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A queda das muralhas de Jericó

Intimidade com Deus

“Jericó estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía nem entrava. Então o Senhor   disse a Josué: “Saiba que entreguei nas suas mãos Jericó, seu rei e seus homens de guerra. Marche uma vez ao redor da cidade, com todos os homens armados. Faça isso durante seis dias. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas. Quando as trombetas soarem um longo toque, todo o povo dará um forte grito; o muro da cidade cairá e o povo atacará, cada um do lugar onde estiver”. (Josué 6:1-5 NVI)

 

Nesta passagem aprendemos lições muito importantes sobre batalha espiritual.

Primeiramente, é preciso estar bem claro que temos um inimigo que tenta frustar os planos de Deus na terra, e que se opõe fortemente àqueles que estão…

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A melhor mensagem é o Cristão

Porque relacionamento e testemunho são mais importantes (e eficazes) do que proselitismo

Por Paulo Junior

O verdadeiro evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado

Há um aspecto peculiar na “Grande Comissão” relatada no evangelho de João que nem sempre é lembrado quando estamos tratando do envio de discípulos. Enquanto, nos outros textos sagrados, o destaque da comissão eram aspectos mais práticos (como curar os enfermos, operar sinais e fazer discípulos), no texto de João o destaque está no perdão de pecados (Jo 20.23). O conteúdo do evangelismo, seja por meio de novos ou velhos métodos, continua sendo arrependimento e perdão.

Além dessa ênfase, na comissão joanina, também fica claro que o propósito de Jesus, ao enviar seus discípulos, não era apenas o de proclamar o que ele podia fazer em favor do perdido, mas o que podia fazer por intermédio da vida de seus discípulos. “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados”: o foco não está apenas na mensagem, mas na autoridade e na vida dos mensageiros. Particularmente, não acredito que existam formas “ultrapassadas” de evangelismo. Para mim, Deus pode usar qualquer forma de levar o evangelho, seja nova, seja velha. O que me preocupa são as motivações dos crentes na hora de usar dessas fórmulas. Aquilo que, muitas vezes, a igreja está oferecendo para aumentar o número de seus membros não corresponde à verdade do evangelho e tem gerado expectativas que, certamente, serão frustradas.

Em Mateus 23.15, existe uma advertência forte de Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, vós o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”. Esse é um alerta que sempre deve ser lembrado em relação à evangelização: o risco do proselitismo e do esforço em mudar a pessoa apenas exteriormente, sem transformar seu entendimento. Enquanto nos virem fazendo a coisa certa pelo interesse errado, o coração das pessoas será contagiado apenas pela cobiça, mas não transformado pelo amor.

Nada é mais evangelizador do que a forma como nos relacionamos uns com os outros em amor. Nossas relações evangelizam mais do que muitas das nossas ações. O cristão é aquele que, como Cristo, vive em favor do próximo. E é na forma como ele sacrifica seus interesses pessoais em favor do próximo que encontra sua melhor oportunidade de comunicar o que crê. Ou seja, quanto mais relacional for a estratégia evangelística, tanto mais relevante será.

Nunca a revelação de Deus vem sem relacionamento. O evangelho chega a nós por meio de pessoas. E o próprio Jesus prometeu que estaria presente na comunhão de dois ou três reunidos em seu nome. Não podemos perder de vista o quão importante isso é. A evangelização não serve, por exemplo, apenas para alcançar o evangelizado; também alcança o evangelista. Quando ele leva a mensagem a alguém, é gerado nele um profundo senso de responsabilidade pelo próximo, de tal modo que evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.

Por isso, eu creio que fé não seja apenas a certeza inabalável da salvação que já recebemos, mas também a disposição e o amor incansável de trabalhar para que outros também a recebam.

Fonte: https://www.revistaimpacto.com.br/a-melhor-mensagem-e-o-cristao

A cruz e a libertação da mente

Existem poucas causas mais malignas de paralisia espiritual, por assim dizer, do que uma mente não renovada ou desprotegida. Aprendemos por experiências amargas, que o principal objetivo do adversário, e o meio mais importante para seus fins, é a mente. Noventa por cento dos problemas tanto dos filhos de Deus individualmente e no contexto da comunhão (ou comunhão bloqueada) do povo do Senhor, é derivada da operação de uma mente não renovada na qual há ainda carnalidade, ou da mente desprotegida se tornando o parque do “príncipe das potestades do ar”. Há três aspectos ou direções desta atividade mórbida – para com Deus, para com o homem, e para si próprio; ou para cima, para o exterior e para o interior.

Tomemos a segunda primeiramente.

A Paralisia de um Conceito Mental Duvidoso para como o Homem
Nesta esfera temos um catálogo inteiro de sintomas infelizes. Cristãos com um verdadeiro conhecimento de Deus e com um real caminhar com Deus tornando-se a presa de todo tipo de pensamentos sobre outros; juízos errados, preconceitos, criticas, imaginações, etc.

Plutarco falou de uma grande conflagração pública que foi resultante de uma fofoca gerada em uma roda de fumo em um sótão.

Quão verdadeiro é que uma sugestão ardente e inextinguível feita à mente, imediatamente envolve essa mente e muitas outras em um fogo de devastação espiritual de grande alcance. A atividade de nossa própria mente natural à parte da verdadeira revelação do Espírito Santo; a observação, sugestão, interpretação, relatório, descrição, informação de outros; a insinuação, complexão, perspectiva, apresentação de espíritos malignos em, através, ou além do acima; o “julgar segundo a vista dos olhos e a audição dos ouvidos” (algo que é dito que o Senhor nunca faria), o raciocínio da razão; como isto leva à aprisionamento, inflamação, desafeto, não só no membro em questão, mas – se conhecêssemos as leis do relacionamento espiritual – em todo o organismo espiritual.

Um micróbio deste tipo pode ser uma mentira em substância, ou, mesmo sendo verdade em substância, ainda assim pode estabelecer uma base errada de relacionamentos, ex: humano ao invés do Divino; “conhecendo segundo a carne ao invés de pelo o espírito”. Oh, se apenas o povo do Senhor obedecesse a injunção profundamente sábia “examinai todas as coisas!” Tal conceito que mencionamos será em breve alimentado pelo inimigo, e evidencias aparentes se acumularão de todos os cantos para justificá-la (?). Quando relacionamentos estão tão infectados, ação coordenada e funcionamento corporativo são impossíveis, e o objetivo do diabo é obtido.

A seguir, quanto à direção para com Deus.

A Paralisia de uma Mente em Questionamento
Este é peculiarmente o perigo de filhos de Deus severamente tentados, ou o perigo à espreita em momentos e lugares de adversidade. Uma dúvida quanto ao amor, a

sabedoria, o poder, a fidelidade de Deus. Poucos são os que passam por essas situações sem sequer a consciência deste espectro, e não muitos têm passado pelas profundas águas e fogos intensos sem um “por quê?” para com Deus, pelo menos em seus pensamentos. “Por que eu?” “Por que sempre eu?” A ruína da raça foi resultado de uma aceitação da insinuação de Satanás, que Deus afinal de contas, não estava realmente favorável ao maior bem estar do homem; que havia algo que Ele estava retendo, e a desconfiança em Deus tem sido sempre um golpe de mestre contra a lei primária da união com Deus – fé.

Quando esta semente de dúvida é plantada na mente e a ela é permitido permanecer, não se passa muito tempo antes que cada fase da vitalidade espiritual seja paralisada; oração, comunhão, a Palavra, ministério, serviço, testemunho; e Deus não pode fazer nada com aquele que duvida.

Logo mais,

A Paralisia de uma Contemplação Introspectiva
Existem muitas pessoas cujos olhos estão sempre se voltando para dentro; autoexame, auto-análise, autoavaliação. Elas estão sempre olhando a suas próprias línguas espirituais e tomando seus próprios pulsos espirituais; comparando se a si mesmas desfavoravelmente com outros conhecidos, e projetando suas próprias sensibilidades espirituais para serem machucadas. Que acusações e condenações o inimigo é capaz de direcionar e colocar sobre esses! Não é de se maravilhar que logo elas alimentem duvidas quanto à verdade da sua própria salvação e aceitação em Deus. Isto leva ao pesadelo de se ter cometido o pecado imperdoável. Oh, os perigos de um individualismo demasiadamente estrito na salvação!

É claro que esta morbidez introspectiva resulta muito rapidamente em paralisia, e alegria e paz são “frutos do Mar Morto” aqui.

O Caminho para a Libertação
Bem, tendo diagnosticado o caso, chegamos ao ponto do remédio.

1. Um reconhecimento básico.

Antes que possa haver qualquer esperança de uma cura, deve haver o claro, definido, deliberado, e conclusivo reconhecimento do FATO de que todo este problema origina-se e é perpetuado pelas “hostes de espíritos malignos nas regiões celestiais (inferior)”, “o príncipe das potestades do ar”, “o deus deste século” (Ef. 6:12, 2:2; 2Cor. 4:4).

Estas potestades das trevas estão sempre tentando conseguir um alojamento e obsessão na mente por um pensamento ou ideia, e assim colorir ou preencher o inteiro horizonte com ela. Eles insistirão e insistirão com a sugestão para manter a mente entretida com ela.

Não é de admirar que termos militares são usados pelo Espírito Santo nesta conexão. “As armas de nossa guerra não são carnais, mas poderosas em Deus para a destruição de fortalezas, destruindo imaginações e toda a altivez… e levantando cativo todo o pensamento à obediência”, 2 Cor. 10:4. “A palavra de Deus é… mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e

do espírito… e é apta para discernir os pensamentos… Heb 4:12. “A paz de Deus guarnecerá sua… mente”.

Portanto, no assunto da mente, uma intensa guerra é claramente revelada em ação, e forças defensivas, cativantes e aderentes são necessárias. A provisão de Deus não é para a proteção de nossa própria carne, para isso Ele requer que nos consideremos como mortos, mas contra o adversário. É também necessário termos em mente que as potestades do mal se interpõem entre nós e outros, e outros e nós, e estabelece falsas situações, distorce coisas ditas, interpreta mal qualquer coisa capaz de ser mal interpretada, e até mesmo criando ou sugerindo um senso de tensão e desafeição quando de fato isso não existe. O reconhecimento destes fatos, a medida que a vida espiritual e obra se intensificam (explicando por que o mais espiritual torna-se geralmente o mais profundamente envolvido), é básico para qualquer libertação.

2. A localização do problema.

Um passo a mais em direção à vitória é um rastreamento da localização do problema. Temos que nos assegurar da razão básica e da causa do mal. Afinal de contas, está esse motivo em nós mesmos? Acaso não há realmente e verdadeiramente uma revolta em nós contra isso? Será que nós temos interesses pessoais em vista? Há ambições, preocupações, direitos (?), competências pessoais secretas? Realmente nos importa se perdemos tudo se apenas Cristo entrar sozinho? Temos “aprendido tanto a ser humilhados como a ser honrados?”

Se pudermos dar uma clara reposta a Deus em tais assuntos, será que não chegaremos à conclusão que estes pensamentos e sentimentos que constantemente nos preocupam, são de nossa escolha ou consentimento? Seriamos gratificados ou magoados se nossos pensamentos sobre outros fossem provados verdadeiros? Isto é um bom teste.

3. Uma necessidade vital.

Ora, seja de fora ou de dentro, deve haver um instrumento e terreno EM nós como também fora de nós para a vitória. Estes são o espírito e a mente renovada. A mente natural e a mente carnal são o terreno de Satanás. Não precisamos aqui nos referir às Escrituras que se referem a isto; é suficiente dizer que o Espírito Santo reside dentro do espírito renovado de cada “nascido do Espírito”. Sua obra é fazer a Cruz de Cristo real e eficaz na vida do crente e. Mas Ele faz isto cooperativamente. Isto é, ele dá testemunho a favor da verdade e contra a mentira. Ele julga as coisas por nós, e enquanto andarmos segundo o espírito e não segundo a carne, seremos ligeiros em discernir o que o Espírito diz. Quando, portanto, Ele dá testemunho e registra Seu juízo, Ele nos chama em nosso espírito renovado para tomar Sua capacitação, e positivamente e deliberadamente levar a coisa julgada à Cruz e ao terreno da vitória do Calvário para recusa-la e repudia-la. Assim aprendemos a ser fortes no espírito à medida que atuamos em fé sobre a energização de Sua força, mas tudo permanece na Sua força e ela nunca se torna nossa de forma independente. Descobriremos que tal curso traz libertação, mas pode ser que o inimigo volte uma e outra vez com a coisa velha até que ele perceba que nós temos aprendido como “resistir” eficazmente, e assim ele mudará seu método. São o Corpo de Cristo e seu testemunho corporativo que estão envolvidos, e um devido reconhecimento disto será um motivo e dinâmica mais adequados para a nossa resistência do que uma preocupação meramente pessoal.

Fonte: http://www.austin-sparks.net/portugues/004499.html

Deus ou Mamom?

Craig Hill e Earl Pitts

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (Mt 6.24; RC).

Esta palavra proferida por Jesus Cristo, aproximadamente dois mil anos atrás, tem sido fonte de culpa, controvérsias e contendas para muitos crentes em Jesus por séculos. Onde Jesus quis chegar ao dizer: “Vocês não podem servir a Deus e a Mamom”? Quem ou o que é Mamom? Em várias versões bíblicas e comentários, esse termo tem sido usado apenas como sinônimo de dinheiro. Estaria correto? Se quero servir a Deus de verdade, será que preciso evitar todo contato ou posse de dinheiro?

Primeiramente, é importante ver que, o que quer que seja Mamom, Jesus o coloca em uma posição totalmente oposta a Deus; concorre com ele para ser servido. Quando disse que não se podia servir a ambos ao mesmo tempo, Jesus não se referia a uma proibição, mas antes a uma impossibilidade de fazer tal coisa. Eles são opostos; portanto, servir a um exclui categoricamente o outro.

Agora, se Mamom fosse sinônimo de dinheiro, então a conclusão óbvia é que o crente deveria renunciar totalmente ao dinheiro. Há vários séculos, e até hoje, algumas pessoas têm crido nisso e feito um voto de pobreza, evitando todo o contato com dinheiro na tentativa de ser completamente devoto a Deus. Contudo, mesmo fazendo isso, não se está livre da cobiça ou do medo de falta de provisão. Portanto, a referência de Jesus a Mamom não seria simplesmente ao dinheiro.

Jesus usou essa palavra do aramaico antigo para denotar uma entidade que existe no domínio celestial, à qual as pessoas têm adorado como o deus das finanças. É um dos principados e potestades aos quais Paulo se referiu quando declarou, em Efésios 6.12, que não lutamos contra carne e sangue. Mamom coloca-se na categoria de poder nesse domínio que influencia o coração dos seres humanos a amar e servir o dinheiro no domínio físico.

Frequentemente, através de sua história, os israelitas quiseram adorar aos deuses das nações da terra em que moravam tanto quanto a Deus Jeová. Os falsos deuses dos cananeus não eram apenas ídolos criados por humanos. Pelo contrário, cada um era um príncipe do reino de Satanás, capaz de enganar pessoas para que o adorassem. Assim Baal, Astarote, Camos, Moloque, Dagom, Mamom e outros não eram apenas ídolos criados pela imaginação humana, mas espíritos demoníacos, que ainda estão vivos e operando hoje. Assim sendo, o espírito demoníaco por trás de Mamom ainda está operando e buscando adoração, influência e o controle da vida das pessoas para que amem e confiem no dinheiro, exatamente como fazia nos dias de Jesus.

Quando Jesus declarou que não podemos servir a ambos, a Deus e a Mamom, aparentemente ele estava destacando duas entidades espirituais contrárias. A expressão não pode não significa ilegal, mas impossível! Na realidade, o dinheiro é impotente. Deus tem poder, e o espírito de Mamom tem poder, mas o dinheiro, não. O poder real por trás da provisão financeira em nossa vida ou será de Deus ou do espírito de Mamom, dependendo de qual deles escolhemos servir. A maioria das pessoas, incluindo cristãos, crê que o poder real está no dinheiro. Portanto, até perceber a impotência do dinheiro, nunca ficarão livres dessa busca nem da influência e do domínio do espírito por trás dele.

Quem é a minha verdadeira fonte?

Vamos considerar o propósito desta entidade demoníaca chamada Mamom. Primeiramente, sabemos que qualquer espírito em operação no reino de Satanás deseja conduzir o coração das pessoas para longe de Deus. O propósito principal do espírito de Mamom é obter adoração, amor, afeto, lealdade e servidão. Ele opera por meio do medo. Seu propósito é fazer com que você seja leal a ele, amando-o e servindo-o; assim, inevitavelmente, você odiará, desprezará e deixará de servir a Deus. Como Josué convocou o povo de Israel: “Escolhei hoje a quem sirvais” (Js 24.15), hoje o Senhor nos faz a mesma pergunta.

Como toda entidade demoníaca, o ataque principal não é direto, mas encoberto, pelo engano. Se Mamom aparecesse diretamente para algum cristão ou mesmo não cristão, revelando sua identidade e exigindo lealdade, amor e servidão, poucos se submeteriam voluntariamente a ele. Assim, a principal tática de Mamom é atrair as pessoas para servi-lo sem que percebam o que estão fazendo. Ele faz isso pela propagação de mentiras, as quais, a maioria das pessoas acredita ser verdade. A principal mentira disseminada pelo espírito de Mamom é que o dinheiro contém poderes inerentes. Somos induzidos a atribuir-lhe poder sagrado. Uma pessoa que tem muito dinheiro é vista como muito poderosa, enquanto aquela que tem pouco é desprezada. Quando as pessoas creem que o dinheiro tem poder, elas são tentadas a amá-lo, e esse amor ocasiona muitas outras formas de fraquezas.

Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos (1 Tm 6.10, NVI).

Cristãos que creem na mentira de que o dinheiro tem poder permitem que ele, ao invés de Deus, determine suas decisões em relação a viagens e aquisições. Com medo da falta de dinheiro, consultam seus talões de cheque (e não o Senhor) quando ofertam e se ocupam com toda sorte de esquemas supostamente rentáveis. A verdade é que o dinheiro não tem poder. É simplesmente amoral, um objeto impotente, ao qual o espírito de Mamom atribui grande poder, a fim de, por meio dele, controlar a vida das pessoas.

Outra mentira em que muitos acreditam é que a fonte de sua provisão é o emprego, o cônjuge, os investimentos ou outro canal pelo qual o dinheiro vem. Na verdade, o poder está em Deus, e não no dinheiro, e ele é a fonte da provisão. Assim, para o crente, existe um conflito de serviço e amor. Se alguém ama o dinheiro, então automaticamente não ama o Senhor. Se alguém autoriza o dinheiro a governar as escolhas de sua vida, sem perceber autoriza o espírito de Mamom a dominá-la. Deus pode falar a ele para ir a certo lugar, ofertar a certo ministério ou fazer certa coisa, e ele dirá: “Não posso, porque não tenho dinheiro suficiente”. Nesse momento, Deus não é a fonte; é o dinheiro.

Se você simplesmente perguntar à maioria das pessoas: “Qual o propósito de você trabalhar?”, elas responderão: “Estou trabalhando por dinheiro”. O dinheiro então é o objetivo ou a fonte real de poder.O dinheiro não foi feito para ser meu senhor, mas para ser meu servo.

A chave da questão aqui é: “Quem é minha fonte?” O espírito de Mamom tentará continuamente nos convencer de que o poder real da vida está no dinheiro, e de que o canal através do qual ele vem é minha fonte. Assim, se estou aceitando em meu coração que meu emprego, ou meu marido, ou meus investimentos ou a economia, é minha fonte, sem perceber, estou me tornando um escravo do espírito de Mamom.

A relação servo-senhor é distorcida. Quando Deus é minha fonte, o dinheiro torna-se meu servo para ser investido no Reino de Deus. Contudo, quando o dinheiro é minha fonte, eu me torno servo de Mamom, fazendo qualquer tipo de coisa para ganhar mais. Em outras palavras, os fins e os meios são invertidos. O dinheiro deveria ser justamente um meio de servir a Deus, que é o nosso verdadeiro objetivo. Quando permitimos que o dinheiro seja nossa fonte, então Deus se torna apenas o meio pelo qual esperamos obtê-lo. Essa diferença é, às vezes, muito sutil.

Tenho observado nas igrejas, muitas vezes, o momento em que o povo é convidado a ofertar, e tenho sentido meu espírito reagir negativamente em relação à forma como isso é feito. Durante anos, não conseguia identificar o problema, apenas sentia dentro de mim que algo estava errado. Finalmente, nos últimos anos, identifiquei o problema. É que a oferta estava sendo motivada pelo espírito de Mamom, em vez de o ser pelo Espírito de Deus. Os fins e os meios foram invertidos. Ao invés de utilizar o dinheiro para servir a Deus, as pessoas estavam sendo encorajadas a usar Deus para obter dinheiro.

O raciocínio segue a seguinte linha: a falta de dinheiro é identificada como a maior necessidade de muitas pessoas. De acordo com as Escrituras, pobreza (falta de dinheiro) não é vontade de Deus. O princípio bíblico da semeadura e colheita é apresentado (em Marcos 4 ou passagens semelhantes). A melhor forma de ter as necessidades supridas seria espalhar a semente (dinheiro) e, então, Deus a multiplicaria por 30, 60 ou 100.

Agora, o que há de errado nisso?

A verdade é que a pobreza e a necessidade não são a vontade de Deus para seu povo. Ele realmente quer supri-lo e abençoá-lo. O princípio de semeadura e colheita, de fato, aplica-se ao dinheiro. Então, qual é o problema? O problema, é claro, está na inversão da relação senhor-escravo e fins-meios. Isso enfoca o dinheiro como objetivo. “Se não temos dinheiro suficiente, usamos Deus e seus princípios para obtê-lo. Quando o tivermos, estaremos bem”. NÃO! Deus não é nosso servo para conseguir dinheiro para nós. O dinheiro é nosso servo para expandir o Reino. Deus é nosso Mestre. Nós somos seus mordomos chamados para administrar o dinheiro sob sua direção.

Se o Senhor é minha fonte, então meu emprego, ou meus investimentos, ou minha conta bancária, ou meu marido são meramente o canal que ele usa, no momento, para trazer minha provisão. Assim, se eu recebo a notícia de que vou perder meu emprego ou de que a economia vai quebrar, não fico atemorizado pela falta de provisão, pois a minha fonte (Deus) não mudou. O amor de Deus por mim não mudou. Minha provisão está segura. Ele simplesmente está mudando o canal de suprimento. Se Deus é minha fonte, então o dinheiro torna-se meu servo com o qual sirvo ao Reino. Se o dinheiro é minha fonte, Deus não será meu servo para que eu o obtenha.

Portanto, Deus e Mamom têm poder, mas o dinheiro não tem. O dinheiro será meu servo ou meu senhor, dependendo de quem eu esteja servindo: a Deus ou ao espírito de Mamom.

Extraído e adaptado do livro Bens, Riquezas e Dinheiro, de Craig Hill e Earl Pitts, Bless Gráfica e Editora Ltda, Pompeia, SP (Universidade da Família).

 

Fonte: http://www.revistaimpacto.com.br/deus-ou-mamom

A queda das muralhas de Jericó

“Jericó estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía nem entrava. Então o Senhor   disse a Josué: “Saiba que entreguei nas suas mãos Jericó, seu rei e seus homens de guerra. Marche uma vez ao redor da cidade, com todos os homens armados. Faça isso durante seis dias. Sete sacerdotes levarão cada um uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas. Quando as trombetas soarem um longo toque, todo o povo dará um forte grito; o muro da cidade cairá e o povo atacará, cada um do lugar onde estiver”. (Josué 6:1-5 NVI)

 

Nesta passagem aprendemos lições muito importantes sobre batalha espiritual.

Primeiramente, é preciso estar bem claro que temos um inimigo que tenta frustar os planos de Deus na terra, e que se opõe fortemente àqueles que estão alinhados a este plano; sabendo que o povo de Deus avança, Satanás põe “muros” entre este povo e as pessoas que precisam de salvação. Estes muros, na maioria das vezes parecem intransponíveis. Entretanto, o Senhor sabe como colocá-los abaixo.

No contexto de Jericó, Israel marchou ao redor da cidade, como um sinal de tomada de posse. Eles não marcharam apenas uma vez, mas treze. Antes das muralhas caírem, eles deveriam aprender que elas poderiam ser destruídas; os soldados deveriam rodeá-las armados (qual é a nossa arma de ataque?), acompanhados pelos sacerdotes (quem são os sacerdotes ?). O único objeto que os sacerdotes levavam eram as trombetas, cada um com a sua (o que anunciam as trombetas?).

Tendo aprendido a lição da fé, ela precisava ser verbalizada. Nenhuma barreira resiste ao brado de fé. As muralhas então caíram; no sétimo dia elas foram abaixo, sendo a cidade tomada.

O que podemos aprender disso tudo? Aprendemos que se Deus está interessado que muros sejam destruídos, eles serão. Ele conta com seu povo para fazer isso, através da arma de ataque, sua Palavra, acompanhada pela tomada de posição, palavra profética, oração e louvor.

Ele é Deus Soberano sobre todo o Universo, e nenhum dos seus planos são frustrados.

IMPACTO PROFUNDO!

Por: Luiz Montanini

“História dos 40 anos de trabalho, somada à do avivamento em Rubiataba na década de 70 e aos testemunhos de alguns líderes do Brasil, mostra os benefícios e efeitos que o ministério da família Walker e de simpatizantes produziram e produzem nesta geração.”

Nem bem amanheceu o dia, e o jovem Robert Walker, o primogênito dos homens, arreou o cavalo, atrelou-o à carroça cheia de hortaliças fresquinhas que acabara de colher e partiu da propriedade rural para o centro da pequena cidade, ali perto, para oferecer sua mercadoria de porta em porta. Antes do meio-dia, ainda daria tempo de pegar alguns mantimentos para a família de oito americanos recém-chegada a um novo e promissor território.

Quem imaginou a cena acontecendo no Arizona ou no Tennessee, por volta de 1878, enganou-se, e aqui vão três dicas para que o leitor descubra de que país estamos falando: primeira, o nome da cidade visitada é Rubiataba.

Se ainda parece difícil – afinal, Rubiataba pode ser nome de tudo, até de cidade americana –, vamos diretamente às outras duas dicas, porque temos coisas mais importantes a dizer: o cavalo atendia por Mandão, nome apropriado e bem brasileiro, como se sabe, e o território (o estado, no caso) é Goiás.

Pois foi exatamente naqueles confins da Terra, em Rubiataba, a 243 km de Goiânia (na época, a distância parecia três ou quatro vezes maior, de tão precários os transportes, estradas e acessos), que, em janeiro de 1968, a família do casal John e Ruth Walker fixou residência, complementada pelos filhos Katharine, Robert, Christopher, Harold, Peter e pelo caçula Thomas, então bem jovens.

Mas que raios uma família de americanos viera fazer naquele fim de mundo, naquela época e naquelas condições tão difíceis e precárias? (Ainda mais diante do fato de que haviam entrado no país com vistos de simples imigrantes, carimbados quatro anos antes, em fevereiro de 1964, quando se instalaram provisoriamente em Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte, onde permaneceram até se mudarem para a isolada e desconhecida Rubiataba, no centro geográfico do país.)

Hoje, 47 anos depois, muitos integrantes da comunidade cristã brasileira guardam no depósito do próprio coração e em frutos espirituais amadurecidos ao longo destas quase cinco décadas uma nova visão para a igreja brasileira – esta, aliás, o motivo do êxodo da família dos EUA. Uma visão que vem sendo revelada, compilada, e divulgada há quase 40 anos, desde o ano de 1972, quando a família Walker, como ficou conhecida, passou a produzir e replicar, de forma artesanal, folhas grampeadas, apostilas e livretos com escritos próprios e de outros homens de Deus. Alguns desses materiais foram fruto de seminários realizados na própria Rubiataba e que atraíam líderes de todo o país, enquanto outros vieram de contatos com pessoas no mundo todo, com cujas palavras proféticas se identificavam.

Essência Antes da Aparência

Neste ano de 2011, sem John Walker entre nós, que escolheu, por assim dizer, a melhor parte e está, desde janeiro de 2007, no seio de Abraão, o ministério iniciado pela família Walker em 1972 está perto de completar 40 anos. Continua sem fins lucrativos, mas já não é tão artesanal. Está mudado para melhor na aparência, mas procura se manter simples e relevante na essência.

Possui duas estruturas principais, uma em Americana – onde está instalada a Impacto Publicações, que publica a revista Impacto e o jornal O Arauto da Sua Vinda – e outra na Chácara Peniel em Monte Mor, que recebe alunos de todo o país para cursos de preparação profética e reuniões de ministério ao Senhor, consulta na Palavra e comunhão.

O trabalho hoje inclui ainda: uma escola em Jundiaí de Educação Infantil e de Ensino Fundamental e Médio, que existe há 23 anos e já promoveu onze encontros anuais de atualização e visão pedagógica cristã com educadores de vários estados; parcerias com igrejas e grupos em várias partes do Brasil – cujos nomes não citarei para não correr o risco de esquecer alguém; encontros em alguns locais, como no sítio Vale da Águia, em Sorocaba, da comunhão de grupos à qual pertence Pedro Arruda, um dos integrantes do ministério Impacto; cursos extensivos de preparação profética, como o realizado em Baixa Grande, na Bahia, além de visitas no mesmo tom a diversas igrejas país afora.

O ministério Impacto, como o chamaremos aqui, não possui uma estrutura formal ou administrativa. É conduzido por dois grupos interligados de irmãos que formam uma espécie de conselho deliberativo. Um deles é o conselho editorial da revista (cujos nomes aparecem na página 3) e inclui, além dos dois membros da família mais ativos na área de publicações, Christopher e Harold, vários integrantes que moram em cidades próximas a Americana. O outro é um grupo de relacionamento ministerial que se reúne regularmente para orar e definir os rumos e os próximos passos do serviço voluntário prestado a Deus e à igreja brasileira. É constituído por alguns membros do conselho editorial, mas conta também com várias pessoas que não estão envolvidas diretamente no trabalho da editora.

Enfrentando a Vida em Condições Primitivas

A Rubiataba do início da década de 70 apresentava o seguinte cenário: nas ruas sem asfalto, carroças e carros de bois circulavam livremente entre alguns poucos caminhões de gado, ônibus e fuscas. Movimento maior – principalmente de caminhões – só se via na Rodovia Belém-Brasília, que passava a cerca de 30 quilômetros longe da cidade e que, inicialmente, também não era asfaltada.

As viagens – na maioria para Anápolis e Goiânia – eram feitas de ônibus pinga-pinga, por horas e horas em estradas de terra, passando por algumas vilas que nem sequer existiam no mapa: Ipiranga, Nova Glória, Jardim Paulista, Rianápolis, Jaranápolis.

A família instalou-se e viveu durante anos em uma chácara sem água encanada, sem eletricidade, sem fogão a gás, sem geladeira e sem carro. Os rapazes (especialmente Robert, Harold e, mais tarde, Thomas) plantaram uma grande horta durante anos para consumo próprio da família e cujo excedente era vendido todas as manhãs, de carroça, na cidade.

Porém, plantar, comer e vender verduras e frutas, ainda que fosse bom, não era exatamente o motivo da migração da família para Rubiataba. Estimulados pelo pai, John Walker, eles queriam cumprir o chamado para o Brasil. Começaram obedecendo ao mais simples e, paradoxalmente, mais difícil dos mandamentos: evangelizar a cidade e os distritos próximos.

Pregação Nas Ruas, Igreja Nas Casas e Batismos No Córrego

Depois da chegada a Rubiataba, em janeiro de 1968, a família passou por uma porção de dificuldades naturais, inclusive por doenças, a ponto de quase todos os oito membros da família pegarem hepatite.

Mas, um ano depois, o ânimo dos irmãos retornou com a chegada de três famílias e mais uma viúva com os filhos, que haviam sido tocados pela palavra de John Walker em Belo Horizonte e Lagoa Santa, MG, onde a família morou pelos primeiros quatro anos no Brasil. A chegada desses reforços fortaleceu a equipe e possibilitou a formação de um núcleo de comunidade de crentes. Começaram a fazer reuniões nas casas.

Em 1970, Katharine e Christopher participaram de um encontro em Goiânia (do Movimento Jovens Livres, liderado pelo casal Ana Maria e Paulo Brasil) e voltaram cheios do fogo de Deus. John Walker, então, sentiu urgência para aproveitar as labaredas e ampliar o fogaréu. Com a família e os outros que vieram de Minas, passaram a pregar nas ruas e nas praças e a fazer visitas às residências. As conversões começaram a acontecer, e os batismos eram feitos em córregos próximos à cidade.

Filhos Caíam Nas Graças Do Povo ao Acolher Prostitutas e Alcoólatras

Em Rubiataba e região, os Walker eram conhecidos como os americanos. A população, a princípio desconfiada, passou a aceitá-los em pouco tempo. Quem conta é dona Eunice Maria Borges Pena, que foi evangelizada e ganha para Cristo naquela época:

Quando os americanos chegaram, em 1968, em pouco tempo caíram na graça do povo, porque eram humildes e apresentavam muitos frutos. O Roberto (Robert Walker, que mora hoje em Monte Mor, SP) e o Tomé (Thomas Walker, hoje bispo nos EUA da igreja brasileira Fonte da Vida em Nova York), casaram-se anos mais tarde com as brasileiras Geralda e Evandra respectivamente. Eles chegaram a acolher prostitutas e alcoólatras e a levá-los para sua casa. A cidade ficava admirada e passou a admirá-los também.

A conversão de dona Eunice ao evangelho pregado pelos americanos aconteceu em 1978, mas seu primeiro contato com eles, anos antes, foi marcante também. Ela relembra:

Eu morava em Bragolândia – distrito a 10 km de Rubiataba – e um grupo da igreja, incluindo o Cristóvão (Christopher), Roberto e Haroldo, foram de carroça pregar lá, no meio da rua. Havia uma festa religiosa na cidade, e chovia forte. Os religiosos não gostavam dos americanos e soltaram foguetes [bombinhas] debaixo da carroça. O cavalo [olhe o Mandão aí de novo], que estava amarrado à carroça, ficou assustado, arrebentou tudo e sumiu, deixando o Cristóvão e os outros irmãos ensopados, debaixo d’água. Lá de minha casa, eu ficava olhando; não tinha como chamá-los, mas fiquei com muita pena deles.

Passaram-se uns anos, e nos mudamos pra cidade de Rubiataba. Um dia, o Tomé bateu na minha porta. Ele fazia visitas de casa em casa, anunciando o Evangelho. Lembro até que contei para eles a história de Bragolândia e fiquei muito satisfeita com a visita.

Depois de algum tempo, comecei a ir à casa de uma irmã da igreja para ler a Bíblia com ela. Eu já tinha os meus seis filhos e queria aprender a Palavra de Deus.

Um dia, acabei indo para uma reunião. Que lugar mais abençoado: era um salão pequeno, só quatro paredes, muito simples, de cimento vermelho no piso. Tinha três degraus pra gente subir e, quando você chegava ao primeiro degrau, já sentia a presença de Deus. Só que eu não sabia que era a presença de Deus. Sentia algo diferente, mas só depois compreendi que era Deus.

Tinha reuniões que duravam quatro horas, e ninguém dava um pio dentro do salão porque o “seo” João não aceitava. Ele era muito radical, mas a gente amava aquele seo João. Ao final das quatro horas, a gente achava ruim porque tinha terminado. Acho que vivemos ali um pouquinho do Céu aqui na Terra.

Essa família foi uma bênção na minha vida, na vida dos meus filhos e dos meus netos. O que aprendi com eles, passei para os meus filhos e, agora, estou passando para os meus treze netos.

Um dos seis filhos de dona Eunice é o Clésio Pena. A exemplo de dona Eunice e outros, ele experimentou o que podemos chamar de Avivamento em Rubiataba. Clésio mora hoje com a esposa Rosied e os três filhos em Araras, SP. Ele faz parte do conselho editorial do ministério Impacto. Leia seu testemunho em “Depoimentos”.

Na Primeira Impressão, a Diferença Entre a Lei e a Graça

Por volta de 1971, o patriarca John Walker passou a dar estudos bíblicos a vários interessados às terças e quintas-feiras à noite. Não havia um prédio para a igreja na época – e nem queriam que houvesse. As reuniões eram feitas no bairro de Rubiataba chamado Posto Fiscal, em casas simples, de famílias pobres, mas onde se reuniam pessoas com imensa sede da presença de Deus.

Harold Walker conta que, no decorrer desses estudos, seu pai começou a falar sobre Gálatas 3, ensinando a diferença entre Lei e Graça com argumentos que mostravam, por exemplo, que o Evangelho começou com Abraão e não com Jesus. A Palavra soava nova e viva.

Os filhos Katharine e Christopher anotavam tudo. A ideia de usar as anotações e formular estudos escritos para distribuir a alguns amigos e irmãos surgiu numa reunião de família (como quase todas as novas direções e mudanças). Afinal, a família sempre tivera certa veia jornalística e gostava de comunicação, lembra Harold Walker. O pai do seo João, como John Walker ficou conhecido, ganhara a vida como corretor de seguros na Califórnia, mas fora repórter no jornal da faculdade. Sua mãe, Imogene, era profunda apreciadora de cultura: música, ópera, filosofia e literatura. Sua esposa, a irmã Ruth, levada pelo Senhor em julho de 2008, era poetisa. Seus tocantes poemas foram reunidos num livro artesanal, em inglês, intitulado From my Pink Cushion (Da minha almofada cor-de-rosa).

John Walker tinha uma formação eclética: estudara em faculdades prestigiadas nos Estados Unidos, como St John’s, Stanford e Berkeley. Após sua conversão a Cristo, também nos EUA e ainda jovem, recebera forte influência de pessoas com ênfases e vertentes diversificadas, como John Manchester (seu mentor inicial), John Myers, William Branham, Watchman Nee, Witness Lee e outros. Participou, ainda, do ministério do jornal Herald of His Coming (O Arauto da Sua Vinda), publicado até hoje em vários países, inclusive no Brasil, tendo Christopher Walker à frente.

“Meu pai gerava a palavra, mas não sabia bem o que fazer com ela, e os filhos o completaram nisto”, lembra Harold.

De acordo com anotações no diário de dona Ruth Walker, no dia 31 de março de 1972, Katharine e Christopher mimeografaram (num mimeógrafo a álcool, que produzia aquelas cópias roxas) a primeira mensagem sobre Lei e Graça, que seria depois enviada pelos correios para conhecidos e amigos. Este dia pode, portanto, ser considerado como o do início do ministério de literatura da família Walker. Depois vieram outras folhas, sempre grampeadas no alto, à esquerda, também mimeografadas, com títulos diversos, dentre os quais, A Igreja Verdadeira e A Igreja Falsa e a primeira versão de O Segredo da Igreja Gloriosa.

A repercussão positiva levou a família a imprimir O Segredo da Igreja Gloriosa, de John Walker, numa gráfica de Goiânia, em outubro de 1973. Mas a empreitada revelou-se cara, o que os levou a produzir os livretos posteriores de forma artesanal. Paternidade, de Derek Prince, veio a seguir e foi impresso em setembro de 1975. Impresso é modo de dizer, claro: o texto era datilografado numa máquina de escrever Remington azul clara e reproduzido num mimeógrafo a tinta.

Na hora da encadernação, perceberam que não poderiam usar um grampeador industrial porque a capa do livreto, feita em papel A4 simples, se desprenderia dos grampos com facilidade. Enquanto discutiam em família o que fazer, os olhos azuis e criativos de dona Ruth – quem diria – viram a solução. Para já demonstrá-la, pegou um livreto e o costurou na dobra, com sua máquina de costura doméstica. A ideia funcionou e virou técnica de acabamento da nova editora.

A partir daí, veio o best-seller A Patrola de Deus, cuja primeira edição foi feita em fevereiro de 1976 nos Estados Unidos, num linotipo, pelo casal Al e Donna Adan. Como não tinham uma máquina com acentos em português, estes foram inseridos à mão, dando um aspecto bem artesanal ao resultado final. Logo em seguida, em março do mesmo ano, saiu o livreto artesanal Procuram-se Sacerdotes.

O auge do ministério aconteceu de 1980 a 1985. Nesse período, muitos livretos e apostilas foram publicados e diversos seminários foram realizados (veja mais na Entrevista de Harold Walker e Christopher Walker e na matéria “Depoimentos”).

Do Centro Geográfico ao Demográfico. No Meio de Tantos… e Sós

No início de 1986, John e Harold decidiram mudar-se para Jundiaí, SP. “Saímos do centro geográfico do Brasil para irmos ao centro demográfico”, lembrou John Walker na página 75 do seu livro Minha Jornada Espiritual (livro que é fonte de várias informações deste artigo e que relata muitos aspectos da história da família Walker de forma bem mais completa). “Nossa ideia era encontrar, em São Paulo, um grupo de homens com sede da Palavra.” Porém, as coisas não aconteceram como esperavam, e muitas dificuldades surgiram. Várias tentativas de levar a palavra recebida a uma nova dimensão na prática falharam, e, ao mesmo tempo, a unidade ministerial dentro da família como um todo se desmoronou. Estavam no meio de tantos… e nunca haviam se sentido tão sós. A família acabou espalhando-se, mas o tempo confirmou aquilo em que os crentes genuínos creem: que Deus corrige percursos.

De Jundiaí, Harold mudou-se em 1996 com a esposa Ester e os três filhos para Americana, SP, e ali conviveu um tempo com seu irmão Christopher, que, depois de casado, fora para lá em 1987 e estava dirigindo uma escola de inglês. Juntamente com eles, foram as caixas de literatura, que ficaram amontoadas numa sala fechada ao lado da escola.

Jornal O Arauto da Sua Vinda Manteve a Coluna Erguida

Nesse período, de 1986 até meados da década de 1990, houve quem pensasse que o ministério de literatura houvesse terminado. Ainda que muitos na igreja brasileira o tivessem esquecido, permaneceu um remanescente: o jornal O Arauto da Sua Vinda, versão em português do Herald of His Coming, fundado em 1941, em Los Angeles, com linha editorial voltada à convocação para oração, avivamento e preparação para a vinda de Cristo. O jornal circula até hoje, não só nos países de língua inglesa, mas também em muitos outros ao redor do mundo.

“Algo novo começou naquela época que se tornou, até hoje, uma das colunas do ministério”, fala Christopher a respeito do Arauto. O jornal já havia sido editado por alguns anos no Brasil, inicialmente sob a responsabilidade do Pr. Enéas Tognini, nos anos 70, e, depois, de outras pessoas, mas, na época, não estava mais sendo publicado. Existia um vínculo antigo da família com o ministério, já que John Walker trabalhou durante cinco anos no jornal com os fundadores (W. C. Moore e sua esposa Sarah) em Los Angeles, de 1956 a 1960.

Lois Stucky, que passou a ser uma das responsáveis pelo Herald nos EUA depois do falecimento dos fundadores e que conhecia John da época em que ele estivera envolvido no ministério, escreveu perguntando se ele sabia de alguém que pudesse dar continuidade à publicação do jornal. John passou a informação para Christopher, e ele aceitou o desafio. Pouco depois, o editor Elmer Klassen, que por muitos anos fora responsável pela publicação do jornal em vários idiomas europeus, veio ao Brasil para acertar os detalhes com Christopher.

Foi assim que, a partir de 1993, O Arauto da Sua Vinda passou a ser editado no Brasil sob a responsabilidade da família Walker. Até hoje, é distribuído de graça a cada três meses (em média) a aproximadamente 8 mil leitores, sendo mantido exclusivamente por ofertas voluntárias. Seus leitores (dentre os quais me coloco) o consideram de valor inestimável.

Impacto Nas Raízes

Em setembro de 1998, nasceu a revista Impacto, como sucessora da revista Lead, editada pelos pastores Mateus Ferraz de Campos e Cyllas Marins, de Americana. Diante de algumas dificuldades que a revista Lead estava enfrentando, surgiu, numa conversa entre Mateus e Harold, a ideia de uma nova revista. Outros homens com dom de escrever foram convidados e agregados ao conselho editorial e, hoje, a Impacto reflete uma diversidade eclética de pensamentos, origens e experiências. Como sugere o próprio nome, o objetivo da publicação é oferecer matérias e artigos que causem impacto, não no sentido sensacionalista, mas no intuito de levar os leitores a reexaminar suas convicções pessoais e espirituais e não simplesmente de adotar conceitos promulgados por tradições ou lideranças. A ideia é não recuar diante de temas complexos ou polêmicos, mas discutir os assuntos de tal forma que o próprio leitor chegue a uma conclusão pessoal, fundamentada na Palavra. A missão é ser a revista que faz pensar. Ao mesmo tempo, representa a continuidade de um ministério de 40 anos, de toda uma geração.

Luiz Montanini faz parte do Conselho Editorial da revista Impacto. Casado, tem três filhos, jornalista e um dos pastores numa comunidade em Valinhos, SP.

 

Fonte: http://www.revistaimpacto.com.br/impacto-profundo

1 Pedro 4

Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado,

para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.

Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.

Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão,

os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos;

pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.

Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.

Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração.

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;

pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.

Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.

Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem;

mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.

Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?

E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador?

Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.

Fonte: http://www.bibliaonline.com.br/ra/1pe/4