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Uma jovem mulher disposta a morrer por sua fé

IRAQUE

Por meio do trabalho da Portas Abertas, Deus está usando o apoio de cristãos ao redor do mundo para ajudar cristãos refugiados a encontrar força e conforto.

Uma das maiores crises da atualidade é o crescimento alarmante do número de cristãos refugiados. Homens, mulheres e crianças têm sido forçados a fugir de suas casas por causa da crescente violência, ameaças de morte e ataques diretos aos quais são submetidos unicamente por sua fé em Jesus.

Através do contínuo apoio de cristãos em todo o mundo, a Portas Abertas têm ajudado a manter as mínimas condições de sobrevivência dos cristãos iraquianos, apesar de todas as dificuldades que eles têm enfrentado.

Raja, uma jovem cristã iraquiana, de 20 anos, nunca vai esquecer o dia em que o corpo do seu pastor foi encontrado sem vida em uma sarjeta.

Ele tinha sido pego por extremistas que bateram brutalmente nele e depois o mataram, tudo porque ele não negou a Jesus. E, para enviar uma mensagem, jogaram seu corpo na sarjeta.

Por causa do aumento da perseguição, Raja e sua família foram forçados a fugir de sua casa. Mas, esse terrível acontecimento desafiou profundamente a fé de Raja.

“Eu comecei a me perguntar se eu estava realmente pronta para morrer por minha fé, como meu pastor”, ela explicou. “Eu tenho que ser honesta, no começo eu não era tão valente. Eu pensei, ‘eu vou dizer que me converti ao islã, mas vou continuar com Cristo em meu coração’. Mas, quando eu pensei no sacrifício do meu pastor, eu comecei a perceber que eu nunca iria negar minha fé. Eu sei que a dor da morte dura somente por um minuto, mas depois eu estarei com meu Salvador para sempre.”

Atualmente, Raja e sua família estão trabalhando para recomeçar suas vidas em outra parte do Iraque, que ainda é perigosa. A Portas Abertas está lá ajudando a fornecer os recursos, o incentivo e o apoio que precisam para permanecer firmes na fé.

Fonte: Portas Abertas Internacional
Tradução: Letícia Epifanio

 

 

 

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A Democracia do Islã

Enquanto o mundo aplaude os levantes anti-ditadura nos países do norte da África e Oriente Médio, alguns poucos analistas internacionais olham com cautela para estes orquestrados movimentos “democráticos” nas nações pertencentes à Liga Árabe, onde, ao que tudo indica, quem dita as regras é a lei Islâmica.
Para o escritor e analista político americano, George Friedman, em seu livro, A Próxima Década, os levantes fazem parte de uma estratégia apoiada pelas mesquitas e líderes radicais árabes, incluindo a rede Al Qaida. Para o autor os movimentos visam manter e quando necessário, reimplantar, as regras de conduta e fé islâmica. O objetivo é mudar as estruturas de governo vigentes, que na atualidade, expressam demasiada abertura com o ocidente – diga-se, Estados Unidos e Europa – que estão exercendo demasiada influência sobre a milenar cultura local.
Tomando-se como exemplo o Egito. Além de ser o país mais populoso da região, é também o que exerce a maior influência cultural principalmente no que diz respeito à televisão, cinema, novelas, produção literária e musical. O que é produzido no Cairo é certamente transmitido para todo o Oriente Médio, onde há uma extrema carência de produção cultural e de conteúdo como um todo, fazendo com que o sotaque egípcio seja sinônimo da linguagem televisiva Árabe. Para os padrões da região, o Egito é um país de ponta também na área da educação, onde salienta-se na medicina e na indústria química em geral assim como também na pesquisa. Engenheiros e médicos egípcios são encontrados em todos os cantos do Golfo Pérsico, sendo também o país árabe com maior número de patentes registradas. É ainda na terra dos Faraós que se concentra a maior população cristã da região, com quase 10 milhões de fiéis. Ali estão as sedes das maiores redes de transmissão de programas evangélicos, assim como as maiores Igrejas, que já começam sentir a pressão das novas mudanças.
Mas se engana quem pensa que as atuais mudanças tem muito a ver com a democracia que conhecemos. A democracia que estamos assistindo ainda é um movimento prioritariamente teocrático. Pois está totalmente alinhado com as tendências totalitárias do Islã que já são instituídas na região. Nos dias seguintes à renúncia de Mubarak, uma das primeiras atitudes da nova junta militar, “pró democracia” foi abrir o canal de Suez, hoje controlado pelo Egito, aos navios de guerra Iranianos, declarados desafetos do regime de Mubarak e dos Estados Unidos. O fato mostra uma oposição visível às posições ocidentais com respeito ao país dos Aiatolás. Da mesma forma, esta mesma junta, colocou imediatamente, limites à imprensa internacional, a qual foi usada anteriormente para divulgar o levante popular, agora não é mais tão bem vinda para acompanhar a transição. É fácil ver que qualquer mudança política no Egito trará uma releitura do tratado de paz com Israel, o qual poderá mexer com o balanço de poder na região.
Outro foco de “apelo popular democrático” contra ditaduras é o Qatar. Para quem não sabe, neste pequeno país do Golfo Pérsico, está localizada a emissora de notícias e programação jornalística de maior credibilidade da região, a Al Jazira, que ganhou notoriedade por transmitir de maneira imparcial, os recados oficiais de Bin Laden e sua Al Qaida. Porém recentemente a emissora e o governo do Qatar tem sofrido pressões e atentados por ser a emissora considerada demasiadamente pró-ocidente, e não ceder às imposições midiáticas dos radicais. O Qatar é também um lugar onde o cristianismo tem relativa liberdade, assim como no Egito.
Já na Líbia, o caso é diferente. Por muitos anos o ditador Muamar Kadafi foi tido como um inimigo do ocidente, que acolheu em seu país todo tipo de mercenário antiamericano ou terroristas conhecidos, como os que explodiram o avião da Pan American sobre a Escócia na década de 80. Porém, nos últimos anos, o ditador amenizou o seu discurso e voltou-se para a Europa e EUA, chamando a atenção até mesmo do Brasil, onde o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em visita, promovendo acordos políticos e comerciais, que geraram investimentos. Graças à sua reaproximacão com a Europa e América Latina, Kadafi, obteve um maciço aporte econômico internacional, sem precedentes na história de um país norte africano, que trouxe para a Líbia, modernidade e uma certa prosperidade. Kadafi também abriu seu país à cultura internacional, ao permitir o ingresso da Internet, da TV a cabo e outras modernidades na área da comunicação, atípicas nos países árabes. O ditador passou a frequentar a cena política internacional, e gradativamente a Líbia tornou-se um crescente mercado de produtos, serviços e turismo, o que desagradou os setores radicais, que pediram sua retirada. Au não aceitar como fez Mubarak no Egito, o país mergulhou na atual crise que envolve as forças da OTAN.
Já o governo de Ankara, na Turquia, tomou medidas preventivas. Ao ver o movimento pro Islã tomando corpo na região, o primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan alinhou sua política na direção dos interesses que ressaltavam os valores do Alcorão. Com muita rapidez, apresentou-se em público com a esposa usando o véu típico sobre a cabeça, a muito eliminado no país, e tornou-se junto com o brasileiro Lula da Silva um interlocutor do iraniano Ahmadenejad. As posições foram mal vistas no cenário internacional mas deixaram o país Turco fora da agenda de protestos, desde é claro, que o premiê mantenha suas posições pró islâmicas. O contrário do que tem acontecido na vizinha Síria, onde o presidente Assad, reeleito recentemente com 94 por cento de intenções de voto, insiste em manter a linha dura dos outros ditadores árabes, e está levando a pacata Damasco a ser a bola da vez dos levantes “democráticos”.
Estes são apenas alguns dos exemplos que podem ser citados para ilustrar o quanto estes movimentos são factóides e pouco genuínos, no que se refere à autenticidade democrática.Procuram usar a mídia internacional para obtenção de apoio, mas ao final nada tem a ver com o que conclamam, mas com uma agenda pré determinada para minimizar a influência internacional no mundo árabe. É uma busca por proteção e continuidade do poderio islâmico, e os líderes mais radicais falam abertamente em buscar um califato central e a Jihad, que é a guerra santa.
No caso do Egito foi clara a influência direta de uma conhecida entidade política radical chamada Irmandade Muçulmana.
A Irmandade é uma entidade que pode ser considerada quase um baluarte do pensamento tradicional islâmico, que tem ajudado a ditar as regras dos direcionamentos espirituais da Comunidade das Nações Árabes, e desde 1928 mantem-se próxima ao poder. Através de legisladores radicais a Irmandade foi galgando postos nos governos, para então impor as mesmas regras comuns em todos os países árabes. Tais regras visam limitar os poderes e influências das minorias, principalmente cristãs.
Durante o Império Otomano, centralizado em Istambul, na Turquia, a Irmandade tinha seus poderes limitados, porém, durante a vigência do Império Britânico no Oriente Médio, já no século 20, a facção fortaleceu-se como partido e esteve por trás de muitas negociações que influenciaram a divisão da região em pequenas nações e principados, e foi aumentando sua influência nos governos árabes. Seu objetivo não é tomar o poder, como falou um de seus porta vozes recentemente, mas é alcançar pelo menos 30 por cento das cadeiras legislativas, podendo assim ditar uma agenda progressiva, incluindo a exportação das idéias ideológicas do Islã para todo o mundo, até mesmo ao Brasil.
No site internacional da Irmandade, pode-se ver com clareza o quanto a entidade procura mostrar sua influência na região, e chama para si o atual movimento pró-democracia. Um de seus principais líderes, o xeique egípcio Yusuf Al Karadawi, faz afirmações polêmicas sobre vários aspectos políticos e sociais, publicados em várias revistas pelo mundo a fora, inclusive na brasileira, Veja. O líder faz declarações,que fariam os democratas mais liberais tremerem só ao ler, pois versa sobre a continuidade dos costumes islâmicos como prioridade de sua facção, mostrando dessa forma que a democracia proposta pretende mudar apenas o mandatário, mas jamais o regime.
Todo o processo atual, cujo agendamento da mídia internacional hoje se concentra apenas na Líbia, aonde a guerra já foi deflagrada, e aonde o mandatário insiste em manter-se no poder. O grande questionamento que poucos fazem é: Quem vai governar?
A mídia fala de um processo que não a não ser que haja uma forte sustentação internacional não tem como subsistir pela total ausência de liderança. O Egito com um pouco mais de organização ainda tem uma junta militar que pode dar algum norte, mas em países como Líbia e mais recentemente a Síria os governos se reelegiam com mais de 90 por cento de intenção de votos. Não existe quem tenha sequer votado alguma vez para eleger um mandatário. Infelizmente, para quem almeja mudanças, o processo de transição já está nas mãos dos radicais. Nem ao menos se esboça que um Partido Democrático esteja se mobilizando juntamente com algum Partido Social Democrata ou coisa assim, em prol de um processo de eleição da maneira que conhecemos. A junta militar que assumiu no Egito,por exemplo apenas mantém as instituições e segue a agenda islâmica até que um novo mandatário seja estabelecido para ficar por mais 30 anos, ou o quanto for conveniente.
Ao ver-se o exemplo da mais nova nação “democrática” do Oriente Médio, o Iraque, o caos é crescente. O governo é fictício e está à beira de um colapso total, o que por certo acontecerá com a retirada das forças aliadas, para não falar em uma guerra civil.As alardeadas eleições iraquianas são totalmente manipuladas pelos radicais xiítas, maioria absoluta no país, que impõe sua lei aos olhos inertes dos aliados. As vozes das mesquitas ditam as regras do terror naquele país, que já ceifou quase cinco mil vidas dos aliados e mais de 100 mil iraquianos. As facções insufladas pelo Iran e por outros grupos radicais, como o libanês Hesbolah, conclamam um Oriente Médio sem americanos, sem cristãos e também sem Israel.
Para as minorias que habitam a região, principalmente os cristãos, para não falar de curdos, assírios, e até mesmo sunitas, o tempo é de incerteza. Muito do que lhes dava segurança, nos governos anteriores foi gradativamente ruindo. Aonde havia relativa estabilidade, como nos países já citados, a incerteza tomou conta, e a vida tornou-se inviável elevando a níveis insustentáveis o fluxo migratório em toda a região, principalmente junto às zonas de maior conflito.
O que se espera é que a mídia internacional possa pintar o quadro correto, e assim possa pressionar os governos ocidentais para que estes continuem dando a devida atenção aos fatos orquestrados, que vão derrubar ditaduras inconvenientes, mas que dificilmente trarão mudanças significantes, pelo contrário; colocarão no poder, nomes absolutamente desconhecidos que dificilmente vão implantar a democracia, e os direitos humanos, mas terão os de sua fé religiosa como prioridade.
Tudo isto, além da instabilidade econômica na região, que sem dúvida alguma afeta o mercado internacional, dá continuidade a êxodos populacionais e a morte de inocentes,em médio prazo vai entregar a região ao radicalismo, esquecendo, assim, a tão sonhada democracia, que com raras exceções ainda será por muito tempo uma utopia no conturbado Oriente Médio.
De Istambul Asaph Borba – 24/04/2011

Fontes – http://www.ikhwanweb.com – Irmandade Muçulmana
http://www.aljazeera.com
Revista Veja – Editora Abril

Encoraje um irmão perseguido ainda este ano

Tohar Haydarov.
Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Uzbequistão

UZBEQUISTÃO (10º) – Ele tem 27 anos, é de Gulistan, na região da Sirdaria, no Uzbequistão. Foi preso e condenado a 10 anos por posse e fabricação de drogas. O Tribunal Regional rejeitou o recurso. Há alguns meses, ele foi transferido a um campo de trabalho em Qarshia, a 400 km de sua cidade natal.

Seu nome é Tohar Haydarov, ele é um cristão pertencente a uma igreja batista não registrada e foi acusado injustamente. Infelizmente hoje ele paga por isso, mas você pode fazer diferença ainda este ano na sua vida. Como? Encoraje-o! Saiba mais de sua história e escreva para ele!

Agora no final do ano, a Missão Portas Abertas dá início a uma campanha de cartas aos cristãos perseguidos. Esta é uma das histórias que conhecemos e tanto nos comove.

A Igreja Perseguida precisa de nós e essa é a nossa chance!

Clique aqui e participe!

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/cartas/carta.asp?ID=6673

A igreja no Irã – perseverança e fé de duas jovens

Jovens cristãs são inocentadas de todas as acusações
Marzieh Amirizadeh e Maryam Rostampour

IRÃ (2º) – Após 14 meses de sua prisão por suas atividades cristãs, Maryam Rostampour e Marzieh Amirizadeh foram inocentadas de todas as acusações contra elas. No entanto, as autoridades iranianas alertaram que futuras atividades cristãs no Irã terão consequências sérias.

No sábado, dia 22 de maio de 2010, as jovens deixaram o Irã e chegaram em segurança a outro país. Sam e Lin Yeghnazar, fundadores do ministério Elam e pais espirituais de Maryam e Marzieh, as encontraram no aeroporto. Foi uma reunião emocionante.

“Ficamos muito felizes ao reencontrá-las. Agora, queremos vê-las descansadas e recuperadas”, afirma Lin Yeghnazar.

Maryam e Marzieh querem agradecer a todos os cristãos que oraram por elas. “Somos muito gratas a todos que oraram por nós. Não tenho dúvidas de que Deus ouviu a oração do seu povo”, disse Marzieh. “Acredito que nossa prisão e nossa liberação aconteceram no tempo e plano exatos de Deus, e foram para Sua glória. Mas as orações nos encorajaram e nos sustentaram durante essa provação”, acrescentou Maryam.

As duas jovens mostraram muita coragem, ousando dizer ao juiz que elas nunca negariam sua fé em Cristo. Quando Sam Yeghnazar contou para elas que esse exemplo encorajou centenas de pessoas em todo o mundo, elas responderam: “Somos seres humanos frágeis, com muitas fraquezas. Que toda a honra e glória sejam ao Senhor, que nos guardou e nos usou, apesar de não sabermos por que Ele nos escolheu. Toda a glória seja dada a Ele”.

Maryam e Marzieh foram presas em março de 2009 por causa de sua fé em Cristo, e foram muito pressionadas para negar Jesus. Elas enfrentaram diversos interrogatórios, semanas de confinamento na solitária, e condições precárias na prisão. Ambas ficaram muito doentes durante o período de encarceramento e não receberam o tratamento médico necessário, o que aumentou o sofrimento.

Apesar de tudo isso, elas permaneceram fiéis a Jesus Cristo, e não o negaram. Depois de receberem a liberdade condicional em novembro de 2009, elas aguardaram seis meses até que o caso fosse ouvido no tribunal.

“Vimos o Senhor realizar milagres muitas vezes. Ele nos sustentou e nos abençoou na prisão, e também durante o período de espera pela audiência final”, declara Marzieh.
Tradução: Missão Portas Abertas

Ore pela Igreja no Laos

Cristãos expulsos de vilarejo sofrem de diversas enfermidades

LAOS (9º) – Apesar das garantias de liberdade religiosa feitas por oficiais em março, os cristãos laosianos que foram expulsos de seu vilarejo na província de Saravan em janeiro estão sofrendo com a falta prolongada de alimento e água limpa.

A falta de recursos básicos causou diarreia, desidratação, infecções nos olhos e na pele, desmaios e fraqueza nos cristãos expulsos do vilarejo Katin, sendo que uma pessoa já morreu.

Um cristão, conhecido pelo nome de Ampheng, faleceu subitamente em abril enquanto orava por outros cristãos que estavam hospitalizados com doenças causadas pelas condições em que eles têm vivido. A causa exata da morte de Ampheng não é conhecida.

Expulsos de seu vilarejo por homens armados no dia 18 de janeiro por não renunciarem a sua fé, os 48 cristãos foram forçados a construir abrigos temporários na beira da floresta, a seis quilômetros do vilarejo.

Até agora, eles têm sobrevivido com alimentos encontrados na floresta e água de um poço cavado à mão, e que não é apropriada para consumo.

No início de maio, os oficiais do distrito deram permissão para que os cristãos voltassem ao vilarejo Katin, e pegassem arroz com seus familiares, para que não morressem de fome. Alguns cristãos voltaram para cuidar dos campos de arroz, com medo de que, se as plantações ficassem completamente abandonadas, eles perdessem o direito de cultivá-las no próximo ano. No entanto, os veículos anfíbios, essenciais para o trabalho na fazenda, foram confiscados em janeiro, juntamente com os documentos e as casas dos cristãos.

Quando eles enterraram Ampheng no local separado para enterros, os oficiais os multaram por não apresentarem o documento de posse de terra.

Recentemente, o chefe do vilarejo Katin alertou outros moradores de que seus pertences pessoais seriam confiscados se eles tivessem contato com os cristãos que foram expulsos. Se alguma família insistir apesar dos diversos avisos, as casas deles seriam demolidas.

As reações dos oficiais aos apelos dos cristãos têm sido variadas. Em março, uma delegação de oficiais do distrito e da província visitaram os cristãos na floresta e garantiram que eles têm o direito legal de adotar a religião de sua escolha e viver em qualquer lugar do distrito.

No entanto, alguns dias depois, o chefe do distrito, identificado apenas como Bounma, intimou sete cristãos em seu escritório, dizendo que não iria tolerar a existência do cristianismo nas áreas de sua jurisdição.

Missão Portas Abertas

Fonte: Compass Direct

A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na China

CHINA (13º)

Na 13ª posição da Classificação de países por perseguição, a China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta. A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto.

Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela Igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país.

Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.

A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques.

Motivos de oração

1. Louve a Deus pelo assombroso crescimento da Igreja. Ore para que a perseguição seja atenuada, para que materiais de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o avanço de heresias.

2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e pastores chineses que enfrentam noites de insônia, separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem.

3. O crescimento econômico chinês é visto como um grande desafio para a Igreja. Os cristãos chineses julgam que a perseguição é uma bênção. A principal preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos cristãos.

4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado, porém muitos são capazes de pregar e formar igrejas dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente que são até confinados na solitária para evitar que preguem o evangelho.

5. A Igreja sofre com a grande falta de unidade. Muitos líderes das igrejas registradas e das não-registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas não-registradas estão em pecado por agir contra o governo. Ore para que estas divisões entre os líderes sejam eliminadas e haja reconciliação entre eles.

6. A China sofre com a falta de recursos para a evangelização. Louve a Deus pelas muitas ferramentas de evangelismo que são levadas ao país todos os anos. Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos convertidos por cópia distribuída. Ore para que a quantidade de materiais levados ao país aumente.
Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Portas Abertas