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É Possível Mudar o Curso de uma Nação?

Este artigo, extraído do livro “Holiness” (Santidade), publicado em 2003, foi escrito para os cristãos dos Estados Unidos. Como as verdades expostas aqui se aplicam para qualquer nação, nos trechos onde o autor se refere aos Estados Unidos, colocamos “Brasil” ou “mundo ocidental”.

Deus está chamando seu povo para se voltar a ele e ser um Caminho Santo (Is 35.8), por intermédio do qual ele possa chegar a este mundo perdido. Porém, se quisermos nos tornar um caminho santo, primeiro precisaremos compreender as implicações do pecado. E isso requer que vejamos o pecado da perspectiva de Deus. Precisamos edificar um relacionamento com Deus de tal forma que nossas vidas sejam um caminho para Deus alcançar toda a nação, trazendo um grande avivamento no meio do próprio povo do Senhor e um poderoso despertamento espiritual no coração de quem não o conhece.

 

Há uma profunda urgência no meu interior com relação a isso que tem pelo menos dois focos principais. Em primeiro lugar, se estou compreendendo as Escrituras corretamente, Deus promete julgar toda nação que deixar de seguir a direção dele. Pode bem ser que já estejamos sentindo os efeitos do princípio desse juízo divino.

 

Para encontrar os primeiros movimentos de afastamento de Deus por parte das igrejas e dos líderes nacionais, é necessário voltar para o princípio da década de 1960. É como se Deus tivesse removido sua cerca de proteção (veja Jó 1.10) das sociedades ocidentais a partir daquela época. Houve um princípio de licenciosidade desenfreada que veio aumentando de lá para cá. Parece não ter surgido nenhuma iniciativa capaz de impedir a crescente maré de injustiça na sociedade. As igrejas têm sentido os efeitos disso e, em certa medida, têm andado na mesma direção, afastando-se cada vez mais do Caminho Santo. Com o desmoronamento da cerca de proteção divina, estamos experimentando as consequências do nosso próprio pecado.

 

Há uma urgência nas Escrituras quando Deus diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

 

Essa tremenda passagem indica claramente que a redenção de uma nação depende do arrependimento do povo de Deus. A salvação da nação tem pouco a ver com os políticos na capital ou com os diretores de cinema ou dos canais de televisão – tem a ver com o povo de Deus!

 

Se o povo de Deus não discernir que o problema está com eles, então o Brasil (ou qualquer outra nação) terá poucas chances de avivamento ou sobrevivência. Por isso, compreendendo cada vez mais o que Deus está dizendo em sua Palavra, sinto uma profunda urgência de que estamos mais próximos ao iminente juízo de Deus na nossa nação do que estivemos no ano passado.

 

Avivamento e Oração

Você acredita que quando o povo de Deus ora Deus ouve, responde e efetua uma profunda transformação? Você está ajudando sua família e as pessoas na sua igreja a orarem em favor do estado espiritual da própria vida e da vida dos familiares, dos membros da igreja e de toda a nação?

 

Lembre que Deus disse: “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16.9). Ele também disse: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16). Jesus disse: “E tudo quanto pedirdes em meu nome [em coerência com tudo que vos ensinei], isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13).

 

Com promessas como essas – que têm o poder de mudar o curso da história de uma nação –, o que você tem feito da oração em sua própria vida, em seu casamento, em sua família, igreja ou denominação?

 

Se um avivamento no Brasil dependesse da sua vida de oração, haveria um avivamento? Se você é obrigado a responder: “Se depender da minha oração, não”, então você precisa mudar sua vida de oração. Renovar sua vida de oração é uma simples questão de escolha pessoal. Sua vida é o produto de escolhas feitas por você, e sua igreja é o produto de escolhas feitas por ela. Sua reunião de oração é um espelho das escolhas feitas pela igreja. Sua nação reflete as escolhas feitas pelo povo de Deus em relação ao seu relacionamento coletivo com Deus.

 

É daí que vem a urgência de uma mensagem como esta. Creio que há muito em jogo aqui. Na realidade, o que está em jogo é a eternidade para muitas pessoas nesta nação. Mas só na sua igreja há pessoas suficientes – se estiverem sérias com Deus – para mudar o curso da nação.

 

No cenáculo, havia apenas 120 pessoas, mas estavam totalmente rendidas a Jesus Cristo (At 1.15). Deus usou esse pequeno grupo para transtornar todo o Império Romano (At 17.6). Em 1904, Deus usou um jovem do País de Gales, chamado Evan Roberts. Deus o quebrantou e sacudiu durante um período de oração – juntamente com várias outras pessoas que estavam orando em outras partes do país – e o resultado foi que 100 mil pessoas nasceram de novo pela fé em Jesus Cristo, num espaço de apenas seis meses. Esse grande avivamento de 1904 começou com oração. Milhares de pessoas saíram para o campo missionário. Com apenas 26 anos, Roberts ficou intensamente focado em oração e avivamento – e isso produziu um grande movimento missionário.

 

O que Deus poderá fazer por meio de sua vida? Você percebe como o Brasil carece de um poderoso toque da mão de Deus? Você acredita que Deus poderia fazer algo por meio de sua vida, assim como já o fez com tantos outros instrumentos dele na história? Você estaria disposto a tomar o tipo de decisão que Deus requer para ser esse tipo de pessoa? Sua resposta ao ler este artigo será um reflexo das escolhas que já tem feito com relação ao seu Senhor.

 

A Urgência da Hora

Há uma segunda razão pela urgência de ser completamente rendido a Deus neste momento atual da história. Eu creio que podemos ser a geração que estará viva quando o Senhor Jesus voltar. Creio que Deus pode estar chamando agora a última geração de pessoas que irão com ele em missão até os confins da Terra.

 

Quase todos os líderes que tenho encontrado nos últimos anos – tanto pastores de igrejas locais, quanto líderes de grupos ministeriais ou de denominações – estão falando a mesma coisa: acreditam de todo o coração que podemos ser a geração que receberá o Senhor Jesus de volta para esta Terra.

 

Já que o Pai sabe o tempo, o dia e a hora em que dirá: “Basta, não haverá mais demora; meu Filho voltará nas nuvens, o juízo começará e a eternidade será inaugurada”, você não acha que ele pode estar gerando uma urgência no coração de seu povo nas igrejas? Ele sabe que a hora está avançada e que há pouco tempo para as pessoas responderem ao seu chamado.

 

Você acredita que ficaremos face a face com nosso Senhor para prestarmos contas a ele pela forma como temos conduzido nossa vida? Você não concorda que o Pai, sabendo a hora da Segunda Vinda, já pode ter dado a ordem ao Espírito Santo para levar seu povo a entender a urgência da hora de forma que, quando as pessoas ouvirem a Palavra de Deus, sintam uma urgência diferente no coração? Ele quer impactar-nos com a verdade de que investir a vida neste mundo que logo passará é muito menos importante do que investi-la no Reino que jamais passará.

 

Deus está despertando o coração de crianças, jovens, universitários e até adultos em meio de carreira, chamando-os para missões como nunca antes. Recentemente, o conselho de uma organização missionária recebeu mais de 9 mil consultas de pessoas interessadas em trabalhar para Jesus no exterior. Há poucos anos, somente na Convenção Batista do Sul, nos Estados Unidos, mais de 300 mil pessoas se candidataram para trabalhos voluntários em missões dentro e fora do país. É muito provável que em poucos anos esse número cresça para 500 mil pessoas, envolvidas em missões por toda parte, até os confins da Terra.

 

Tenho ouvido muitos testemunhos nos últimos anos dizendo mais ou menos isto: “De maneira surpreendente, Deus tocou meu coração e levou-me a participar de uma viagem missionária. Nunca sonhei que estaria numa missão em outra parte do mundo, mas algo tremendo aconteceu, e eu fui. Depois disso, nunca mais fui o mesmo.”

 

Esse levantamento de voluntários está acontecendo no meio do povo de Deus, por toda parte. Não creio que seja algo acidental. Creio que tem a marca da mão de Deus, e que está relacionado com a proximidade da volta de Cristo. Por causa desses tempos urgentes, precisamos estar diante de Deus e da sua Palavra e ver as coisas da perspectiva dele.

 

Da Cabeça para o Coração

Não é suficiente Deus falar com você pela Palavra, porque mesmo que você tivesse todo o conhecimento intelectual do mundo, isso não transformaria sua vida. Porém, a partir do momento em que aquilo que você conhece na cabeça atinge o coração, você não conseguirá descansar de dia ou de noite enquanto Deus não fizer a verdade tornar-se prática e real.

 

Já ouvi muitas pessoas dizerem: “Eu creio que Jesus é o Filho de Deus. Creio que ele é o Salvador dos homens”. Toda a verdade que temos na nossa cabeça é também acreditada pelos demônios no inferno; mesmo assim, eles estão um passo à nossa frente. Pelo menos, eles tremem diante daquilo que sabem. Eles sabem que Jesus morreu pelos pecados do mundo; sabem que ele era o imaculado Filho de Deus e que foi ressuscitado dos mortos. Sabem que o poder que levantou Jesus da morte foi dado a cada pessoa que crê. Sabem que ele está intercedendo por nós e que em breve voltará.

 

Eles acreditam em cada uma dessas verdades que temos na cabeça – e ainda tremem diante delas! A diferença entre os demônios e nós acontece quando tiramos as verdades da cabeça e deixamo-las atingir o coração. Aí não conseguimos descansar noite ou dia enquanto aquilo que nos foi revelado na Palavra não começa a ser experimentado na vida.

 

Há um texto em 2 Coríntios que tem causado um impacto incrível na minha vida este ano. Diz o seguinte: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Co 1.20). No momento em que você se uniu a Jesus por meio da obra redentora de Deus na morte do Filho na cruz, cada promessa que Deus já fez na Bíblia tornou-se “sim” para você. Provavelmente, você leitor já saiba disso na cabeça, mas quero lhe dizer como saber se essa verdade já atingiu o coração. Saber no coração que o texto acima é verdadeiro deveria levar você a buscar intensamente toda promessa que Deus já deu em sua Palavra, a fim de poder experimentá-la na prática e conhecer a realidade contida nela.

 

Se essa verdade estiver somente na cabeça, não mudará coisa alguma em sua vida. Mas quando você ouvir as palavras benditas do nosso Senhor: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (Jo 14.12), e essa verdade atingir seu coração, sua vida nunca mais será a mesma.

 

Você pode imaginar como o curso de seu país mudaria se tão-somente acreditássemos nessa única promessa de todo o coração? E, além dela, temos centenas de outras promessas na Palavra de Deus. Você tem permitido que aquilo que ouve na cabeça desça trinta centímetros para o coração e comece a mudar sua maneira de viver?

 

Você e eu temos o maior potencial do mundo de fazer uma diferença, porque Deus nos tem dado suas promessas. Ele disse que agiria diante da nossa resposta: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros” (Tg 4.8). Por que, então, não nos aproximamos de Deus, continuando firmes nessa direção até que Deus, de fato, chegue-se a nós, transformando tudo em nós e à nossa volta pela sua presença?

 

Você não consegue ficar na presença de Deus e continuar igual. Seria simplesmente impossível. Este texto, “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros”, é simples mas profundo.

 

Você está pegando as promessas de Deus e tomando uma posição de buscá-lo até que a vida dele se manifeste em você exatamente conforme prometeu? A tragédia é que muitos filhos de Deus sabem que estão vivendo exatamente como vivem as pessoas no mundo – e não ficam incomodados! Você sabia que incomoda Deus profundamente o fato de vivermos do nosso jeito e não do jeito dele? Para alguém que faz parte do povo de Deus, seguir o próprio caminho é pecado.

 

A Escritura diz: “… e tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm 14.23). Esclarece ainda mais: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando” (Tg 4.17). Em outro lugar: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). Uma das leis é esta: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2). Ver seu irmão com uma carga pesada e não ajudá-lo a carregá-la – isso é pecado e entristece o coração de Deus.

 

Não há nada que pesa mais no coração de Deus, conforme o que vejo nas Escrituras, do que o pecado no coração e na vida do povo dele. Por isso, creio que precisamos ver o pecado da perspectiva de Deus – e não da nossa. Como Deus vê o pecado? De acordo com a Bíblia, é não atingir a exigência de Deus. Isso é pecado.

 

“Ah”, você pode responder, “eu sou apenas humano.” Não, você não é; você é habitado pelo Deus Todo-poderoso, se é que nasceu de novo! Antes, você era um mero humano, mas agora é um filho do Rei dos reis, um templo de Deus, e sua vida não lhe pertence. Agora, é Cristo que vive em você.

 

Não foi isso que Paulo afirmou? “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19,20). Não era apenas linguagem figurada, era um fato. Porém, de acordo com o meu entendimento, saber disso e resistir a Deus é pecado.

 

De acordo com a definição de 1 João 3.4, “pecado é a transgressão da lei” (ou rebeldia). Rebeldia é quando sabemos o que Deus diz e escolhemos não obedecer. Eu costumo dizer que as duas palavras que não combinam são não e Senhor. Uma das duas precisa ser eliminada. Se ele é Senhor, não há possibilidade de responder não. Você não pode chamá-lo Senhor sem dizer sim para ele. Deus está procurando filhos que respondam sempre “sim, Senhor”.

 

por Henry Blackaby

 

Fonte: http://www.oarautodasuavinda.com.br/?modulo=materia&id=262

 

A igreja no Irã – perseverança e fé de duas jovens

Jovens cristãs são inocentadas de todas as acusações
Marzieh Amirizadeh e Maryam Rostampour

IRÃ (2º) – Após 14 meses de sua prisão por suas atividades cristãs, Maryam Rostampour e Marzieh Amirizadeh foram inocentadas de todas as acusações contra elas. No entanto, as autoridades iranianas alertaram que futuras atividades cristãs no Irã terão consequências sérias.

No sábado, dia 22 de maio de 2010, as jovens deixaram o Irã e chegaram em segurança a outro país. Sam e Lin Yeghnazar, fundadores do ministério Elam e pais espirituais de Maryam e Marzieh, as encontraram no aeroporto. Foi uma reunião emocionante.

“Ficamos muito felizes ao reencontrá-las. Agora, queremos vê-las descansadas e recuperadas”, afirma Lin Yeghnazar.

Maryam e Marzieh querem agradecer a todos os cristãos que oraram por elas. “Somos muito gratas a todos que oraram por nós. Não tenho dúvidas de que Deus ouviu a oração do seu povo”, disse Marzieh. “Acredito que nossa prisão e nossa liberação aconteceram no tempo e plano exatos de Deus, e foram para Sua glória. Mas as orações nos encorajaram e nos sustentaram durante essa provação”, acrescentou Maryam.

As duas jovens mostraram muita coragem, ousando dizer ao juiz que elas nunca negariam sua fé em Cristo. Quando Sam Yeghnazar contou para elas que esse exemplo encorajou centenas de pessoas em todo o mundo, elas responderam: “Somos seres humanos frágeis, com muitas fraquezas. Que toda a honra e glória sejam ao Senhor, que nos guardou e nos usou, apesar de não sabermos por que Ele nos escolheu. Toda a glória seja dada a Ele”.

Maryam e Marzieh foram presas em março de 2009 por causa de sua fé em Cristo, e foram muito pressionadas para negar Jesus. Elas enfrentaram diversos interrogatórios, semanas de confinamento na solitária, e condições precárias na prisão. Ambas ficaram muito doentes durante o período de encarceramento e não receberam o tratamento médico necessário, o que aumentou o sofrimento.

Apesar de tudo isso, elas permaneceram fiéis a Jesus Cristo, e não o negaram. Depois de receberem a liberdade condicional em novembro de 2009, elas aguardaram seis meses até que o caso fosse ouvido no tribunal.

“Vimos o Senhor realizar milagres muitas vezes. Ele nos sustentou e nos abençoou na prisão, e também durante o período de espera pela audiência final”, declara Marzieh.
Tradução: Missão Portas Abertas

Ore pela Igreja no Laos

Cristãos expulsos de vilarejo sofrem de diversas enfermidades

LAOS (9º) – Apesar das garantias de liberdade religiosa feitas por oficiais em março, os cristãos laosianos que foram expulsos de seu vilarejo na província de Saravan em janeiro estão sofrendo com a falta prolongada de alimento e água limpa.

A falta de recursos básicos causou diarreia, desidratação, infecções nos olhos e na pele, desmaios e fraqueza nos cristãos expulsos do vilarejo Katin, sendo que uma pessoa já morreu.

Um cristão, conhecido pelo nome de Ampheng, faleceu subitamente em abril enquanto orava por outros cristãos que estavam hospitalizados com doenças causadas pelas condições em que eles têm vivido. A causa exata da morte de Ampheng não é conhecida.

Expulsos de seu vilarejo por homens armados no dia 18 de janeiro por não renunciarem a sua fé, os 48 cristãos foram forçados a construir abrigos temporários na beira da floresta, a seis quilômetros do vilarejo.

Até agora, eles têm sobrevivido com alimentos encontrados na floresta e água de um poço cavado à mão, e que não é apropriada para consumo.

No início de maio, os oficiais do distrito deram permissão para que os cristãos voltassem ao vilarejo Katin, e pegassem arroz com seus familiares, para que não morressem de fome. Alguns cristãos voltaram para cuidar dos campos de arroz, com medo de que, se as plantações ficassem completamente abandonadas, eles perdessem o direito de cultivá-las no próximo ano. No entanto, os veículos anfíbios, essenciais para o trabalho na fazenda, foram confiscados em janeiro, juntamente com os documentos e as casas dos cristãos.

Quando eles enterraram Ampheng no local separado para enterros, os oficiais os multaram por não apresentarem o documento de posse de terra.

Recentemente, o chefe do vilarejo Katin alertou outros moradores de que seus pertences pessoais seriam confiscados se eles tivessem contato com os cristãos que foram expulsos. Se alguma família insistir apesar dos diversos avisos, as casas deles seriam demolidas.

As reações dos oficiais aos apelos dos cristãos têm sido variadas. Em março, uma delegação de oficiais do distrito e da província visitaram os cristãos na floresta e garantiram que eles têm o direito legal de adotar a religião de sua escolha e viver em qualquer lugar do distrito.

No entanto, alguns dias depois, o chefe do distrito, identificado apenas como Bounma, intimou sete cristãos em seu escritório, dizendo que não iria tolerar a existência do cristianismo nas áreas de sua jurisdição.

Missão Portas Abertas

Fonte: Compass Direct

A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na China

CHINA (13º)

Na 13ª posição da Classificação de países por perseguição, a China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta. A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto.

Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela Igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país.

Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.

A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques.

Motivos de oração

1. Louve a Deus pelo assombroso crescimento da Igreja. Ore para que a perseguição seja atenuada, para que materiais de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o avanço de heresias.

2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e pastores chineses que enfrentam noites de insônia, separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem.

3. O crescimento econômico chinês é visto como um grande desafio para a Igreja. Os cristãos chineses julgam que a perseguição é uma bênção. A principal preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos cristãos.

4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado, porém muitos são capazes de pregar e formar igrejas dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente que são até confinados na solitária para evitar que preguem o evangelho.

5. A Igreja sofre com a grande falta de unidade. Muitos líderes das igrejas registradas e das não-registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas não-registradas estão em pecado por agir contra o governo. Ore para que estas divisões entre os líderes sejam eliminadas e haja reconciliação entre eles.

6. A China sofre com a falta de recursos para a evangelização. Louve a Deus pelas muitas ferramentas de evangelismo que são levadas ao país todos os anos. Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos convertidos por cópia distribuída. Ore para que a quantidade de materiais levados ao país aumente.
Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Portas Abertas

Classificação de países por perseguição à Igreja 2010

Cresce a cada ano a perseguição à Igreja do Senhor, mas numa proporção ainda maior cresce a influência do Evangelho entre as nações – muitas vidas tem sido alcançadas.

 De acordo com a palavra do Senhor, bem-aventurados são aqueles que são perseguidos por amor a ele (Mt 5.10-12). Entretanto, estes muitos irmãos e irmãs ao redor do mundo precisam de nossas orações e encorajamento para permanecerem firmes na fé e se livrarem dos laços opressores. Além de orar podemos contribuir financeiramente, enviar cartas, ou até mesmo visitar o local onde a perseguição ocorre. Se nos colocarmos à disposição do Senhor teremos sua intrução acerca do que fazer.

No amor de Jesus Cristo

Lorimar

 

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A Classificação de países por perseguição é uma lista na qual os países são classificados segundo o grau de intolerância para com o cristianismo. Seu objetivo é informar a reação dos países ao evangelho e acompanhar aqueles em que a perseguição está se tornando mais intensa.Faça aqui o download do mapa
 
PERFIL DE PAÍSESANÁLISECOMO É FORMADACLASSIFICAÇÃO 2009

OS 10 PRIMEIROS
(Assista ao vídeo)
 Fonte: http://www.portasabertas.org.br/classificacao/

Cristãos perseguidos – e se fosse você?

Você já parou para pensar como seria…

… não poder frequentar livremente sua igreja?

… ter o receio de um culto ser invadido por extremistas ou policiais, e você acabar preso?

… ter algum membro de sua família morto ou levado para um campo de trabalho forçado simplesmente porque ele declara amar Jesus?

A Missão Portas Abertas tem pensado nisso, e quer convidá-lo a refletir também. Por isso, o nosso tema para 2010 é Cristãos Perseguidos. E se fosse você?

Ele tem o objetivo de levar a Igreja brasileira a refletir durante o ano sobre a realidade que os cristãos perseguidos enfrentam e qual o papel que exercemos para amenizar as lutas desses irmãos.

Pense: e se fosse você? Como reagiria?

Deixe aqui seu comentário sobre esse assunto. Conte-nos alguma experiência em que a Igreja Perseguida inspirou você a agir diferente. Compartilhe algum testemunho deles que tenha impactado sua vida.

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/temadoano/