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É a Tua vontade?

Li uma história acerca de um irmão que foi ao consultório de um médico cristão com o objetivo de lhe vender alguns livretos que ele mesmo tinha escrito. Ao chegar ao consultório ele teve que esperar algum tempo até que o médico pudesse atendê-lo. Ao ser atendido ele começa a apresentar com entusiasmo seu trabalho; o médico o ouve atentamente. Ao final ele faz uma simples pergunta ao irmão: “Por que você está escrevendo este material?” Ele responde: “Meu objetivo ao escrever este material é proporcionar maturidade espiritual aos que o lêem.”. “Resposta errada”, diz o médico. “Não estou interessado em seus livretos.” E explica por que: “Se você me falasse que foi Deus quem te mandou escrever estes livretos eu compraria todos eles.”
Não precisa falar mais nada não é mesmo? Este médico sabia que se Deus não for o originador de nossas motivações, de nada adianta nosso esforço. Este é um ponto fundamental na vida cristã, e que separa cristãos frutíferos daqueles que se movem pelo ativismo. Se pararmos para pensar, vemos que a maioria de nossos projetos e planos tem origem na carne; na edificação do “eu”. Por isso precisamos pedir ao Senhor que sonde profundamente nossos corações, para achar a vontade de Deus e a motivação correta. Isso certamente não é fácil, e requer basicamente disciplina em duas coisas: Oração e meditação nas Escrituras.
Jesus é nosso maior exemplo no aspecto de buscar atentamente a vontade do Pai. Ele dizia: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4:34). A vontade de Deus era Seu alimento diário; Ele se fartava deste alimento, Sua fonte de energia e poder. Busquemos também esta comida que nos nutre por completo.

Lorimar

Orando Como o Apóstolo Paulo

O apóstolo Paulo oferece um quadro interessante sobre a oração em 2 Coríntios 1.8-11. Referindo-se a todas as dificuldades que havia passado, juntamente com a equipe, numa das viagens missionárias, ele diz: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte…”

A equipe estava sentindo que a morte poderia alcançá-los a qualquer momento. Porém, Paulo continua: “… em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos, ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos”.

Paulo não estava falando sobre uma oração casual, nem simplesmente afirmando que durante sua viagem missionária recebera conforto por saber que algumas pessoas estavam em casa orando. Não! Ele acreditava que uma batalha estava sendo travada no mundo celestial que exigia um modo diferente de orar, oração como aquela mencionada em Mateus 11.12: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. Como eles “se apoderam” do reino, sobrepujando as portas do inferno? Por meio da oração. Paulo acreditava que, durante aquela viagem, havia pessoas em Corinto que esforçavam-se para entrar na batalha de oração, e que a oração delas causara um profundo e visível impacto sobre o que estava acontecendo com a equipe na linha de frente!

Encorajando as pessoas a se unirem com ele em oração, Paulo escreveu em Romanos 15.30: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor”.

Paulo usa outra imagem em Colossenses 4.12. Falando a respeito de um amigo, Epafras, que os colossenses conheciam, ele disse: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. Se quiséssemos que pessoas orassem por nós, será que usaríamos a terminologia de Paulo: “… que luteis juntamente comigo nas orações”, ”… se esforça sobremaneira … por vós nas orações” (ou “batalhando na oração” em outra tradução). Batalhar ou esforçar-se não é algo passivo, tranquilo. As orações do apóstolo Paulo eram bem diferentes daquilo que vemos, em geral, nas reuniões de oração hoje.

A maioria dos crentes faz orações usando o que chamo de “pequenas solicitações”. São pedidos em favor das necessidades cotidianas de soluções ou “consertinhos” na nossa vida. Essas necessidades surgem porque, embora a vida esteja razoavelmente boa, algo sempre acontece para desequilibrá-la, e queremos orar para eliminar aquele empecilho e voltar à normalidade.

Na qualidade de crentes ocidentais, temos uma tendência de achar que temos direitos, que a vida deveria ser boa para o cristão. A maioria da nossa atividade na oração, como igreja e como indivíduos, tem o objetivo de buscar esse tipo de solução para os problemas da vida. “Livra-nos disto”, “muda a situação para que fulano seja liberto daquela dor ou daquela doença”, “supra a necessidade financeira”. São orações horizontais e não orações voltadas para o alto.

Geralmente, oramos nessas situações por causa de uma espécie de respeito ou obrigação para com a pessoa necessitada. Como queremos demonstrar amor por ela, oramos exatamente conforme o pedido. Oramos em favor do óbvio – não pensando no que Deus possa querer fazer por meio da situação.

Não há nada de errado com esse tipo de pedido nem com o fato de orar em favor das pessoas em problemas. É uma maneira de demonstrar amor pelo Corpo de Cristo. Contudo, raramente oramos a respeito das coisas mais importantes do Reino. Precisamos concentrar uma parcela maior do nosso tempo de oração em coisas mais amplas, em assuntos mais pertinentes ao Reino.

Oração em favor do Reino

Como podemos mudar nossas orações para serem mais focadas no Reino? O que é orar em favor do Reino? Acho que existem dois aspectos importantes:

1.       Orar pelo Reino significa orar em favor de algo que tenha valor e importância permanentes no Reino de Deus. Podemos orar pela salvação de alguém, por exemplo. Podemos orar para que um país se abra para o Evangelho.

2.       Também podemos orar em favor do Reino em situações de “pequenas solicitações”. Estamos orando em favor do Reino quando sabemos que estamos orando de acordo com a vontade de Deus naquela situação. Em Romanos 8.26-27, vemos a tarefa do Espírito Santo na oração. Lemos ali que quando não sabemos como orar, “o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”. Às vezes, fico tão focado naquilo que quero ver Deus realizar que perco de vista o que ele já está fazendo. Por meio da intercessão, o Espírito Santo me ajuda a orar de acordo com a vontade de Deus.

Orações modelo de Paulo

A fim de nos ajudar a focalizar mais as coisas do Reino, vamos dar uma olhada em algumas das orações de Paulo. Elas podem servir de modelo para nós. Paulo tinha muitas pessoas necessitadas debaixo de sua liderança. Ele havia começado igrejas por toda a Ásia Menor, e muita gente estava sofrendo perseguições e tribulações. Apesar disso, nas vinte e uma passagens bíblicas em que Paulo pede a Deus para fazer alguma coisa, não há nenhuma, dentre todas as suas orações, em que ele orou por uma necessidade específica de uma pessoa em particular.

Eu ficaria surpreso se descobrisse que Paulo nunca orou por necessidades pessoais, porém o fato é que não vemos nenhum exemplo disso na Escritura. Na época em que Paulo viveu, teria sido muito difícil ficar atualizado com necessidades específicas das pessoas porque a comunicação era bem mais difícil do que hoje. Levaria um mês ou mais para receber uma notícia de uma igreja distante ou para saber o que estava acontecendo na vida de alguém.

A conclusão que posso tirar das orações de Paulo registradas na Bíblia não é que não devo orar por necessidades específicas ou pessoais. No entanto, se Paulo dedicou a maior parte do seu tempo orando em outra direção, talvez eu deva seguir seu exemplo e fazer o mesmo.

Em 2 Coríntios 12, Paulo até que orou de forma específica em favor de si mesmo. Ele orou para que o “espinho” na carne fosse removido. Não sabemos o que era, mas Paulo sentia que era um obstáculo ao seu ministério, impedindo-o de ser plenamente eficaz. Por isso, ele diz nessa passagem que pediu a Deus para removê-lo.

E o que Deus lhe respondeu? “A minha graça te basta” (v. 9). Paulo entendeu com isso que Deus seria mais glorificado se o espinho permanecesse em sua vida e ele buscasse no Senhor a capacidade sobrenatural de superá-lo e continuar ministrando apesar da dificuldade. Por isso, ele parou de orar nesse sentido.

Muitos cristãos hoje observam o “Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida”. Normalmente, oramos para que os irmãos perseguidos sejam livres das tribulações, assim como Paulo orou inicialmente, pedindo para retirar seu “espinho”. Não sou a favor da perseguição aos cristãos, mas sei que, na história, sempre que a Igreja foi perseguida, ela prosperou.

Na igreja da Aliança Cristã e Missionária, na qual fui criado, o maior campo missionário que a denominação tinha na década de 1970 ficava no Vietnã. Havia de 70 a 80 mil cristãos e centenas de igrejas em todo o país. Porém, em 1975, quando o Vietnã foi tomado pelos comunistas, os missionários estrangeiros foram obrigados a sair, pastores foram perseguidos e muitos ficaram anos na prisão.

Recentemente, depois da abertura política, cristãos ocidentais estão entrando no país e avaliando a situação das igrejas. Por 30 anos ficaram sem ajuda dos missionários ou apoio algum de fora. Apesar disso, a igreja no Vietnã hoje tem mais ou menos um milhão de crentes em Jesus. Por que tamanho crescimento? Tem algo a ver com a perseguição.

Muitas vezes, queremos orar para que as pessoas se livrem dos problemas quando Deus quer usar exatamente essas coisas para levá-las a ter uma mente mais voltada para o Reino, para atraí-las às coisas do Reino. Era para isso que Paulo orava.

Em favor de que Paulo orava?

Em Romanos 15.5,6, Paulo orou assim:

“Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Um pouco adiante, em Romanos 15.13, ele orou: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”.

A igreja em Roma estava começando a experimentar perseguição, e os crentes de lá estavam tentando sobreviver numa cidade hostil ao Evangelho. Mesmo assim, Paulo não orou em favor de segurança ou proteção para eles. Hoje, esses seriam os primeiros itens na nossa lista de pedidos. Pensaríamos nisso antes de qualquer outra coisa. Entretanto, Paulo orou em favor de unidade, na primeira oração, e em favor de gozo e paz na segunda. Por quê?

Nas duas orações aparecem as palavras “para que”. Dezenove orações de Paulo têm essa mesma expressão. Paulo estava orando em favor de algo “para que” outra coisa pudesse acontecer. Quando orou em favor de unidade, na primeira oração, seu objetivo final era que Deus fosse glorificado. Jesus também orou pela unidade dos discípulos em João 17: “a fim de que todos sejam um, Pai; […] para que o mundo creia que tu me enviaste” (v. 21). Jesus também disse em João 12.32: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”.

Paulo sabia que quando as pessoas de fora vissem a unidade da Igreja, seriam atraídas a Jesus Cristo em grande número. Por isso, ao invés de pedir o óbvio (proteção e segurança), ele orou com olhos do Reino: “Dá-lhes unidade para que o mundo seja atraído ao Evangelho”. Quando a Igreja está unida, algo acontece nas regiões celestiais, e pessoas são tocadas e atraídas ao Senhor.

Atualmente, há muitos pastores de igrejas e comunidades no estado de Indiana (EUA) que estão orando juntos. Em uma dessas comunidades, há pouco mais de cinco anos, eles começaram a fazer “Concertos de Oração” (campanhas específicas de oração em favor da Igreja), a cada dois ou três meses. Os pastores oravam juntos toda semana. Combinaram para um grupo de intercessores de várias igrejas se reunir em uma terça-feira por mês para orar pela comunidade. Havia muita unidade.

Depois de algum tempo, o prefeito da cidade notou o que estava acontecendo. Embora não fosse crente, foi ao grupo de pastores e disse: “Pelo que entendi, há um grupo de intercessores orando todo mês em favor da comunidade. Se eu passasse alguns pedidos, relacionados com a visão que temos para esta cidade, será que eles orariam nesse sentido?”

“Claro que orariam”, os pastores responderam. “Oraremos juntos para esses pedidos.”

A partir de então, todo mês o escritório do prefeito envia uma lista de necessidades. Quando há unidade, algo acontece que leva as pessoas a serem atraídas ao Evangelho.

Na segunda oração, em Romanos 15.13, Paulo ora para que as pessoas tenham gozo e paz no meio das tempestades, a fim de poderem transbordar de esperança. As pessoas que têm esperança no meio da angústia chamam muito a atenção de quem não tem esperança. Se alguém observa um cristão durante uma situação difícil, seja um problema de saúde, seja turbulência familiar, e vê nele confiança, paz ou até mesmo um senso de alegria, isso lhe causará profunda admiração. “Como consegue?”, perguntará. “Eu jamais teria essa paz nessa situação.” Será uma grande oportunidade para falar sobre Jesus. Deus usa essas coisas na vida das pessoas.

Nós queremos orar para livrar as pessoas dos problemas quando Deus pode querer usá-los para fazer seu Reino crescer e atrair outros ao Evangelho. Por isso, Paulo orava no sentido de que elas tivessem paz, alegria e esperança no meio dos problemas.

A oração de Paulo pelos efésios

Éfeso era o centro do culto a Ártemis ou Diana. Uma vez, quando estava lá, alguns companheiros de Paulo foram atacados por uma multidão. Paulo conhecia bem a pressão e o estresse que a igreja sentia. Porém, ao invés de orar em favor do óbvio, pedindo proteção, ele orou para que houvesse desenvolvimento e fruto espiritual na vida deles.

Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos (Ef 1.15-19).

Mais adiante, Paulo orou outra vez:

… para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus (Ef 3.16-19).

Essas são orações em favor do Reino! Indiferentemente do que a pessoa está passando, do que está acontecendo em sua vida, devemos orar para que a situação contribua para aprofundar seu relacionamento com Cristo. Paulo sempre estava orando para que o caráter das pessoas fosse mais santificado, mais semelhante a Jesus, e para que elas tivessem mais sabedoria, discernimento, vida no Espírito. Participo de muitas reuniões de oração, mas não me lembro de uma única vez em que alguém pediu o crescimento espiritual de outro cristão.

A oração de Paulo pelos filipenses

E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus (Fp 1.9-11).

Paulo quase sempre orava mais em favor do processo do que pelo resultado. Não era que não soubesse que resultado ele queria. O “para que” era justamente para descrever o fruto do processo. O resultado que queria ver na vida dos filipenses era que pudessem discernir e aprovar as coisas excelentes e viver vidas puras e inculpáveis.

Mas, exatamente em favor de que ele estava orando? Para que o amor deles aumentasse mais e mais em conhecimento e profundidade de percepção. Em outras palavras, para que amassem mais uns aos outros, que tivessem mais percepção do amor de Cristo por eles. Que conexão havia entre o que ele pediu em oração e os resultados que esperava?

O que aconteceria na sua igreja se, de repente, houvesse uma graça abundante de amor sobre toda a congregação de tal forma que cada um amasse os outros e tivesse uma profunda percepção do amor de Cristo, muito maior do que antes? O que aconteceria com as pequenas ofensas e perturbações que fazem quase todas as congregações ficarem atoladas? Ninguém ficaria mais ofendido. Ninguém atacaria o outro. As coisas seriam solucionadas rapidamente nas reuniões do conselho. As pessoas teriam disposição de ceder, sacrificariam as opiniões próprias e aceitariam as dos outros.

Se isso acontecesse numa igreja, será que viveríamos vidas mais santas e inculpáveis? Logo começaríamos a discernir as coisas mais excelentes e a viver dessa forma. Era isso que Paulo queria que acontecesse; por isso, orou para que houvesse amor.

A oração de Paulo por Filemom

Filemom, provavelmente, era um homem de negócios que hospedava as reuniões da igreja em sua casa. Paulo tivera contato com um homem chamado Onésimo, um dos escravos de Filemom que havia fugido. Onésimo tivera um encontro com Cristo e queria voltar para Filemom e acertar a vida com ele. Então, Paulo mandou uma carta pedindo a Filemom para recebê-lo de volta, para sua comunhão.

Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações […] para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (Fm 4-6).

Paulo queria que Filemom tivesse pleno conhecimento de tudo que ele possuía em Cristo. O pedido na oração era que a comunhão ou o compartilhar de sua fé fosse eficiente. Que ligação existe entre alguém compartilhar sua fé e ter pleno conhecimento de tudo que possui em Cristo? Se alguém está constantemente compartilhando o que Cristo fez em sua vida e dando glória a Deus por isso, você não acha que Deus lhe dará mais coisas para dividir com os outros? Sim, ele dará abundantemente a quem compartilha, o que fará com que ele aprenda mais e mais sobre o amor de Deus, sobre sua provisão, sua fidelidade, sua confiabilidade. Essa pessoa sempre repartirá com os outros e alcançará um conhecimento maior sobre a natureza de Deus.

Antes e depois das reuniões, geralmente ficamos em rodinhas, trocando informações e conversando sobre a semana. Raramente falamos sobre coisas espirituais. Se, nesses momentos, todos fizessem questão de dividir algo que Jesus fez em sua vida na semana anterior ou algo novo e fresco que aprenderam sobre o Senhor em seu tempo devocional, até aqueles que não estão acostumados a ver tais coisas começariam a abrir os olhos. Ao invés de considerar tais coisas meras coincidências, reconheceriam que era algo que Deus estava fazendo em sua vida e passariam a compartilhá-lo com outros. Seria emocionante estar num lugar onde todos fizessem isso. Deus seria glorificado.

Era isso que Paulo queria que acontecesse com Filemom. Ele orou para que a comunhão ou o compartilhar de sua fé fosse eficiente, pois quando isso acontece, a pessoa passa a ter uma compreensão muito maior do Cristo que está nela.

Algumas aplicações

Vimos como Paulo orava – mas precisamos mostrar como isso se aplica a nós. Vamos imaginar uma pessoa que tem o pé machucado. Eu faço parte de uma igreja que crê em cura divina, em imposição de mão e em orar pelos doentes. Se eu não receber nada específico do Senhor, revelando o que ele quer fazer no caso, vou orar pela cura dele. Mas também sei que nem sempre o Senhor cura instantaneamente. Pode ser que ele queira fazer algo diferente na vida daquela pessoa.

Talvez a pessoa doente tenha um vizinho que não conhece Jesus. Ao saber que essa pessoa com pé machucado não consegue trabalhar e está precisando de ajuda, o vizinho pode procurar servir de alguma maneira e começar a ter mais contato com o cristão incapacitado. Deus pode usar isso para alcançar a vida do vizinho. Talvez seja isso que Deus queira fazer.

Imagine também uma aluna com dificuldades na escola. Ela quer ser médica, assim como o pai. Ela quer seguir a vocação dele, não importa a dificuldade. Mas Deus pode ter outra coisa planejada para ela. Pode ser que ela não consiga entender a vontade de Deus até que enfrente dificuldades maiores no caminho.

E uma pessoa com disputa de limites entre propriedades? O vizinho quer colocar uma cerca tomando parte da propriedade do cristão. Talvez Deus queira tocar o coração do vizinho usando a reação humilde e despretensiosa do cristão.

Por isso, precisamos tomar cuidado quando recebemos pedidos de oração. Precisamos perguntar: “O que Deus quer fazer sobre isso?” Não ore de acordo com a primeira tendência óbvia: “Dá uma solução, Deus”. Pergunte: “O que Deus quer fazer para dar crescimento ao seu Reino nesta situação?”

Três princípios

Aqui estão três princípios que você pode seguir diante de uma necessidade de oração:

  1. Em primeiro lugar, não vá logo ao óbvio quando vai orar por uma necessidade. Ao invés disso, comece buscando a Deus para saber como ele quer que você ore. O que ele quer fazer na situação? Qual seria a vontade dele? Há alguma coisa que você percebe que Deus quer fazer? Existe algum “para que”? O que daria glória a Deus nesse caso? Comece a orar neste sentido.

    Creio firmemente que se criássemos um costume de buscar a Deus, de perguntar para ele como devemos orar em cada situação, se parássemos para ouvir, muitas vezes ele nos daria uma resposta clara. Mesmo que tenhamos que orar no mesmo instante, podemos criar um ambiente em que procuramos ouvir e sussurramos uma oração: “Espírito Santo, como devo orar sobre isso?”

  2. O segundo princípio é não se apressar para orar em favor do resultado. Ore em favor do processo. Ore por desenvolvimento espiritual, por fruto na vida da pessoa que tem a necessidade. Pergunte a Deus: “Que características, quais coisas o Senhor quer desenvolver nesta família? O que o Senhor quer fazer para ser glorificado nesta situação?”
  3. O terceiro princípio é: o que você pode fazer quando não sabe como orar? Você pediu orientação de Deus e não recebeu nada. Ore de acordo com a Palavra. Que promessa nas Escrituras se aplica ou pode ser usada na vida dessa pessoa? Há algum versículo que Deus está vivificando no seu coração em favor dela? Como Paulo, pense em como orar pelo crescimento espiritual da pessoa no meio da situação. Continue a buscar: “Deus, o que devo orar?”

Jonathan Graf é presidente da Church Prayer Leaders Network (Rede de Líderes de Oração na Igreja). É autor do livro “The Power of Personal Prayer” (O Poder da Oração Pessoal), disponível em inglês no site www.harvestprayer.com.

por Jonathan Graf

Onde estão nossos olhos?

“Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti.” 2Cr 20.12b

O texto acima narra a experiência do povo de Judá em um momento dramático e de grande perigo.  Os moabitas, os  amonitas e os do monte Seir se juntaram em grande número para guerrear contra o povo. Essa notícia chegou aos ouvidos de Josafá, que temeu ao perceber que sua destruição se aproximava. Entretanto, o medo que ele sentiu não o paralizou, mas o moveu a buscar a Deus e o seu socorro.

“Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.” 2Cr 20.3

Sua busca pelo Senhor não se deu sozinha – todo o povo foi conclamado a permanecer na presença de Deus. Ali o rei começou a lembrar dos grandes feitos realizados pelo Senhor no meio do seu povo. Essa atitude é chave para trazer a nossa memória todos os benefícios que nosso Deus já realizou em nossa vida (ver Salmo 103). Esquecer disso permite que o medo avance e o desânimo domine.

A oração de Josafá teve como tônica o reconhecimento de sua fraqueza; esse reconhecimento o levou a fixar os olhos em Deus. Tal oração é irresistível para o Senhor. Vejamos sua resposta:

“Dai ouvidos, todo o Judá e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá, ao que vos diz o SENHOR. Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã, descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz; encontrá-los-eis no fim do vale, defronte do deserto de Jeruel. Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o SENHOR vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR é convosco.” 2Cr 20.15-17

Deus sempre atende a oração de um coração quebrantado e que reconhece suas fraquezas,  e na verdade, todos nós, homens e mulheres, somos fracos. Quanto mais reconhecermos isso, mais paz, descanso e consequentemente, mais alegria no Senhor teremos.

Josafá creu na resposta da sua oração. Mesmo não tendo visto ainda a queda do inimigo ele e todo o povo se prostraram e louvaram ao Senhor. Enquanto faziam isso seus inimigos caiam, matando-se uns aos outros.

“Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados. Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores do monte Seir, para os destruir e exterminar; e, tendo eles dado cabo dos moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se.  Tendo Judá chegado ao alto que olha para o deserto, procurou ver a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, sem nenhum sobrevivente.” 2Cr 20.22-24

É dessa maneira que Deus age com todos os que decidem confiar nele de todo o coração, e que se humilham reconhecendo suas fraquezas. A vitória para estes é certa. Não precisam lutar a guerra, pois o Senhor guerreia por eles. Que maravilha!

Se você que está lendo está passando por situações que parecem impossíveis de serem vencidas, reconheça diante de Deus seu medo e sua incapacidade. Ele se agrada quando fazemos isso. Ele lançará por terra todos os exércitos e gigantes que se levantarem contra você. Depois que você tiver vencido, permaneça firme na vitória, declarando os feitos do Senhor em sua vida.

Um ótimo dia para você!

Lorimar


Vitória sobre fracasso na oração

Se na vida de um cristão zeloso existe pouco entusiasmo na oração, um senso de fracasso no testemunhar, a ausência de alegria e paz e, ainda, pouco prazer na Palavra, é bem possível que esteja vivendo debaixo da lei e não da graça.

Há uma grande diferença entre lei e graça. A lei exige; a graça concede. A lei ordena, porém não oferece força nenhuma para obedecer; a graça promete e executa tudo o que precisamos fazer. A lei sobrecarrega, deprime e condena; a graça conforta, fortalece e alegra. A lei apela para o ego para estimulá-lo ao desempenho máximo; a graça aponta a Cristo para fazer tudo. A lei convoca para o esforço e esgotamento e nos impele para uma meta que nunca conseguiremos atingir; a graça opera em nós toda a bem-aventurada vontade de Deus.

Em vez de lutar contra o fracasso, o primeiro passo deveria ser aceitar plenamente a derrota junto com a própria debilidade e, com essa confissão, cair desmontado diante de Deus em total impotência. É nessa posição que se aprende que, sem a libertação e a força provenientes da graça, é impossível fazer melhor do que já fez. A graça precisa fazer tudo por ele. É preciso sair do domínio da lei, do velho homem e do esforço carnal, e assumir sua posição debaixo da graça, permitindo que Deus faça tudo.

Quantas vezes temos determinado orar mais, com mais intensidade, e depois falhamos de novo! Não temos a força de vontade de alguns, que conseguem dar meia-volta e mudar os hábitos. A pressão do dever é enorme, como sempre, e temos muita dificuldade em achar tempo para orar mais. Não sentimos verdadeira alegria na oração, sem a qual é impossível perseverar; assim, somos incapazes de suplicar e clamar como deveríamos. Nossas orações, em vez de serem fonte de alegria e renovação, levam-nos a autocondenação e dúvida. Temos, por vezes, lamentado, confessado e feito resoluções, mas, para falar a verdade, não temos esperança, porque não enxergamos o caminho para qualquer mudança profunda ou permanente.

Enquanto prevalece esse espírito, há muito pouca perspectiva de progresso. Desânimo traz derrota. Nenhum ensinamento da Palavra sobre o dever, a urgente necessidade e o bem-aventurado privilégio de orar mais e com mais eficácia valerá alguma coisa enquanto não se fizer calar o sussurro secreto: não adianta, não há esperança. Nossa primeira preocupação deve ser encontrar a causa secreta do fracasso e do desespero; só então é que descobriremos como é divinamente garantida a nossa libertação.

Precisamos receber em nosso coração a promessa divina com a resposta que lhe foi dada: “Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter contigo; porque tu és o Senhor nosso Deus” (Jr 3.22). Precisamos chegar com uma oração pessoal e a fé de que haverá uma resposta pessoal. Não deveríamos começar agora mesmo a buscar semelhante resposta sobre nossa falta de oração, crendo que Deus nos ajudará: “Cura-me, Senhor, e serei curado” (Jr 17.14)?

Fraqueza e fracasso na oração são sinais de fraqueza na vida espiritual. Todos os que desejam orar com mais fidelidade e eficácia precisam descobrir que sua vida espiritual como um todo está doente e necessita de restauração. É preciso haver uma mudança radical em toda a vida e comportamento daquele que deseja que sua vida de oração, que é simplesmente o pulso do sistema espiritual, demonstre saúde e vigor.

A oração deveria ser tão simples e natural quanto a respiração ou o trabalho para um homem saudável. A relutância que sentimos e o fracasso que confessamos são a própria voz de Deus chamando-nos para reconhecer a nossa enfermidade e para ir a ele para a cura prometida. Qual é a cura para a doença cujo sintoma é falta de oração?

Não existe uma resposta melhor do que esta que se encontra nas palavras: “… pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6.14).

O grande perigo é viver debaixo da lei e servir a Deus na força da carne. Na grande maioria dos cristãos, esse parece ser o estado em que permanecem durante toda a sua vida. Aqui está a razão para a falta de santidade na vida e de poder na oração. Todos os fracassos só podem ter uma causa: os homens procuram fazer sozinhos o que só a graça pode fazer neles – e que certamente fará.

Graça não é somente perdão pelos pecados, mas poder sobre o pecado; a graça ocupa o lugar na vida que o pecado ocupava antes. Assim como o pecado reinava em nós pelo poder da morte, a graça agora reina pelo poder da vida de Cristo.

O apóstolo Paulo pinta um quadro do cristão que vive debaixo da lei, terminando no fim com estas palavras amargas: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). A resposta dele àquela pergunta é: “Graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor…” (Rm 7.25).

Isso mostra que existe libertação de uma vida escravizada por maus hábitos, contra os quais temos lutado em vão. A libertação é pelo Espírito Santo levando-nos a experimentar plenamente tudo o que a vida de Cristo pode realizar em nós: “A lei do Espírito da vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2).

A graça de Deus pode nos introduzir na liberdade do Espírito e nos manter seguros ali. Podemos ser libertos da vida miserável sob o poder do cativeiro, que não nos permitia fazer o que queríamos. O Espírito de fé em Cristo pode nos libertar do nosso constante fracasso na oração e nos capacitar nisso, também, a andar dignos do Senhor para agradá-lo em tudo.

Ó, não se desespere, não desanime! O que é impossível para o homem é possível para Deus! Aquilo que você não vê possibilidade de fazer, a graça fará. Confesse sua enfermidade; confie no Médico; tome posse da cura; faça a oração da fé: “Cura-me Senhor, e serei curado” (Jr 17.14). Você também pode tornar-se um homem ou uma mulher de oração, e fazer a súplica que “muito pode por sua eficácia” (Tg 5.16).

Fonte: Arauto Ano 26 nº 2

Obs.: As imagens não fazem parte do texto original.

A Oração Simples

Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração.

O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão “coisa alguma” inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida.

Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar “é legítimo pedir isso a Deus?” ou “será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?”. Simplesmente orar.

A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele.

O maior fruto da oração não o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz.

O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.

Autor: Ed René Kivitz

Fonte: http://www.preciosasemente.com.br/mostra-artigos.php?artigo=81

Ore pela Igreja no Laos

Cristãos expulsos de vilarejo sofrem de diversas enfermidades

LAOS (9º) – Apesar das garantias de liberdade religiosa feitas por oficiais em março, os cristãos laosianos que foram expulsos de seu vilarejo na província de Saravan em janeiro estão sofrendo com a falta prolongada de alimento e água limpa.

A falta de recursos básicos causou diarreia, desidratação, infecções nos olhos e na pele, desmaios e fraqueza nos cristãos expulsos do vilarejo Katin, sendo que uma pessoa já morreu.

Um cristão, conhecido pelo nome de Ampheng, faleceu subitamente em abril enquanto orava por outros cristãos que estavam hospitalizados com doenças causadas pelas condições em que eles têm vivido. A causa exata da morte de Ampheng não é conhecida.

Expulsos de seu vilarejo por homens armados no dia 18 de janeiro por não renunciarem a sua fé, os 48 cristãos foram forçados a construir abrigos temporários na beira da floresta, a seis quilômetros do vilarejo.

Até agora, eles têm sobrevivido com alimentos encontrados na floresta e água de um poço cavado à mão, e que não é apropriada para consumo.

No início de maio, os oficiais do distrito deram permissão para que os cristãos voltassem ao vilarejo Katin, e pegassem arroz com seus familiares, para que não morressem de fome. Alguns cristãos voltaram para cuidar dos campos de arroz, com medo de que, se as plantações ficassem completamente abandonadas, eles perdessem o direito de cultivá-las no próximo ano. No entanto, os veículos anfíbios, essenciais para o trabalho na fazenda, foram confiscados em janeiro, juntamente com os documentos e as casas dos cristãos.

Quando eles enterraram Ampheng no local separado para enterros, os oficiais os multaram por não apresentarem o documento de posse de terra.

Recentemente, o chefe do vilarejo Katin alertou outros moradores de que seus pertences pessoais seriam confiscados se eles tivessem contato com os cristãos que foram expulsos. Se alguma família insistir apesar dos diversos avisos, as casas deles seriam demolidas.

As reações dos oficiais aos apelos dos cristãos têm sido variadas. Em março, uma delegação de oficiais do distrito e da província visitaram os cristãos na floresta e garantiram que eles têm o direito legal de adotar a religião de sua escolha e viver em qualquer lugar do distrito.

No entanto, alguns dias depois, o chefe do distrito, identificado apenas como Bounma, intimou sete cristãos em seu escritório, dizendo que não iria tolerar a existência do cristianismo nas áreas de sua jurisdição.

Missão Portas Abertas

Fonte: Compass Direct

A oração da mulher cananéia

E eis que uma mulher cananéia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, aproximando-se, rogaram-lhe: Despede-a, pois vem clamando atrás de nós. Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã. (Mt 15.22-28)

Estava hoje lendo esta passagem de Mateus onde é narrado o diálogo de Jesus com uma mulher cananéia. De acordo com o texto a mulher estava profundamente angustiada em função da filha que se encontrava horrivelmente endemoninhada. A mulher não era judia, entretanto ela reconheceu Jesus como o Filho de Davi, o Messias. O único que poderia libertá-la do peso que ela estava carregando.

Vejamos como ela agiu nesta situação:

Primeiro ela reconheceu Jesus como Senhor. Este é o primeiro passo que se deve dar para se achegar a ele.

Depois ela clamou para que ele atentasse para sua miséria (tem compaixão de mim) usando a mesma expressão dos dois cegos que foram curados por Jesus (Mt 9.27).

Jesus ouvia e não falava nada. Pode parecer que ele estava sendo indiferente, mas imagino que ele também estava sofrendo a dor daquela mãe. Para os discípulos aquela cena se mostrava perturbadora. Eles estavam incomodados com o clamor da mulher, ao ponto de pedirem a Jesus para dispensá-la. Era realmente um grande clamor, com gritos e choro. Algum de nós está nesta situação? Se a resposta for sim, o clamor deve continuar até chegar a resposta. Não podemos impressionar ou chamar a atenção de Deus com orações desinteressadas.

Depois da reclamação dos discípulos, Jesus responde à mulher, lembrando-a da sua condição gentia. Ela passa então para o estágio da adoração. Ela o adora e continua clamando por socorro. Jesus mais uma vez argumenta, mas ela insiste no clamor. Neste momento o Senhor exclama: Ó mulher, grande é a tua fé! Que testemunho maravilhoso! Ela impressionou a Deus, tocou os céus. Recebeu o que buscava (Mt 7.7-8). Nem mesmo Pedro pode ouvir tal palavra do Senhor (Mt 14.31).

E quanto a nós? Temos “incomodado” a Deus com nossas orações? Temos sido insistentes e perseverantes? Há muitas coisas que o Pai Celestial gostaria de dar aos seus filhinhos e filhinhas, mas não dá por que esses não pedem com real interesse. Há muitas orações que não passam de ritual, e que não geram relacionamento. Temos na mulher cananéia um grande exemplo que Deus deseja que sigamos. Cheguemos também a ele em inteira certeza de fé.

Lorimar