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Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. (Hb 10.36)

Andar com Deus é trilhar o caminho da perseverança. Mas como nos desviamos rapidamente deste caminho! Há semanas ou dias onde tudo flui tão maravilhosamente bem; os problemas são facilmente resolvidos; não há doenças, não há falta de dinheiro, nos sentimos bem. Entretanto há dias onde o desânimo e a falta de perspectivas nos cercam, em função das adversidades que surgem. Às vezes nos questionamos se devemos continuar a orar por um determinado assunto, pois nos sentimos como se Deus não estivesse nos ouvindo.

Aí é que entra a perseverança. Há várias passagens bíblicas que nos estimulam a praticá-la (Lc 8.15; Lc 21.19; Rm 5.3-4; Rm 8.25; Rm 15.4-5; 2Co 6.4; AP 2.2-3, e outras mais). Ser perseverante é ser constante e paciente. Os ventos podem soprar com força, mas os que perseveram permanecem firmes, mesmo em meio à tempestade, e, como sabemos,as tempestades vem para todos. Aqueles que olham para o Senhor aprendem a se fortalecer através dela – eles esperam pacientemente no Senhor (Sl 40.1) até serem socorridos.

O Senhor honrará nossa perseverança, e poderemos ser um canal dele para tocar vidas que estão se sentindo sem esperança. Há uma enfermidade em sua vida que você sabe que Deus quer curar? Não desista de falar com ele sobre isso. Suas finanças estão em colapso? Se você entregá-las a ele, elas entrarão em equilíbrio e você em descanso. Apenas persevere e busque constantemente a vontade do Pai para esta e outras áreas de sua vida.

O tempo de Deus não é o mesmo que o nosso. Precisamos entender isso e colaborar com ele no cumprimento do seu propósito. Embora o mundo esteja cada dia mais em caos, o Senhor trabalha para que a vontade do Pai se cumpra em toda a terra, e ele não desiste de nós ainda que haja milhões de razões para fazê-lo. Ele é perseverante, pois sabe o final da história. Nós também sabemos como as coisas terminarão. A palavra de Deus nos mostra isso claramente; aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt 24.13) Já temos recebido as “ferramentas” que nos capacitam a nos manter firmes: oração e leitura bíblica, ao mesmo tempo que nos apegamamos mais fortemente à comunhão com nossos irmãos e irmãs.

Que você e eu perseveremos, com nossos olhos fixos em Jesus Cristo, nossa esperança.

Lorimar

E eis que uma mulher cananéia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, aproximando-se, rogaram-lhe: Despede-a, pois vem clamando atrás de nós. Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã. (Mt 15.22-28)

Estava hoje lendo esta passagem de Mateus onde é narrado o diálogo de Jesus com uma mulher cananéia. De acordo com o texto a mulher estava profundamente angustiada em função da filha que se encontrava horrivelmente endemoninhada. A mulher não era judia, entretanto ela reconheceu Jesus como o Filho de Davi, o Messias. O único que poderia libertá-la do peso que ela estava carregando.

Vejamos como ela agiu nesta situação:

Primeiro ela reconheceu Jesus como Senhor. Este é o primeiro passo que se deve dar para se achegar a ele.

Depois ela clamou para que ele atentasse para sua miséria (tem compaixão de mim) usando a mesma expressão dos dois cegos que foram curados por Jesus (Mt 9.27).

Jesus ouvia e não falava nada. Pode parecer que ele estava sendo indiferente, mas imagino que ele também estava sofrendo a dor daquela mãe. Para os discípulos aquela cena se mostrava perturbadora. Eles estavam incomodados com o clamor da mulher, ao ponto de pedirem a Jesus para dispensá-la. Era realmente um grande clamor, com gritos e choro. Algum de nós está nesta situação? Se a resposta for sim, o clamor deve continuar até chegar a resposta. Não podemos impressionar ou chamar a atenção de Deus com orações desinteressadas.

Depois da reclamação dos discípulos, Jesus responde à mulher, lembrando-a da sua condição gentia. Ela passa então para o estágio da adoração. Ela o adora e continua clamando por socorro. Jesus mais uma vez argumenta, mas ela insiste no clamor. Neste momento o Senhor exclama: Ó mulher, grande é a tua fé! Que testemunho maravilhoso! Ela impressionou a Deus, tocou os céus. Recebeu o que buscava (Mt 7.7-8). Nem mesmo Pedro pode ouvir tal palavra do Senhor (Mt 14.31).

E quanto a nós? Temos “incomodado” a Deus com nossas orações? Temos sido insistentes e perseverantes? Há muitas coisas que o Pai Celestial gostaria de dar aos seus filhinhos e filhinhas, mas não dá por que esses não pedem com real interesse. Há muitas orações que não passam de ritual, e que não geram relacionamento. Temos na mulher cananéia um grande exemplo que Deus deseja que sigamos. Cheguemos também a ele em inteira certeza de fé.

Lorimar

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