitas das nossas ações. O cristão é aquele que, como Cristo, vive em favor do próximo. E é na forma como ele sacrifica seus interesses pessoais em favor do próximo que encontra sua melhor oportunidade de comunicar o que crê. Ou seja, quanto mais relacional for a estratégia evangelística, tanto mais relevante será.

Nunca a revelação de Deus vem sem relacionamento. O evangelho chega a nós por meio de pessoas. E o próprio Jesus prometeu que estaria presente na comunhão de dois ou três reunidos em seu nome. Não podemos perder de vista o quão importante isso é. A evangelização não serve, por exemplo, apenas para alcançar o evangelizado; também alcança o evangelista. Quando ele leva a mensagem a alguém, é gerado nele um profundo senso de responsabilidade pelo próximo, de tal modo que evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.

Por isso, eu creio que fé não seja apenas a certeza inabalável da salvação que já recebemos, mas também a disposição e o amor incansável de trabalhar para que outros também a recebam.

Fonte: https://www.revistaimpacto.com.br/a-melhor-mensagem-e-o-cristao

A cruz e a libertação da mente

Existem poucas causas mais malignas de paralisia espiritual, por assim dizer, do que uma mente não renovada ou desprotegida. Aprendemos por experiências amargas, que o principal objetivo do adversário, e o meio mais importante para seus fins, é a mente. Noventa por cento dos problemas tanto dos filhos de Deus individualmente e no contexto da comunhão (ou comunhão bloqueada) do povo do Senhor, é derivada da operação de uma mente não renovada na qual há ainda carnalidade, ou da mente desprotegida se tornando o parque do “príncipe das potestades do ar”. Há três aspectos ou direções desta atividade mórbida – para com Deus, para com o homem, e para si próprio; ou para cima, para o exterior e para o interior.

Tomemos a segunda primeiramente.

A Paralisia de um Conceito Mental Duvidoso para como o Homem
Nesta esfera temos um catálogo inteiro de sintomas infelizes. Cristãos com um verdadeiro conhecimento de Deus e com um real caminhar com Deus tornando-se a presa de todo tipo de pensamentos sobre outros; juízos errados, preconceitos, criticas, imaginações, etc.

Plutarco falou de uma grande conflagração pública que foi resultante de uma fofoca gerada em uma roda de fumo em um sótão.

Quão verdadeiro é que uma sugestão ardente e inextinguível feita à mente, imediatamente envolve essa mente e muitas outras em um fogo de devastação espiritual de grande alcance. A atividade de nossa própria mente natural à parte da verdadeira revelação do Espírito Santo; a observação, sugestão, interpretação, relatório, descrição, informação de outros; a insinuação, complexão, perspectiva, apresentação de espíritos malignos em, através, ou além do acima; o “julgar segundo a vista dos olhos e a audição dos ouvidos” (algo que é dito que o Senhor nunca faria), o raciocínio da razão; como isto leva à aprisionamento, inflamação, desafeto, não só no membro em questão, mas – se conhecêssemos as leis do relacionamento espiritual – em todo o organismo espiritual.

Um micróbio deste tipo pode ser uma mentira em substância, ou, mesmo sendo verdade em substância, ainda assim pode estabelecer uma base errada de relacionamentos, ex: humano ao invés do Divino; “conhecendo segundo a carne ao invés de pelo o espírito”. Oh, se apenas o povo do Senhor obedecesse a injunção profundamente sábia “examinai todas as coisas!” Tal conceito que mencionamos será em breve alimentado pelo inimigo, e evidencias aparentes se acumularão de todos os cantos para justificá-la (?). Quando relacionamentos estão tão infectados, ação coordenada e funcionamento corporativo são impossíveis, e o objetivo do diabo é obtido.

A seguir, quanto à direção para com Deus.

A Paralisia de uma Mente em Questionamento
Este é peculiarmente o perigo de filhos de Deus severamente tentados, ou o perigo à espreita em momentos e lugares de adversidade. Uma dúvida quanto ao amor, a

sabedoria, o poder, a fidelidade de Deus. Poucos são os que passam por essas situações sem sequer a consciência deste espectro, e não muitos têm passado pelas profundas águas e fogos intensos sem um “por quê?” para com Deus, pelo menos em seus pensamentos. “Por que eu?” “Por que sempre eu?” A ruína da raça foi resultado de uma aceitação da insinuação de Satanás, que Deus afinal de contas, não estava realmente favorável ao maior bem estar do homem; que havia algo que Ele estava retendo, e a desconfiança em Deus tem sido sempre um golpe de mestre contra a lei primária da união com Deus – fé.

Quando esta semente de dúvida é plantada na mente e a ela é permitido permanecer, não se passa muito tempo antes que cada fase da vitalidade espiritual seja paralisada; oração, comunhão, a Palavra, ministério, serviço, testemunho; e Deus não pode fazer nada com aquele que duvida.

Logo mais,

A Paralisia de uma Contemplação Introspectiva
Existem muitas pessoas cujos olhos estão sempre se voltando para dentro; autoexame, auto-análise, autoavaliação. Elas estão sempre olhando a suas próprias línguas espirituais e tomando seus próprios pulsos espirituais; comparando se a si mesmas desfavoravelmente com outros conhecidos, e projetando suas próprias sensibilidades espirituais para serem machucadas. Que acusações e condenações o inimigo é capaz de direcionar e colocar sobre esses! Não é de se maravilhar que logo elas alimentem duvidas quanto à verdade da sua própria salvação e aceitação em Deus. Isto leva ao pesadelo de se ter cometido o pecado imperdoável. Oh, os perigos de um individualismo demasiadamente estrito na salvação!

É claro que esta morbidez introspectiva resulta muito rapidamente em paralisia, e alegria e paz são “frutos do Mar Morto” aqui.

O Caminho para a Libertação
Bem, tendo diagnosticado o caso, chegamos ao ponto do remédio.

1. Um reconhecimento básico.

Antes que possa haver qualquer esperança de uma cura, deve haver o claro, definido, deliberado, e conclusivo reconhecimento do FATO de que todo este problema origina-se e é perpetuado pelas “hostes de espíritos malignos nas regiões celestiais (inferior)”, “o príncipe das potestades do ar”, “o deus deste século” (Ef. 6:12, 2:2; 2Cor. 4:4).

Estas potestades das trevas estão sempre tentando conseguir um alojamento e obsessão na mente por um pensamento ou ideia, e assim colorir ou preencher o inteiro horizonte com ela. Eles insistirão e insistirão com a sugestão para manter a mente entretida com ela.

Não é de admirar que termos militares são usados pelo Espírito Santo nesta conexão. “As armas de nossa guerra não são carnais, mas poderosas em Deus para a destruição de fortalezas, destruindo imaginações e toda a altivez… e levantando cativo todo o pensamento à obediência”, 2 Cor. 10:4. “A palavra de Deus é… mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e

do espírito… e é apta para discernir os pensamentos… Heb 4:12. “A paz de Deus guarnecerá sua… mente”.

Portanto, no assunto da mente, uma intensa guerra é claramente revelada em ação, e forças defensivas, cativantes e aderentes são necessárias. A provisão de Deus não é para a proteção de nossa própria carne, para isso Ele requer que nos consideremos como mortos, mas contra o adversário. É também necessário termos em mente que as potestades do mal se interpõem entre nós e outros, e outros e nós, e estabelece falsas situações, distorce coisas ditas, interpreta mal qualquer coisa capaz de ser mal interpretada, e até mesmo criando ou sugerindo um senso de tensão e desafeição quando de fato isso não existe. O reconhecimento destes fatos, a medida que a vida espiritual e obra se intensificam (explicando por que o mais espiritual torna-se geralmente o mais profundamente envolvido), é básico para qualquer libertação.

2. A localização do problema.

Um passo a mais em direção à vitória é um rastreamento da localização do problema. Temos que nos assegurar da razão básica e da causa do mal. Afinal de contas, está esse motivo em nós mesmos? Acaso não há realmente e verdadeiramente uma revolta em nós contra isso? Será que nós temos interesses pessoais em vista? Há ambições, preocupações, direitos (?), competências pessoais secretas? Realmente nos importa se perdemos tudo se apenas Cristo entrar sozinho? Temos “aprendido tanto a ser humilhados como a ser honrados?”

Se pudermos dar uma clara reposta a Deus em tais assuntos, será que não chegaremos à conclusão que estes pensamentos e sentimentos que constantemente nos preocupam, são de nossa escolha ou consentimento? Seriamos gratificados ou magoados se nossos pensamentos sobre outros fossem provados verdadeiros? Isto é um bom teste.

3. Uma necessidade vital.

Ora, seja de fora ou de dentro, deve haver um instrumento e terreno EM nós como também fora de nós para a vitória. Estes são o espírito e a mente renovada. A mente natural e a mente carnal são o terreno de Satanás. Não precisamos aqui nos referir às Escrituras que se referem a isto; é suficiente dizer que o Espírito Santo reside dentro do espírito renovado de cada “nascido do Espírito”. Sua obra é fazer a Cruz de Cristo real e eficaz na vida do crente e. Mas Ele faz isto cooperativamente. Isto é, ele dá testemunho a favor da verdade e contra a mentira. Ele julga as coisas por nós, e enquanto andarmos segundo o espírito e não segundo a carne, seremos ligeiros em discernir o que o Espírito diz. Quando, portanto, Ele dá testemunho e registra Seu juízo, Ele nos chama em nosso espírito renovado para tomar Sua capacitação, e positivamente e deliberadamente levar a coisa julgada à Cruz e ao terreno da vitória do Calvário para recusa-la e repudia-la. Assim aprendemos a ser fortes no espírito à medida que atuamos em fé sobre a energização de Sua força, mas tudo permanece na Sua força e ela nunca se torna nossa de forma independente. Descobriremos que tal curso traz libertação, mas pode ser que o inimigo volte uma e outra vez com a coisa velha até que ele perceba que nós temos aprendido como “resistir” eficazmente, e assim ele mudará seu método. São o Corpo de Cristo e seu testemunho corporativo que estão envolvidos, e um devido reconhecimento disto será um motivo e dinâmica mais adequados para a nossa resistência do que uma preocupação meramente pessoal.

Fonte: http://www.austin-sparks.net/portugues/004499.html

A audácia de manter a família viva

Na narrativa bíblica, houve muitos episódios em que a ordem era a de matar as crianças para destruir o plano de Deus. Será que não estamos fazendo o mesmo hoje em dia?

por Clésio Pena

Carreira, cuidados com o corpo, desobediência, pais ausentes: a lista de ameaças é muito maior do que as do tempo de Faraó

Deus tem um plano eterno. E ele decidiu que a família seria o canal para a realização do seu propósito. Tudo começou com a família (a de Adão, a de Noé, a de Abraão, depois a de José, o carpinteiro), e tudo terminará num esplendoroso e barulhento casamento de Jesus com sua noiva. Por que será que Deus, em toda a sua sabedoria, conhecedor de todas as soluções, resolveu que assim seria? Às vezes, você deve pensar que Deus errou nos seus cálculos. Afinal, tudo o que está ligado à preservação da família, seus conceitos e princípios, parece cada vez mais ultrapassado e desatualizado. Se realmente o canal para tudo é a família, então só resta a Deus providenciar uma nova solução. Mero engano.

Não sei se você já percebeu, mas existe um trabalho enorme para destruir a família, as famílias, a sua família. De todas as leis que são votadas e aprovadas, nenhuma delas é para preservar, cuidar e fortalecer a família conforme planejada pelo Criador. Há o plano eterno de Deus, e há forças contrárias a ele. Muitos dos nossos representantes no governo estão se aliando às forças contrárias, consciente ou inconscientemente. Existe uma razão para isso? Claro que sim. A mesma que levou Caim a matar seu irmão e que motivou Faraó e Herodes a cometer infanticídio.

Devo então pensar: estou assassinando meu irmão? Já matei alguns meninos para que o nome de Jesus não fosse proclamado, mas que o meu prevalecesse? Nos dias de hoje, o que seria “assassinar Abel”, “matar as crianças de até dois anos”? Note que no tempo de Moisés muitos pais levavam seus filhos para o túmulo, pois era essa a ordem do faraó. É a lei… Pronto. Porém, uma família (note que teve a participação e a sabedoria da irmã de Moisés na historia) disse “não” a um decreto soberano, àquilo que se tornara uma rotina inevitável. Que audácia! José e Maria também não ficaram para ver aonde aquela situação poderia chegar. Retiraram-se para preservar o menino.

Não é difícil perceber que, em todas as épocas, existiram forças contrárias à família. E hoje não é diferente. Não temos esse privilégio de viver em família tudo o que foi projetado por Deus sem esbarrar em forças contrárias. A lista, com certeza, ultrapassa a lei que Faraó decretou. São pais alheios, ausentes, mães que passam mais tempo cuidando do próprio corpo (academia, cabeleireiro…) do que da saúde física e espiritual dos filhos, filhos desobedientes aos pais, atrevidos, inconsequentes…

Temos vários decretos hoje: prazeres momentâneos, a obrigação de ganhar dinheiro, a priorização da carreira, de estar sempre atualizado (com notícias, pessoas, tecnologia…). Nada disso em si é errado ou pecado. Porém, quando essas coisas (esses decretos modernos) ferem a vida familiar saudável, com certeza são um grande problema.

Quero que você me ajude a repensar nossa conduta dentro da sociedade contemporânea. Qual é o meu papel dentro da minha família? Tenho desempenhado a tarefa que Deus me deu de forma exemplar, de forma que os meus familiares sintam o amor de Deus? Minhas palavras e atitudes dentro de casa têm exalado as características de Jesus? Dou mais importância aos decretos que são contra a família, ou tenho tentado preservar a vida desse frágil e ameaçado menino?

Fonte: https://www.revistaimpacto.com.br/a-audacia-de-manter-a-familia-viva

Uma jovem mulher disposta a morrer por sua fé

IRAQUE

Por meio do trabalho da Portas Abertas, Deus está usando o apoio de cristãos ao redor do mundo para ajudar cristãos refugiados a encontrar força e conforto.

Uma das maiores crises da atualidade é o crescimento alarmante do número de cristãos refugiados. Homens, mulheres e crianças têm sido forçados a fugir de suas casas por causa da crescente violência, ameaças de morte e ataques diretos aos quais são submetidos unicamente por sua fé em Jesus.

Através do contínuo apoio de cristãos em todo o mundo, a Portas Abertas têm ajudado a manter as mínimas condições de sobrevivência dos cristãos iraquianos, apesar de todas as dificuldades que eles têm enfrentado.

Raja, uma jovem cristã iraquiana, de 20 anos, nunca vai esquecer o dia em que o corpo do seu pastor foi encontrado sem vida em uma sarjeta.

Ele tinha sido pego por extremistas que bateram brutalmente nele e depois o mataram, tudo porque ele não negou a Jesus. E, para enviar uma mensagem, jogaram seu corpo na sarjeta.

Por causa do aumento da perseguição, Raja e sua família foram forçados a fugir de sua casa. Mas, esse terrível acontecimento desafiou profundamente a fé de Raja.

“Eu comecei a me perguntar se eu estava realmente pronta para morrer por minha fé, como meu pastor”, ela explicou. “Eu tenho que ser honesta, no começo eu não era tão valente. Eu pensei, ‘eu vou dizer que me converti ao islã, mas vou continuar com Cristo em meu coração’. Mas, quando eu pensei no sacrifício do meu pastor, eu comecei a perceber que eu nunca iria negar minha fé. Eu sei que a dor da morte dura somente por um minuto, mas depois eu estarei com meu Salvador para sempre.”

Atualmente, Raja e sua família estão trabalhando para recomeçar suas vidas em outra parte do Iraque, que ainda é perigosa. A Portas Abertas está lá ajudando a fornecer os recursos, o incentivo e o apoio que precisam para permanecer firmes na fé.

Fonte: Portas Abertas Internacional
Tradução: Letícia Epifanio

 

 

 

Deus ou Mamom?

Craig Hill e Earl Pitts

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (Mt 6.24; RC).

Esta palavra proferida por Jesus Cristo, aproximadamente dois mil anos atrás, tem sido fonte de culpa, controvérsias e contendas para muitos crentes em Jesus por séculos. Onde Jesus quis chegar ao dizer: “Vocês não podem servir a Deus e a Mamom”? Quem ou o que é Mamom? Em várias versões bíblicas e comentários, esse termo tem sido usado apenas como sinônimo de dinheiro. Estaria correto? Se quero servir a Deus de verdade, será que preciso evitar todo contato ou posse de dinheiro?

Primeiramente, é importante ver que, o que quer que seja Mamom, Jesus o coloca em uma posição totalmente oposta a Deus; concorre com ele para ser servido. Quando disse que não se podia servir a ambos ao mesmo tempo, Jesus não se referia a uma proibição, mas antes a uma impossibilidade de fazer tal coisa. Eles são opostos; portanto, servir a um exclui categoricamente o outro.

Agora, se Mamom fosse sinônimo de dinheiro, então a conclusão óbvia é que o crente deveria renunciar totalmente ao dinheiro. Há vários séculos, e até hoje, algumas pessoas têm crido nisso e feito um voto de pobreza, evitando todo o contato com dinheiro na tentativa de ser completamente devoto a Deus. Contudo, mesmo fazendo isso, não se está livre da cobiça ou do medo de falta de provisão. Portanto, a referência de Jesus a Mamom não seria simplesmente ao dinheiro.

Jesus usou essa palavra do aramaico antigo para denotar uma entidade que existe no domínio celestial, à qual as pessoas têm adorado como o deus das finanças. É um dos principados e potestades aos quais Paulo se referiu quando declarou, em Efésios 6.12, que não lutamos contra carne e sangue. Mamom coloca-se na categoria de poder nesse domínio que influencia o coração dos seres humanos a amar e servir o dinheiro no domínio físico.

Frequentemente, através de sua história, os israelitas quiseram adorar aos deuses das nações da terra em que moravam tanto quanto a Deus Jeová. Os falsos deuses dos cananeus não eram apenas ídolos criados por humanos. Pelo contrário, cada um era um príncipe do reino de Satanás, capaz de enganar pessoas para que o adorassem. Assim Baal, Astarote, Camos, Moloque, Dagom, Mamom e outros não eram apenas ídolos criados pela imaginação humana, mas espíritos demoníacos, que ainda estão vivos e operando hoje. Assim sendo, o espírito demoníaco por trás de Mamom ainda está operando e buscando adoração, influência e o controle da vida das pessoas para que amem e confiem no dinheiro, exatamente como fazia nos dias de Jesus.

Quando Jesus declarou que não podemos servir a ambos, a Deus e a Mamom, aparentemente ele estava destacando duas entidades espirituais contrárias. A expressão não pode não significa ilegal, mas impossível! Na realidade, o dinheiro é impotente. Deus tem poder, e o espírito de Mamom tem poder, mas o dinheiro, não. O poder real por trás da provisão financeira em nossa vida ou será de Deus ou do espírito de Mamom, dependendo de qual deles escolhemos servir. A maioria das pessoas, incluindo cristãos, crê que o poder real está no dinheiro. Portanto, até perceber a impotência do dinheiro, nunca ficarão livres dessa busca nem da influência e do domínio do espírito por trás dele.

Quem é a minha verdadeira fonte?

Vamos considerar o propósito desta entidade demoníaca chamada Mamom. Primeiramente, sabemos que qualquer espírito em operação no reino de Satanás deseja conduzir o coração das pessoas para longe de Deus. O propósito principal do espírito de Mamom é obter adoração, amor, afeto, lealdade e servidão. Ele opera por meio do medo. Seu propósito é fazer com que você seja leal a ele, amando-o e servindo-o; assim, inevitavelmente, você odiará, desprezará e deixará de servir a Deus. Como Josué convocou o povo de Israel: “Escolhei hoje a quem sirvais” (Js 24.15), hoje o Senhor nos faz a mesma pergunta.

Como toda entidade demoníaca, o ataque principal não é direto, mas encoberto, pelo engano. Se Mamom aparecesse diretamente para algum cristão ou mesmo não cristão, revelando sua identidade e exigindo lealdade, amor e servidão, poucos se submeteriam voluntariamente a ele. Assim, a principal tática de Mamom é atrair as pessoas para servi-lo sem que percebam o que estão fazendo. Ele faz isso pela propagação de mentiras, as quais, a maioria das pessoas acredita ser verdade. A principal mentira disseminada pelo espírito de Mamom é que o dinheiro contém poderes inerentes. Somos induzidos a atribuir-lhe poder sagrado. Uma pessoa que tem muito dinheiro é vista como muito poderosa, enquanto aquela que tem pouco é desprezada. Quando as pessoas creem que o dinheiro tem poder, elas são tentadas a amá-lo, e esse amor ocasiona muitas outras formas de fraquezas.

Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos (1 Tm 6.10, NVI).

Cristãos que creem na mentira de que o dinheiro tem poder permitem que ele, ao invés de Deus, determine suas decisões em relação a viagens e aquisições. Com medo da falta de dinheiro, consultam seus talões de cheque (e não o Senhor) quando ofertam e se ocupam com toda sorte de esquemas supostamente rentáveis. A verdade é que o dinheiro não tem poder. É simplesmente amoral, um objeto impotente, ao qual o espírito de Mamom atribui grande poder, a fim de, por meio dele, controlar a vida das pessoas.

Outra mentira em que muitos acreditam é que a fonte de sua provisão é o emprego, o cônjuge, os investimentos ou outro canal pelo qual o dinheiro vem. Na verdade, o poder está em Deus, e não no dinheiro, e ele é a fonte da provisão. Assim, para o crente, existe um conflito de serviço e amor. Se alguém ama o dinheiro, então automaticamente não ama o Senhor. Se alguém autoriza o dinheiro a governar as escolhas de sua vida, sem perceber autoriza o espírito de Mamom a dominá-la. Deus pode falar a ele para ir a certo lugar, ofertar a certo ministério ou fazer certa coisa, e ele dirá: “Não posso, porque não tenho dinheiro suficiente”. Nesse momento, Deus não é a fonte; é o dinheiro.

Se você simplesmente perguntar à maioria das pessoas: “Qual o propósito de você trabalhar?”, elas responderão: “Estou trabalhando por dinheiro”. O dinheiro então é o objetivo ou a fonte real de poder.O dinheiro não foi feito para ser meu senhor, mas para ser meu servo.

A chave da questão aqui é: “Quem é minha fonte?” O espírito de Mamom tentará continuamente nos convencer de que o poder real da vida está no dinheiro, e de que o canal através do qual ele vem é minha fonte. Assim, se estou aceitando em meu coração que meu emprego, ou meu marido, ou meus investimentos ou a economia, é minha fonte, sem perceber, estou me tornando um escravo do espírito de Mamom.

A relação servo-senhor é distorcida. Quando Deus é minha fonte, o dinheiro torna-se meu servo para ser investido no Reino de Deus. Contudo, quando o dinheiro é minha fonte, eu me torno servo de Mamom, fazendo qualquer tipo de coisa para ganhar mais. Em outras palavras, os fins e os meios são invertidos. O dinheiro deveria ser justamente um meio de servir a Deus, que é o nosso verdadeiro objetivo. Quando permitimos que o dinheiro seja nossa fonte, então Deus se torna apenas o meio pelo qual esperamos obtê-lo. Essa diferença é, às vezes, muito sutil.

Tenho observado nas igrejas, muitas vezes, o momento em que o povo é convidado a ofertar, e tenho sentido meu espírito reagir negativamente em relação à forma como isso é feito. Durante anos, não conseguia identificar o problema, apenas sentia dentro de mim que algo estava errado. Finalmente, nos últimos anos, identifiquei o problema. É que a oferta estava sendo motivada pelo espírito de Mamom, em vez de o ser pelo Espírito de Deus. Os fins e os meios foram invertidos. Ao invés de utilizar o dinheiro para servir a Deus, as pessoas estavam sendo encorajadas a usar Deus para obter dinheiro.

O raciocínio segue a seguinte linha: a falta de dinheiro é identificada como a maior necessidade de muitas pessoas. De acordo com as Escrituras, pobreza (falta de dinheiro) não é vontade de Deus. O princípio bíblico da semeadura e colheita é apresentado (em Marcos 4 ou passagens semelhantes). A melhor forma de ter as necessidades supridas seria espalhar a semente (dinheiro) e, então, Deus a multiplicaria por 30, 60 ou 100.

Agora, o que há de errado nisso?

A verdade é que a pobreza e a necessidade não são a vontade de Deus para seu povo. Ele realmente quer supri-lo e abençoá-lo. O princípio de semeadura e colheita, de fato, aplica-se ao dinheiro. Então, qual é o problema? O problema, é claro, está na inversão da relação senhor-escravo e fins-meios. Isso enfoca o dinheiro como objetivo. “Se não temos dinheiro suficiente, usamos Deus e seus princípios para obtê-lo. Quando o tivermos, estaremos bem”. NÃO! Deus não é nosso servo para conseguir dinheiro para nós. O dinheiro é nosso servo para expandir o Reino. Deus é nosso Mestre. Nós somos seus mordomos chamados para administrar o dinheiro sob sua direção.

Se o Senhor é minha fonte, então meu emprego, ou meus investimentos, ou minha conta bancária, ou meu marido são meramente o canal que ele usa, no momento, para trazer minha provisão. Assim, se eu recebo a notícia de que vou perder meu emprego ou de que a economia vai quebrar, não fico atemorizado pela falta de provisão, pois a minha fonte (Deus) não mudou. O amor de Deus por mim não mudou. Minha provisão está segura. Ele simplesmente está mudando o canal de suprimento. Se Deus é minha fonte, então o dinheiro torna-se meu servo com o qual sirvo ao Reino. Se o dinheiro é minha fonte, Deus não será meu servo para que eu o obtenha.

Portanto, Deus e Mamom têm poder, mas o dinheiro não tem. O dinheiro será meu servo ou meu senhor, dependendo de quem eu esteja servindo: a Deus ou ao espírito de Mamom.

Extraído e adaptado do livro Bens, Riquezas e Dinheiro, de Craig Hill e Earl Pitts, Bless Gráfica e Editora Ltda, Pompeia, SP (Universidade da Família).

 

Fonte: http://www.revistaimpacto.com.br/deus-ou-mamom