Arquivo da tag: Senhor

Consagração

As bases da consagração

Vamos examinar primeiramente o Novo Testamento. Descobrimos nele como os filhos de Deus são constrangidos pelo amor a viverem para o Senhor que morreu e ressuscitou por eles (2Co 5.14). A palavra “constrange” significa ser envolvido apertadamente ou ser cercado de tal forma que a pessoa não possa escapar. Quando uma pessoa é pelo amor, ela experimenta essa sensação. O amor a prende e ela fica indefesa.

O amor, portanto, é a base da consagração. Ninguém pode consagrar-se a não ser que sinta o amor do Senhor. É preciso ver esse amor antes que alguém possa realmente consagrar a sua vida. É inútil falar de consagração quando não há uma visão do amor do Senhor, mas depois que ele é visto, a consagração será a conseqüência inevitável.

Entretanto, a consagração também se baseia no direito ou prerrogativa divina. Esta é a verdade que encontramos em 1Co 6.19-20:

“Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois glorificai a Deus no vosso corpo”.

Para os cristãos de hoje esta idéia de ser comprado por preço talvez não seja claramente compreendida. Mas, para os coríntios, no tempo do Império Romano ela era perfeitamente clara. Por quê? Porque naquele tempo eles tinham mercados humanos. Da mesma forma que alguém podia ir ao mercado para comprar um frango ou um pato, era possível comprar seres humanos no mercado de homens. A única diferença estava que os preços dos alimentos era mais ou menos estabelecidos, mas no mercado humano o preço de cada alma era fixado através de lances em um leilão. Quem fizesse o lance mais alto comprava o homem e aquele que possuísse o escravo tinha absoluto poder sobre ele. Paulo usa esta metáfora para nos mostrar o que o nosso Senhor Jesus fez por nós e como Ele deu a Sua vida como resgate para nos comprar de volta para Deus. o Senhor pagou um grande preço – sua própria vida. E hoje, devido a esta obra redentora, desistimos de nossos direitos e perdemos a nossa soberania. Não somos mais de nós mesmos, pois pertencemos ao Senhor; portanto, devemos glorificar a Deus em nossos corpos. Somos comprados por preço, a saber, o sangue da cruz. Desde que somos comprados nos tornamos Seus por direito, por prerrogativa divina.

Por um lado, por causa do amor, escolhemos serví-lo, e, por outro lado, por direito, não somos de nós mesmos. Devemos seguí-lo; não podemos fazer de outra maneira. De acordo com o direito de redenção, somos d’Ele; e, de acordo com o amor que a redenção gera em nós, devemos viver para Ele. Uma base para a consagração é o direito legal e a outra base é o amor em resposta. A consagração está assim baseada no amor que sobrepuja o sentimento humano; como também, no direito, de acordo com a conformidade da lei. Por estas duas razões nada nos resta além de pertencer ao Senhor.

Os crentes jovens precisam entender isto perfeitamente. Você foi resgatado pelo Senhor. Você é como um escravo que o Senhor comprou com o mais alto lance. Portanto, ser uma pessoa livre está totalmente fora de questão para você. Cristo, filho de Deus comprou-o não com prata e ouro, mas com Seu precioso sangue. Nisto está o amor; tal amor deve constranger todos os jovens a não viverem para si mesmos deste dia em diante.

Do livro “The good confession” –  Watchmann Nee

Seleção de reprint de artigo encontrado em “À maturidade” número 6 – 1979.

Anúncios

Paixão por Jesus

Dr. Jack Deere

A maioria dos Cristãos pode dizer a você qual é o maior de todos os mandamentos – amar a Deus com todo o seu coração, e mente (Mt 22:36-40). Todos nós sabemos que este é o maior mandamento. Mas nós realmente levamos ele a sério?. É tão fácil pensar que nós estamos amando Jesus quando de fato estamos amando alguma coisa mais.

Quando eu me converti a 17 anos atrás, eu não tinha qualquer espécie de religiosidade ou  base  de Igreja. Imediatamente eu amei o Senhor Jesus. Comecei a devorar a Sua palavra. Falava com Ele constantemente. Eu testemunhava a cada um dos meus amigos não Cristãos – uma vez e outra vez. Eu era tão extremamente zeloso que perdi completamente a amizade de dois de meus amigos. Esta perda não me afetou muito porque eu estava tão cheio de amor pelo Senhor que nada mais realmente importava. Eu também amei
minha nova Igreja. De fato, toda as vezes que as portas do local de reunião  se abriam eu estava presente.

Depois de cerca de 1 ano, a paixão original que eu tinha pelo Senhor Jesus começou a enfraquecer um pouco. Eu não posso apontar o dia ou a hora quando isto aconteceu, nem eu posso dar a razão disto, mas alguma coisa estava definitivamente diferente. A paixão que eu tive por Jesus tinha, com certeza,  sutilmente sido transferida  para a minha denominação.
Em nossa igreja nós falávamos muito, e com muito orgulho, à respeito de nossa denominação. Tornou-se difícil para mim compreender porque todo verdadeiro cristão não queria fazer parte da minha denominação.
Eu também me lembro  pensando que minha igreja era talvez a melhor  igreja dentre todas as denominações. Eu não penso que eu sempre amava em demasia a minha denominação e a minha igreja. O problema era que amava Jesus muito pouco em comparação com minha igreja. Engano como esse ocorre lentamente e é tão sutil que é quase impossível perceber o instante em que somos enlaçados por ele. Eventualmente eu me arrependi de colocar minha igreja à frente de Jesus. A fria auto-justiça me deixava e eu sentia o meu amor por Jesus refrescar.

Mais tarde eu tive que me desviar outra vez da questão de cultivar paixão pelo Senhor Jesus.  No processo de obter treinamento teológico e me tornar um professor de seminário, eu desenvolvi uma intensa paixão por um preciso estudo da Palavra de Deus. Antes que eu percebesse, aconteceu de novo.  Eu me achei amando mais a Bíblia do que o Autor da Bíblia. Eu fui preso neste laço por mais anos do que gostaria de lembrar. Outra vez o problema não era amar  demasiado a Bíblia. Era que eu amava a Jesus muito pouco em comparação com a Bíblia. Eu tinha colocado a Bíblia acima do Senhor Jesus, assim como os Fariseus tinham colocado a lei e suas tradições acima de Deus. É possível cometer este tipo de engano em quase todas as coisas. Nós podemos colocar as pessoas ou mesmo várias formas de ministério – testemunho, cuidar dos pobres, orar pelos doentes, etc. – acima do Senhor Jesus Cristo. Eu tenho visto freqüentemente as pessoas confundirem amor a Jesus com fazer coisas. É até possível amar a vida Cristã mais do que Jesus. Existe um sentido de segurança e propósito que vem de estarmos cercados por Cristãos e termos um estilo de vida que nossos amigos aprovam. A Comunhão Cristã é maravilhosa mas alguns têm mais afeição por ela do que por Jesus mesmo.

Cultivando paixão

Mais do que qualquer outra coisa, paixão pelo Filho de Deus tem que ser guardada e cultivada , caso contrário ela será perdida. Eu acho que quase todas as boas coisas da minha vida estão prontas para competir com meu tempo e intimidade com o Filho de Deus.

Eu tenho orado uma oração que tem feito mais para gerar paixão em meu coração pelo Senhor Jesus do que qualquer outra coisa que eu tenha feito antes. Esta oração se encontra dentro do que talvez seja a maior oração em toda a Bíblia.  Me refiro a oração sacerdotal do Senhor Jesus em João 17. Eu tenho tornado o último verso em minha  própria oração pessoal: “E eu tenho declarado a eles  Seu nome, e ainda o declararei. tal que o amor com que me amastes esteja neles, e eu neles.”(Jo 17:26)

Jesus disse que Ele tinha declarado o nome do Pai aos Seus discípulos, isto é, Ele mostrou a eles como o Pai era. Ele fez isto com propósito futuro. Jesus queria que seus discípulos amassem a Ele como Seu Pai celestial O amou. Ele queria que o amor que o  Pai tem por Ele estivesse em Seus discípulos. Eu li
estes versos muitas vezes antes que eu   realmente compreendesse ele. A primeira vez que compreendi o que Jesus queria dizer tive dificuldade para crer.  Como eu posso amar Jesus como Deus o Pai ama Seupróprio Filho? Naturalmente ninguém pode amar  alguém com a mesma intensidade ou qualidade que Deus ama eles. Mas, por outro lado, nem também nós podemos ser santos como Deus, todavia Deus nos diz “Sede santos como Eu sou Santo.” É através do poder do Espírito Santo em nós que podemos caminhar
em santidade. Por aquele mesmo poder, nós podemos viver  nossas vidas com uma paixão que nos consume pelo Senhor Jesus. O Pai ama o Filho mais do que qualquer pessoa ou coisa. Ele é devotado ao Filho. Seus olhos nunca deixam o filho. Tudo o que o Pai faz é para o Filho. Jesus orou para que pudéssemos ser guiados  por esta mesma paixão que possui um único olhar.

Basta apenas obedecer?

Algumas pessoas minimizam a nossa necessidade de paixão por Jesus. Eles dizem que nossos sentimentos não são realmente importantes desde que caminhemos em obediência. Obediência é maravilhosa, mas o problema com esta definição é que você pode fazer as coisas certas sem amar, em demasia, o Filho de Deus. Alguém pode obedecer seu pai por recompensa ou temor ao castigo, e de fato não gosta ou ama bastante seu pai. Um marido pode ser fiel e bondoso provedor para sua esposa sem ter muito amor ou paixão por ela. Que esposa gostaria de uma relação assim estabelecida? Por que pensamos que Deus estaria desejoso de estabelecer uma obediência que não é acompanhada por uma paixão que nos consume pelo Seu Filho? Afinal de contas, não é o maior mandamento amar ao Senhor com todo o nosso coração, alma, mente e força?

Se você olhar nos heróis da nossa fé,  você encontrará homens e mulheres que não apenas eram cheios de boas obras mas também eram consumidos pela paixão por Deus. O apóstolo Paulo era tão consumido pela sua afeição pelo Senhor Jesus que chegou ao ponto em sua vida onde, para ele, viver significava Cristo – “Para mim o viver é Cristo. “Fp 1:21. Esta espécie de completa devoção  é vista não somente nos apóstolos.

Maria, a irmã de Marta, tinha esta espécie de paixão por Jesus. Ela não era um apóstolo ou líder, mas o Filho de Deus tinha grande proeminência em seu coração. Quando Jesus estava por perto ela não poderia pensar em alimento ou qualquer outra necessidade da vida. Tudo o que ela queria era sentar aos pés de Jesus  e ouvi-lo (Lc 10:38s). Por outro lado, Jesus amava estar próximo de Maria. Quando se aproximava o tempo da Sua última Páscoa, e Ele sabia  que tinha somente seis dias antes da cruz, onde você pensa
que Ele escolheu gastar  aqueles seis dias? Ele foi à casa de Maria (Jo 12:1s). Não é difícil de ver o que o conduziu a casa de Maria. Enquanto estava lá, na presença de todos os discípulos, Maria trouxe uma jarra de perfume caríssimo. Este perfume representava as economias de sua vida  ou dote de casamento. Ela quebrou o vaso e derramou sobre Jesus. Ela despedaçou a sua maior possessão sobre o Senhor Jesus. Ela fez isto pela sua extravagante afeição por Jesus. Ela estava derramando sua vida inteira sobre o
Senhor. Não existia mediocridade em seus sentimentos por Ele. Ela era uma mulher consumida por uma paixão santa pelo Senhor Jesus.

Paixão move Jesus

Contudo, esta  paixão,  é uma espada que corta de ambos os lados. Jesus também tinha grande afeição por Maria. Quando Lázaro, o irmão de Maria, morreu, Jesus foi a casa  deles quatro dias depois. Marta foi a primeira a ir ao Senhor Jesus. Ela disse a Ele, “Senhor, se  tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. “Jesus respondeu a Marta dando um dos maiores ensinos teológicos em toda a Palavra de Deus: “Eu sou a ressurreição e a vida.”. Quando Maria encontrou Jesus, alguns instantes  depois, ela disse
exatamente as mesmas palavras de Marta:  “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. “Contudo, quando Maria disse estas palavras, Jesus chorou e então caminhou para a tumba e ressuscitou
ao irmão de Maria que estava morto. Uma pessoa como Marta pode receber um grande ensino teológico de Jesus. Uma pessoa como Maria pode quebrantar Seu coração e movê-lo a ressuscitar alguém dentre os mortos. As pessoas  que têm a paixão de Maria pelo Senhor Jesus podem movê-lo de uma forma que os outros não podem. Como você pode obter esta espécie de amor apaixonado por Jesus?

Tempo para conhecê-lo

Existem três coisas simples mas indispensáveis que nós devemos fazer. Em primeiro lugar, não podemos amar alguém que nós não conhecemos. Portanto, nós devemos reservar um tempo para conhecer o Senhor Jesus Cristo. Se nós não gastarmos tempo meditando em Sua palavra, falando com Ele, e ouvindo a Ele, nunca faremos progresso em adquirir paixão por Ele.Nós devemos reservar tempo regular para meditação pessoal nas escrituras e para oração. Nunca devemos permitir que este tempo se torne mecânico e ritualístico. Devemos lembrar que é possível ler a Bíblia como os Fariseus e nunca ouvir a voz de Deus ( João 5:37). É possível permitir que o nosso tempo de oração se degenere em nada mais do que apresentar uma lista de supermercado para Deus. Em nosso tempo regular de meditação pessoal devemos ter em mente que o propósito é encontrar com uma Pessoal real. Esta pessoa fala, guia, encoraja, revela, convence, censura, se revela,  se esconde, fica irado, pode ser magoado, e pode se regozijar. Neste encontro podemos provocar a Sua ira ou elegrá-Lo. A Bíblia nos ensina muitas coisas à respeito do Deus com quem temos de nos relacionar.
Nós somos ensinados no início de nossa conversão à respeito da importância de gastar tempo com Ele. O problema não é que nós não sabemos isto, mas que nós não praticamos.

Remover as barreiras

A segunda coisa que é absolutamente essencial é remover as barreiras entre nós e o Senhor Jesus. Nossos pecados criam uma barreira entre nós e Jesus de tal forma que não podemos ir à Sua presença e crescer em nosso amor e conhecimento dele. Essas barreiras são removidas quando nós confessamos os nossos pecados e Deus nos perdoa. Uma dos mais importantes ensinos sobre o perdão é encontrado em I Jo 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos
purificar de toda injustiça.”
Todos nós conhecemos este texto, mas com muita freqüência não cremos nele.  Vivemos cheios de pecado sob condenação e culpa. Muito de nós confessamos os pecados e nunca
nos sentimos  perdoados porque nós não confiamos de fato no poder do Seu sangue para perdoar aqueles pecados. Nunca seremos santos o suficiente, bastantes disciplinados, ou bastante qualquer outra coisa, para  merecer ir à Sua presença, à parte do sangue do Seu Filho. Nossas boas obras, vidas reformadas, e melhores intenções nunca nos livrarão da culpa do pecado. A única coisa que o Pai nos tem dado para nos livrar do pecado e da culpa é o sangue do Seu Filho.

Pedir por paixão

A terceira coisa que devemos fazer para adquirir paixão pelo Filho de Deus é consistentemente pedir por ela, lutar por ela em oração. É aqui que entra Jo 17:26. Como eu disse anteriormente, eu tenho parafraseado Jo 17:26 e colocado em minha própria oração pessoal. Eu oro assim: “Pai, concede-me uma porção do Espírito Santo para amar o Filho de Deus como você ama Ele. “Eu oro esta oração quando me levanto; oro durante o dia quando minha mente divaga; oro quando vou dormir à noite. Meu coração tem sido capturado por esta oração. Quando eu oro desta forma, eu confesso a Deus que se Ele não me concede uma atuação do Espírito Santo na minha vida, nunca vou adquirir paixão pelo Seu Filho. Estou confessando a Ele que
minha bondade, minha disciplina, meu conhecimento da Palavra, embora sejam coisas boas, são insuficientes para produzir paixão pelo Filho de Deus. Eu posso mudar minha mente, mas somente o Espírito Santo pode mudar meu coração. É tarefa do Espírito Santo “porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”(Rm 5:5). Amor divino só pode ser divinamente impartido.

A maior parte da minha vida cristã eu tenho feito o mesmo engano, vez após vez. Eu coloco minha confiança na minha disciplina, em minhas boas intenções, em meu conhecimento das escrituras, a fim de produzir amor por Deus. Quando ajo assim, sempre termino em legalismo e auto-justiça. Um dia o Senhor interrompeu tudo isto. Ele me disse, “Se você mesmo me ouvir dizer, ‘Fizestes bem, servo bom e  fiel,’ não será  porque você é um bom seguidor, será porque meu Filho é um bom líder. Coloque sua confiança em
Sua habilidade para liderar, não em sua habilidade para seguir.”

Esta revelação divina partiu meu coração.  Eu percebi porque a paixão revestida de legalismo e auto-justiça era capaz de consistentemente obter tal fortaleza em minha vida. Eu não estou dizendo que não devemos nos disciplinar, ou conhecer a Bíblia, ou ter bom comportamento – nós devemos. Nem eu quero dizer que nós devemos ser passivos e simplesmente deixar Deus fazer tudo. Estou falando à respeito de nossa atitude e confiança. Nós devemos fazer as coisas certas mas nunca colocar nossa confiança na nossa
habilidade para fazer coisas. Nossos corações são incrivelmente inclinados ao engano ( Jeremias 17:9) e nossos pés igualmente inclinados ao desvio do caminho da justiça ( Rm 3:10). À luz disso, como podemos confiar em nossa habilidade para seguir Jesus? Eu tenho percebido que a paixão pelo Filho de Deus não pode vir por ouvir falar dela. Vem porque Ele dá ela como Seu maior e mais gracioso dom. E afinal, não é desta forma que as grandes coisas vem a nós, como dons? Tiago diz, “Vocês não tem porque vocês não pedem.”(Tg 4:2) Os maiores dons que Deus pode nos dar, são nosso por pedirmos. Eu encorajo você, de hoje em diante, a gastar mais tempo em sua vida de oração pedindo a Deus para conceder a você paixão pelo Filho de Deus do que pedir por qualquer outra coisa. A nossa confiança deve estar sempre no desejo e habilidade de Deus para nos impartir paixão pelo Seu Filho.

Se você começar a orar esta oração de forma regular, a paixão pelo Filho de Deus começará a permear ser coração. Pode levar meses, ou anos, antes que você note uma diferença significante. De fato, você provavelmente nunca será capaz de apontar o dia ou a hora quando você começou a ser consumido com paixão pelo Filho de Deus, mas outros notarão. Eles dirão que você está mudado; que você é diferente. Eles dirão que existe uma bondade, uma gentileza em você que eles não tinham notado antes. Existe uma qualidade contagiosa em seu amor pelo  Filho de Deus que não parecia estar lá antes, e eles vão querer saber o que você tem feito.

Não seja passivo à respeito de adquirir paixão pelo Filho de Deus. Faça ela o objetivo de sua vida. Coloque seus olhos sobre o Filho de Deus e deixe eles lá (Hb 12:1), e você se tornará como Ele. Você se verá caindo em amor por Ele quando você pedir a Deus, dia após dia, para consumir você com paixão pelo Seu glorioso Filho. E aquela paixão, quando começar a ocupar seu coração, conquistará uma centena de pecados em sua vida. Você começará a amar o que Ele ama e a odiar o que Ele odeia.

O melhor amigo de Jesus

Entre as mulheres da Bíblia, Eu penso que Maria é uma que mais exemplifica esta paixão pelo Filho de Deus. Entre os homens, poderia ter sido o apóstolo João. João é chamado “o discípulo a quem Jesus
amava. “A Bíblia Viva refere a João como “O amigo mais próximo de Jesus.” (Jo 13:23).Esta é uma grande tradução. Eu gosto dela. João foi sempre um dos três discípulos a quem foi permitido estar mais próximo, mas dos três, ele era o mais próximo de Jesus e todos sabiam disso.

Quando Jesus estava pendurado na cruz, Ele olhou um universo onde parecia que todo traço visível de Deus tinha desaparecido. Todos, menos um, dos seus discípulos tinham deserdado Ele. Somente João e quatro mulheres permaneciam aos pés da cruz. Jesus olhou para baixo e viu sua mãe. Quem tomaria conta dela agora? Seus irmãos na carne? Os apóstolos? Não, todos o tinham deserdado. É quando Ele olha em João e diz em Seu espírito, “João, ninguém mais cuidaria da minha mãe. “Então, fortemente, para
todos poderem ouvir, Ele disse, “Mulher, eis ai seu filho. “E então a João, Eis ai sua mãe.”(Jo 19:26,27). João era realmente o melhor amigo de Jesus. Mas João não tem que ser o único que é seu melhor amigo.

Todos nós temos somente uma breve hora sobre a terra e então estaremos diante do  Senhor Jesus para dar conta de nossas vidas. Pôr que não ser como Maria e escolher a melhor parte, a única coisa necessária, tal que possamos estar diante dele em confiança naquele dia? O coração do Senhor é grande bastante para acomodar, muitas, muitas outras Marias. Pôr que você iria escolher algo menor do que isto?

Fonte: http://www.seguindoacristo.com.br/artigos_JackDeere.htm