Arquivo da categoria: comunhão

É a Tua vontade?

Li uma história acerca de um irmão que foi ao consultório de um médico cristão com o objetivo de lhe vender alguns livretos que ele mesmo tinha escrito. Ao chegar ao consultório ele teve que esperar algum tempo até que o médico pudesse atendê-lo. Ao ser atendido ele começa a apresentar com entusiasmo seu trabalho; o médico o ouve atentamente. Ao final ele faz uma simples pergunta ao irmão: “Por que você está escrevendo este material?” Ele responde: “Meu objetivo ao escrever este material é proporcionar maturidade espiritual aos que o lêem.”. “Resposta errada”, diz o médico. “Não estou interessado em seus livretos.” E explica por que: “Se você me falasse que foi Deus quem te mandou escrever estes livretos eu compraria todos eles.”
Não precisa falar mais nada não é mesmo? Este médico sabia que se Deus não for o originador de nossas motivações, de nada adianta nosso esforço. Este é um ponto fundamental na vida cristã, e que separa cristãos frutíferos daqueles que se movem pelo ativismo. Se pararmos para pensar, vemos que a maioria de nossos projetos e planos tem origem na carne; na edificação do “eu”. Por isso precisamos pedir ao Senhor que sonde profundamente nossos corações, para achar a vontade de Deus e a motivação correta. Isso certamente não é fácil, e requer basicamente disciplina em duas coisas: Oração e meditação nas Escrituras.
Jesus é nosso maior exemplo no aspecto de buscar atentamente a vontade do Pai. Ele dizia: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4:34). A vontade de Deus era Seu alimento diário; Ele se fartava deste alimento, Sua fonte de energia e poder. Busquemos também esta comida que nos nutre por completo.

Lorimar

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Com o que devemos sonhar?

Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” Salmo 17.15

É próprio do ser humano sonhar em alcançar coisas; alguns sonham em ter mais dinheiro para acabar com as dificuldades financeiras, outros sonham com o amor da sua vida; ainda outros sonham com uma vida de paz e saúde. Mesmo que tudo isso seja alcançado fica faltando o sonho que mais agrada o coração de Deus: Ser como Ele é.

Esse é o sonho de Davi, relatado no salmo 17.15. Sem esse desejo de crescer em semelhança com Deus a vida perde seu verdadeiro sentido.

Que venha ser esse o nosso sonho neste ano que se inicia, e que esse sonho cresça cada vez mais até ao ponto de ocupar incessantemente nosso coração e nossa mente.

Que Deus encha abundantemente sua vida.

No amor de Jesus Cristo,

Lorimar

Orientações Para Odiar o Pecado – Richard Baxter

“O senso da presença de Deus irá reviver em nós o senso da malignidade do pecado”

I. Orientação – Se esforce tanto para conhecer a Deus quanto para ser afetado pelos Seus atributos. Viva sempre diante Dele. Ninguém pode conhecer o pecado perfeitamente porque ninguém pode conhecer Deus perfeitamente. Você não pode conhecer o pecado mais do que você conhece a Deus, contra quem o seu pecado é cometido; a malignidade formal do pecado é relativa, pois é contra a vontade e os atributos de Deus. O homem piedoso tem algum conhecimento da malignidade do pecado porque ele tem algum conhecimento do Deus que é ofendido pelo mesmo. O ímpio não tem um conhecimento prático e prevalente da malignidade do pecado porque eles não têm um conhecimento de Deus. Aqueles que temem a Deus temerão o pecado; aqueles que em seus corações são irreverentes e impertinentes para com Deus, serão, em seus corações e em suas vidas, a mesma coisa para com o pecado; o ateísta, que acha que não existe Deus, também acha que não há pecado contra Ele. Nada no mundo inteiro irá nos mostrar de maneira tão simples e poderosa a maldade do pecado, do que o conhecimento da grandeza, bondade, sabedoria, santidade, autoridade, justiça, verdade, e etc., de Deus. Portanto, o senso da Sua presença irá reviver em nós o senso da malignidade do pecado.

II. Orientação – Considere bem o ofício de Cristo, Seu sangue derramado e Sua vida santa. Seu ofício é expiar o pecado e destruí-lo. Seu sangue foi derramado por ele. Sua vida o condenou. Ame a Cristo e você odiará o que causou Sua morte. Ame-O e você irá amar ser feito à imagem Dele, e odiará aquilo que é tão contrário a Ele.

III. Orientação – Pense bem o quão santo é a obra e o ofício do Espírito Santo, e quão grande misericórdia isto é para nós. Irá o próprio Deus, a luz celestial, descer a um coração pecaminoso para iluminá-lo e purificá-lo? E ainda devo manter minha escuridão e corrupção, em oposição a essa maravilhosa misericórdia? Embora nem todo pecado contra o Espírito Santo seja uma blasfêmia imperdoável, tudo é ainda mais agravado por meio disso.

IV. Orientação – Considere e conheça o maravilhoso amor e a misericórdia de Deus, e pense no que ele tem feito por você e você odiará o pecado, e terá vergonha dele. É um agravamento do pecado até mesmo para a razão comum e a ingenuidade, que devemos ofender um Deus de infinita bondade que encheu nossas vidas de misericórdia. Você será afligido se você tem injustiçado um extraordinário amigo; seu amor e sua bondade virão aos seus pensamentos e você sentirá raiva de sua própria maldade. De um lado veja a grande lista das misericórdias de Deus pra você, para sua alma e seu corpo. Do outro, observe satanás, escondendo o amor de Deus de você, e tentando você debaixo de uma pretensa humildade de negar Sua grande e especial misericórdia; procurando destruir seu arrependimento e humilhação escondendo também o agravamento do seu pecado.

V. Orientação – Pense no propósito da existência da alma humana. Para que ela fora criada? Para amar, obedecer, e glorificar nosso Criador; e você verá o que é o pecado, pois ele perverte e anula esse propósito. Quão excelentemente grande e santa é a obra para o qual fomos criados e chamados para fazer! E deveríamos desonrar o templo de Deus? E servir ao diabo em sua imundície e tolice, quando deveríamos receber, servir, e glorificar nosso Criador?

 

Como Achar o Mapa da Vontade de Deus

Somos pessoas que “fazem”. Sempre queremos estar fazendo alguma coisa. Por isso, a ideia de fazer a vontade de Deus empolga muita gente. De vez em quando, ouvimos alguém dizer: “Não fique aí parado; faça alguma coisa”. O problema é que a maioria das pessoas e das igrejas está tão ocupada tentando ajudar Deus a executar seus propósitos, que ele não consegue manter a atenção delas por tempo suficiente para mostrar-lhes o que ele realmente quer que façam. Geralmente nos desgastamos realizando coisas que, no fim, têm muito pouco valor para o Reino.

Creio que Deus está clamando e gritando para nós: “Não encham o tempo de vocês fazendo ‘alguma coisa’ só para não ficarem parados. Parem um pouco! Estabeleçam um relacionamento de amor comigo. Procurem conhecer-me. Ajustem sua vida a mim. Deixem-me amá-los e revelar-me à medida que faço minha obra por seu intermédio”. Chegará um tempo em que ele nos chamará a “fazer”, mas não podemos pular o relacionamento. O relacionamento com Deus precisa vir primeiro.

Jesus disse: “Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Você crê nele? Sem ele, você nada pode fazer. Isso é sério. Se você está num período infrutífero hoje, pode ser que esteja tentando fazer sozinho coisas que Deus não iniciou.

Observe o que Jesus disse a respeito daqueles que ficaram exaustos tentando fazer as coisas com o próprio esforço: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

Um jugo é um instrumento feito para que dois bois trabalhem juntos. O convite de Jesus é para que você entre com ele no jugo em que ele já está – ou seja, que se envolva na obra dele (obra de Deus). Quando você atua onde ele já está atuando, ele realiza sua obra com você e por seu intermédio de tal forma que o jugo se torne suave, e o fardo, leve.

Deus está interessado em um relacionamento de amor

O plano de Deus é ter um relacionamento de amor com você. Temos problemas quando pedimos que ele nos diga se devemos ser um empresário cristão, um diretor de música, um diretor de escola, um pastor ou um missionário. Ou quando queremos saber se ele nos quer em nosso próprio país, no Japão ou no Canadá. Normalmente, Deus não dá uma tarefa permanente e deixa você lá para sempre. Sim, você pode ser colocado em um trabalho no mesmo lugar por um longo período; mesmo assim, porém, receberá tarefas específicas de Deus todos os dias.

Ele chama você para um relacionamento em que ele é o Senhor – em que você deve se dispor a fazer e ser qualquer coisa que ele escolher. Se fizer isso, Deus poderá levá-lo a fazer e ser coisas que você jamais imaginou. Porém, se não segui-lo como Senhor, você poderá ficar preso a um trabalho ou a uma tarefa e perder aquilo que Deus queria fazer por seu intermédio. Já ouvi pessoas dizendo coisas do tipo: “Deus me chamou para ser… Por isso, essa outra coisa não pode ser da vontade dele”. Ou: “Meu dom espiritual é… Por isso, esse ministério não pode ser a vontade de Deus para mim”.

Deus nunca lhe dará uma tarefa sem, ao mesmo tempo, capacitá-lo para concluí-la. É exatamente isso que constitui um dom espiritual: a capacitação espiritual para executar uma tarefa dada por Deus.

Entretanto, você não deve concentrar a atenção em seus talentos, habilidades e interesses para descobrir a vontade de Deus. Já ouvi muitas pessoas dizerem: “Eu realmente gostaria de fazer tal coisa; portanto, essa deve ser a vontade de Deus para mim”. Esse tipo de resposta procede de um coração centrado em si mesmo. Ao invés disso, devemos centralizar-nos em Deus.

Um coração centrado no Senhor tem uma resposta mais ou menos assim: “Senhor, farei qualquer coisa que teu reino exigir de mim. Aonde quer que o Senhor deseje que eu vá, eu irei. Sejam quais forem as circunstâncias, estou disposto a seguir-te. Se o Senhor quiser suprir uma necessidade por meu intermédio, sou teu servo; farei qualquer coisa que for necessária”.

O fazendeiro era meu mapa

Durante 12 anos, fui pastor em Saskatoon, no Canadá. Certo dia, um fazendeiro me disse: “Henry, venha visitar-me na minha fazenda”.

Ele explicou o caminho mais ou menos assim: “Ande meio quilômetro depois que sair da cidade e verá um grande celeiro vermelho à esquerda. Entre na outra estrada e vire à esquerda. Siga nessa estrada por um quilômetro e verá uma árvore. Entre à direita e ande uns seis quilômetros e então verá uma rocha grande…” Anotei todas as instruções e um dia fui lá!

Na outra vez em que fui à casa do fazendeiro, ele estava comigo no carro. Uma vez que havia mais de um caminho para se chegar à sua casa, ele poderia ter-me levado pelo caminho que quisesse. Dessa vez, não precisei das explicações que havia anotado. Veja, ele era o meu “mapa”. O que eu tinha de fazer? Tinha apenas de prestar atenção ao que ele falava. Toda vez que ele dizia: “Vire”, eu fazia exatamente conforme o que dissera. Ele me levou por um caminho pelo qual eu nunca havia passado antes. Provavelmente, eu não conseguiria refazer o caminho sozinho. O fazendeiro era o meu “mapa”; ele conhecia o caminho.

Jesus é o seu caminho

Geralmente, as pessoas fazem as seguintes perguntas quando querem conhecer e fazer a vontade de Deus: “Senhor, o que queres que eu faça? Quando o Senhor quer que eu faça? Como devo fazer? Onde devo fazer? Qual será o resultado?”

Não é assim que quase sempre fazemos? Queremos que Deus nos dê um “mapa” detalhado. Dizemos: “Senhor, se me disseres para onde estás me dirigindo, eu poderei preparar meu rumo e caminhar para lá”.

Mas ele diz: “Você não precisa definir seu destino final agora. O que você deve fazer é seguir-me, um dia de cada vez”. Precisamos chegar ao ponto de respondermos a Deus assim: “Senhor, dize-me apenas o que devo fazer, um passo por vez, e eu te seguirei”.

Quem é que realmente sabe o caminho para você realizar o propósito de Deus para sua vida? Deus! Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14.6).

•  Ele não disse: “Vou mostrar-lhe o caminho”.

•  Ele não disse: “Vou dar-lhe um mapa”.

•  Ele não disse: “Vou dizer-lhe a direção a seguir”.

•  Ele disse: “Eu sou O caminho”. Jesus conhece o caminho; ele é o seu caminho.

Se você fizer tudo o que Jesus lhe fala, um dia de cada vez, sempre estará bem no centro de onde Deus quer que você esteja. Você consegue confiar em Deus para guiá-lo dessa forma? Talvez, você ache que devemos esperar até que ele nos dê todos os detalhes antes de começar a dar passos práticos para segui-lo. Mas esse não é o padrão que vemos na vida de Jesus ou nas Escrituras.

Deus gostaria muito mais que sua resposta fosse esta: “Sim, estou pronto a seguir Jesus, um dia de cada vez, pois assim estarei bem no centro de sua vontade para minha vida”. Quando você chega ao ponto de confiar em Jesus para guiá-lo passo a passo, você começa a experimentar uma nova liberdade. Se não confiar que Jesus o guiará dessa forma, o que acontecerá quando não souber o caminho a seguir? Ficará preocupado cada vez que tiver de enfrentar uma encruzilhada. Pode ficar paralisado, não conseguindo tomar uma decisão. Deus não planejou esse tipo de vida para você.

Descobri, por experiência própria, que posso entregar o controle e a direção da minha vida para Deus. Depois, só preciso prestar atenção e cuidar de cada instrução que ele me dá, um dia de cada vez. Ele me dá mais do que o suficiente para preencher cada dia com sentido e propósito. Se eu fizer tudo o que ele diz, estarei no centro de sua vontade quando ele quiser usar-me para uma tarefa especial.

Abrão seguiu um dia de cada vez

Abraão é um bom exemplo desse princípio. Quando Deus o chamou, apenas disse: “Sai da tua terra” (Gn 12.1). Quantos detalhes Deus lhe deu? Somente isto: “Vai para a terra que te mostrarei”. Foi tudo o que ele pediu que Abraão fizesse. Deus prometeu fazer o resto. Você teria coragem de seguir a direção de Deus para sua vida com tão poucos detalhes?

Deus também chamou muitas outras pessoas, assim como fez com Abraão, apenas para o seguirem. Dificilmente, ele lhe dará muitos detalhes de seu plano antes de você começar a caminhar em obediência; é mais provável que o chame para segui-lo, um dia de cada vez.

Em alguns casos, Deus dava mais detalhes do que em outros. Moisés, por exemplo, recebeu uma descrição maior de tarefa do que a maioria dos outros. Porém, em todos os casos, os indivíduos tiveram de permanecer próximos a Deus para receber direção diária. Para Moisés e os filhos de Israel, Deus dava direção diária por meio da nuvem durante o dia e do fogo durante a noite.

Para Pedro, André, Tiago, João (Mt 4.18-20,21-22), Mateus (Mt 9.9) e Paulo (At 9.1-20), Deus deu pouquíssimos detalhes sobre a tarefa que receberiam. Basicamente, ele disse: “Apenas me siga e eu lhe mostrarei”. O que ele quer de você é isto: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.33,34).

Texto extraído do capítulo 3 do livro Experiências com Deus, por Henry T. Blackaby e Claude V. King.

por Henry Blackaby e Claude V. King

Confia no Senhor de todo o teu coração

Por que podemos confiar no Senhor de todo o coração? Porque ele é o único que jamais nos desapontará ou nos abandonará.

De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei (Hb 13.5).

A maioria de nós sabe disso, no entanto, à medida que os ventos sopram contrários, passamos a nos esquecer deste fato. É por isso que precisamos buscar diariamente a Deus em oração e em atenta leitura à Sua palavra. Com esse hábito passaremos a conhecer melhor seu caráter de fidelidade e santidade.

A confiança no Senhor deve tocar em todas as áreas da nossa vida – nada pode ser deixado de fora. Não podemos confiar em um assunto e fazer reservas em outro. Se não confiarmos em Deus, confiaremos em nosso enganoso coração (Jr 17.9).

Junto com a confiança no Pai vem o descanso e a alegria. Passaremos a tocar no impossível e Seu nome será honrado através do nosso testemunho de dependência e fé.

Prossigamos em conhecer a Deus e Sua infinita fidelidade.

Lorimar

Levantar cedo

Exceto para aqueles pessoas que são “matutinas” levantar cedo é uma prática que requer perseverança. Mas independente da facilidade ou não de sair da cama, o que importa é ter o desejo no coração de entregar aos cuidados de Deus nossos primeiros momentos da manhã. Isso faz toda a diferença no decorrer do dia.

Segue abaixo um texto de Watchman Nee que fala sobre os benefícios de se levantar cedo quando o objetivo é buscar a Deus. Que você seja muito edificado com esta leitura.

Lorimar

Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva” (Sl 57.8,9; 108.2,3)

“Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias” (Sl 90.14).

Por que devemos levantar cedo?

Por que devemos levantar cedo? Porque cedinho pela manhã é a melhor ocasião para encontrar o Senhor. Com exceção de uma minoria que sofre de males físicos, todos devem ser estimulados a levantar cedo. A maioria de nós não tem doenças físicas – padecemos por nos amar demais!

Deixe-me citar as palavras da Srta. Groves, uma co-obreira da Srta. M. E. Barber, que nos tem ajudado grandemente . Ela afirmou que a primeira escolha que evidencia o amor de alguém pelo Senhor é a escolha entre a cama e o Senhor. Se alguém escolher amar a cama, dormirá mais; mas se escolher amar mais o Senhor, levantará um pouco mais cedo. Ela me disse isso em 1921, mas, ainda hoje, sinto o frescor de suas palavras. Sim, o homem tem de escolher entre a cama e o Senhor. Se você ama mais a cama, continue a dormir mais; mas se ama mais o Senhor, você deve levantar-se mais cedo.

Por muitas décadas, a Srta. Groves sempre se levantava antes das 5 horas, e a Srta. Barber, entre às 4 e 5 horas. Elas me disseram que não ousavam dormir aquecidas demais temendo não poder levantar cedo pela manhã.

Na Bíblia, vemos que, no deserto, o alimento sobrenatural, o maná, tinha de ser colhido antes que o Sol nascesse (Êx 16.21). Quem quisesse comer o alimento que Deus havia prometido deveria levantar cedo. Quando o Sol aquecia, o maná derretia, desaparecendo. Todo jovem crente precisa saber que, para receber alimento diante de Deus, obter comida espiritual, progredir espiritualmente e desfrutar de comunhão, tem de levantar um pouco mais cedo. Se levantar tarde demais, perderá seu alimento. A vida cristã doente que prevalece no meio dos filhos de Deus hoje deve-se mais ao levantar tarde do que a algum problema espiritual sério. Portanto, não menospreze esse assunto.

É como se, de manhã cedinho, no momento em que o dia começa a amanhecer, Deus repartisse a provisão de alimento espiritual e comunhão aos seus filhos. Quem levanta tarde demais, fica sem ela. Muitos filhos de Deus não têm qualquer deficiência quanto à consagração, ao zelo ou ao amor, mas falham em ser bons cristãos por levantar tarde demais. O levantar cedo influencia grandemente a vida espiritual. Nunca encontrei um guerreiro de oração ou alguém que tivesse intimidade com o Senhor que levantasse tarde.

Qualquer um que propuser a Deus levantar cedo experimentará muito proveito espiritual. A oração, em outras horas do dia, não pode ser comparada com a realizada de manhã cedinho. O estudo bíblico em outras horas não pode igualar-se ao da manhã, e a comunhão com o Senhor nunca é tão doce em outros momentos quanto no amanhecer. Lembre que de manhã cedinho é a melhor hora do dia. Devemos oferecer nosso melhor tempo a Deus e não aos homens ou aos negócios do mundo. Quem gasta o dia inteiro no mundo e depois, à noite, quando está morto de cansaço, ajoelha-se para orar e ler a Bíblia antes de ir para a cama, é um tolo. Não é de se surpreender que a oração de tal pessoa, o estudo bíblico e a comunhão com o Senhor sejam deficientes. A origem do problema é levantar tarde.

Exemplos bíblicos

Os melhores servos de Deus tanto do Antigo quanto do Novo Testamento eram todos madrugadores (ver quadro). Tinham o hábito de comungar com Deus e trabalhar para ele de manhã. Embora não encontremos na Bíblia nenhuma ordem direta de Deus para levantar cedo, temos, não obstante, exemplos suficientes de servos fiéis que eram madrugadores.

Por conseguinte, aqueles que desejam seguir o Senhor não devem perguntar desdenhosamente que diferença fará se o horário for mais cedo ou mais tarde. Temos bastante experiência para convencer-nos de que levantar uma hora mais tarde prejudicará nosso estudo bíblico, e levantar duas horas mais tarde porá fim à nossa oração.

Durante os primeiros três anos de minha vida cristã, alguém me perguntou, pelo menos 50 vezes, a que horas eu levantava. Por ser uma bênção muito grande, eles não queriam que eu a perdesse. O mundo pode não ver diferença em levantar duas horas mais cedo ou duas horas mais tarde; isso pode não influenciar as questões do mundo. Porém, deixe-me lhe dizer: nas questões espirituais, faz uma grande diferença.

Não somente muitos servos de Deus foram madrugadores, mas até mesmo o Senhor Jesus levantava cedo. Antes do amanhecer, já estava orando. Ele chamava os doze discípulos no começo do dia. Se não nos levantarmos suficientemente cedo, sem dúvida nos tornaremos muitíssimo pobres espiritualmente.

O que fazer depois de levantar cedo

Nosso propósito não é simplesmente tirar as pessoas da cama de manhã cedinho. Estamos buscando valores espirituais. Por isso, há algumas coisas que as pessoas devem fazer depois de levantar

1- Tenha comunhão com Deus

Levantemo-nos de manhã… ali te darei meu amor(Ct 7.12). Sendo a melhor hora do dia, deve ser gasta em comunhão com Deus, esperando em quietude e meditando na presença de Deus, tendo o espírito aberto para receber orientações e impressões de Deus e permitindo que ele fale.

Quando o espírito está aberto a Deus, o mesmo ocorre com a mente, o que permite que Deus conceda luz, supra uma palavra, cause uma impressão e nos toque de forma viva. Além disso, cria a oportunidade de a alma também aprender a tocar em Deus, meditar, contemplar e aproximar-se de Deus com o coração. Resumindo, isso é comunhão com Deus.

2. Cantar e louvar

Cedo pela manhã é a melhor hora para cantar louvores ao Senhor. Podemos proferir os mais altos louvores no período da manhã.

3. Buscar alimento diante de Deus

Essa é a hora de colhermos o nosso maná. O que é maná? Embora indique, em última análise, o próprio Cristo, a ênfase aqui é mostrar seu cumprimento na Palavra de Deus, da qual desfrutamos diariamente e pela qual recebemos forças para andar no deserto. O maná é o alimento no deserto que precisa ser colhido cedo pela manhã. Como alguém pode satisfazer-se e alimentar-se se gasta a primeira parte da manhã voltada a outras tarefas?

Todas as pessoas deveriam ter duas bíblias: uma para ser lida devagar, num horário específico, e na qual muitas observações podem ser escritas, e outra para ser usada de manhã e na qual nada deve ser escrito, pois serve puramente para colher o maná. Não é o momento de ler trechos longos; de preferência, abra uma passagem curta da Bíblia diante de Deus e misture oração com a Palavra, cântico com leitura e comunhão com a Bíblia.

Como dissemos, levantar cedo visa à comunhão. Isso não significa que a comunhão seja o primeiro passo, louvor o segundo, leitura da Bíblia o terceiro, e oração o quarto. Na verdade, trata-se da combinação de todos esses atos, associando-os diante de Deus. Você pode comparecer à presença de Deus com a Palavra aberta ou combinar oração com leitura da Bíblia. Pode confessar seus pecados após ler a Palavra ou agradecer a Deus por uma graça específica que tenha recebido. Você pode fazer um pedido especial de acordo com a palavra que leu ou simplesmente dizer ao Senhor que o que acabou de ler na Escritura é o que lhe falta.

Como resposta a muitas palavras, você pode dizer: “Senhor, eu creio”; a muitas promessas, você pode responder: “Senhor, eu recebo”. Algumas vezes, sentirá o desejo de agradecer ao Senhor, porque sua promessa é muito grandiosa; outras vezes, será compelido a orar pelos irmãos e por si mesmo ao descobrir que a condição deles e a sua não condizem com o que a Bíblia ensina. Não, você não estará criticando ou acusando ninguém diante de Deus, mas apenas lhe pedindo que cumpra sua Palavra na vida desses irmãos e em você mesmo. Estará, portanto, confessando os próprios pecados e os pecados da igreja.

Realmente, cedo pela manhã é a melhor hora para colher o maná. Aprenda a misturar oração, louvor e comunhão com a Palavra de Deus. Em um instante, você está na terra; no seguinte, no céu; em um segundo, você está sozinho e, no seguinte, encontra-se na presença de Deus. Utilizando assim seu tempo cada manhã diante de Deus, você se sentirá satisfeito diariamente. Terá sido alimentado com a Palavra de Cristo, porque Cristo é o Verbo de Deus. Terá permitido que a Palavra de Deus habite em você ricamente. Essa maneira de ler a Palavra, alimentando-se do maná, é indispensável.

Após termos comungado com Deus e nos alimentado do maná, somos fortalecidos a ponto de colocar tudo diante dele. Sem força, não há como orar; os fracos não podem fazê-lo. Com a força renovada pela comunhão e pelo suprimento do maná, temos condições de orar por nós, pela igreja e pelo mundo todo.

Mesmo uma pessoa da estatura de George Muller confessou que a condição espiritual que vivia durante o dia era determinada pela forma como havia-se alimentado diante de Deus pela manhã. O período inicial da manhã determinava como seria o resto do dia. Muitos cristãos encontram dificuldades no decorrer do dia simplesmente porque não o iniciaram adequadamente.

Um famoso pianista observou certa vez: “Se eu não praticar um dia, noto algo errado; se eu não estudar dois dias, minha esposa nota algo errado; e se eu não praticar três dias, todo mundo nota algo errado”. Não esqueçamos que, se não conseguirmos ter uma boa manhã com o Senhor, não apenas nós e os cônjuges, mas o mundo todo saberá disso. Por quê? Porque falhamos em alcançar a fonte de nossa vida espiritual.

Algumas considerações sobre levantar cedo

Finalmente, eu gostaria de mencionar algumas questões relacionadas com a prática de levantar cedo:

a) para levantar cedo, é preciso dormir cedo. Todos os que levantam cedo têm o hábito de ir para a cama cedo. É tolice ir deitar tarde da noite e levantar cedo. Seria como queimar a vela de ambos os lados;

b) não estabeleça um padrão muito alto para levantar cedo. Alguns decidem levantar às 3 horas. Tentam alguns dias e desistem. Tentar levantar cedo demais terminará em fracasso. Ao contrário, tomemos uma decisão moderada: digamos, por volta das 5 ou 6 horas, logo antes do amanhecer do dia. Se o horário estabelecido for cedo demais, será difícil mantê-lo. Estabelecer um padrão alto demais produzirá peso na consciência, e precisamos manter a consciência sem culpa. Por isso, não defendamos os extremos. Que cada um considere o assunto cuidadosamente perante Deus, levando em consideração condições físicas e circunstâncias particulares, e, depois, estabeleça um padrão para si mesmo quanto à hora apropriada de levantar;

c) cultive o hábito de levantar cedo. É inevitável que encontre alguma dificuldade nos primeiros dias. Você perceberá o quanto ama sua cama e como é difícil levantar. É preciso algum tempo para formar um hábito. No início, a pessoa tem de se obrigar a levantar, mas, depois de algum tempo, consegue levantar sem esforço.

Os nervos humanos são como a árvore no cume da montanha que se inclina na direção do vento. Se ele sopra sempre numa direção, ela desenvolve o hábito de inclinar-se naquela direção. Suponha que você tenha o hábito de levantar tarde, é como ter os nervos inclinados para o sul. Mas, depois de levantar cedo muitas vezes, seus nervos começarão a inclinar-se para o norte.

Então, ao invés de ser difícil levantar cedo, você achará difícil levantar tarde, porque não conseguirá mais dormir além do horário habitual! Até que o hábito seja formado, peça a Deus que lhe dê graça para que o bom hábito de levantar cedo seja desenvolvido. Tente muitas vezes. Aprenda diariamente a sair da cama até que tenha formado o hábito de levantar cedo para desfrutar da graça e da comunhão com Deus de manhã.

Ajude os crentes jovens

Espero que os mais adiantados no Senhor e aqueles que sentem algum encargo diante dele tomem a responsabilidade de manter a prática da vigília matinal na igreja. Tanto devem levantar cedo quanto ajudar os jovens a exercerem essa prática abençoada. Sempre que houver uma oportunidade, devem perguntar ao jovem ou recém-convertido: “Irmão, a que horas você se levanta?”

Lembre-se: levantar cedo é o primeiro hábito que um cristão deve formar. Reunir-se no dia do Senhor também é um hábito. Os jovens devem formar esses hábitos, mas a responsabilidade de ajudá-los é dos crentes mais experientes. Quantos nunca desfrutaram da bênção de levantar cedo!

Se a igreja progredir nesse exercício, se muitos irmãos aprenderem a levantar cedo, se cada um se achegar ao Senhor e receber um pouco mais de luz cada dia, quão rica e cheia de luz a igreja toda se tornará. A razão pela qual a igreja é pobre é porque pouquíssimos estão recebendo algo do Cabeça. Se aprendermos a receber do Cabeça, mesmo que cada um de nós receba apenas um pouco, o resultado será uma igreja muitíssima rica.

Fonte: http://www.revistaimpacto.com.br/?modulo=materia&id=244


O prejuízo da distração

Pés na bolaEu preferi a distração. E só Deus sabe o que eu perdi…

Tive uma experiência triste e vergonhosa recentemente. Era sábado à noite, e haveria um jogo de futebol entre as seleções brasileira e argentina. No horário do jogo, eu comecei a subir os degraus da escada de minha casa para ligar a TV quando ouvi aquela voz inconfundível de Deus, em tom de convite: “Que tal você trocar esse jogo para ficar um tempo comigo?”

E parece que, em seguida, ouvi algo como: “Ao final, você terá gostado muito mais do que do futebol…”

Titubeei por alguns instantes, parado nos degraus, ensaiei uma desculpa inaudível qualquer, subi e liguei a televisão.

Que jogão; quem viu sabe. Foi um banho de futebol: 3 a 1 em los hermanos. Que maravilha.

Por uma ou duas vezes durante o jogo, eu me lembrei do convite recusado, mas um gol ou jogada benfeita levavam-me a esquecê-lo em seguida.

Apenas no dia seguinte foi que me dei conta do que eu havia perdido e percebi que o grande prejudicado fora eu mesmo. O prazer do lazer tinha sido efêmero e durara o tempo da partida. A minha recompensa não passara daquilo; 90 minutos. Mas, no íntimo, eu sabia que perdera muito mais do que tempo.

Literalmente, só Deus sabe o que poderia ter acontecido naquela hora e meia de intimidade com ele. Afinal, mal explicando, se viver um dia na presença do Senhor é melhor do que passar mil deles em qualquer outro local, uma horinha de comunhão com o Pai equivaleria, grosso modo e contas, a cerca de 42 dias de descanso e alegria no melhor resort do planeta – na falta de figura comparativa melhor.

Se eu não tivesse optado por trocar a distração pela comunhão, possivelmente em vez de agora usar este pequeno espaço para confessar e admitir meu pecado (pecado é errar o alvo, todos sabemos, e eu errei feio), eu estaria usando-o num texto cheio de unção, que viesse a tocar vidas por meio da Palavra de Deus jorrando como rios do coração; afinal, encontros com Deus são notórios – nossa face brilha, nossas palavras produzem vida, o inferno treme, novas estacas do Reino são fincadas, precedentes são abertos, enfim, a vida chega.

Mas eu preferi a distração. E agora só Deus sabe o que eu perdi.

Pedi perdão a Deus. Ele me perdoou como perdoa sempre. Mas eu fiquei envergonhado.

Então, pensei em contar-lhes esta triste história para que não se mirem nesse mau exemplo. Que estejamos mais com nosso Senhor não apenas quando quisermos, mas também quando ele nos quiser.

PS.: Lembro-me agora de que, hoje à noite, tem novo jogo do Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo… Ai ai ai, que Deus me ajude.

por Luiz Montanini